Capítulo 133 MILENA NARRANDO Momentos antes... Um mês inteiro tinha passado e, porrä, meu corpo tinha virado outro planeta. Não é exagero: eu tava me sentindo uma locomotiva de enjôo, um mar de azia e sono que não passava. De manhã vinha aquele gosto de metal na boca, no almoço a vontade de vomitar, à noite eu acordava com fome e com a barriga embrulhada. Um infernö. E a comida… meu Deus. Eu tava comendo como quem não come faz anos. Abria a geladeira e era como se um negócio dentro de mim gritasse: “Come! Come agora!” Eu ria disso no começo, mas quando subi na balança e vi dez quilos a mais, pensei que a vida tava me zoando. Dez kilos. Dez. Um número que me bateu na cara como soco. A doutora Silvana, minha santa e turrona, não teve dó. Gosto dela, na moral, mas é dura. Ela tem o jei

