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Caminhos Tortuosos

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Blurb

Uma informação comprometedora, um poderoso empresário  e uma exótica dançarina.

Ao se encontrar com seu desenvolvedor chefe, Michael Denver, para receber dados sigilosos sobre uma empresa de conduta duvidosa, Ethan McGregor jamais poderia imaginar que, em meio a um antro de perdição, poderia encontrar um ser tão encantador. 

Sob o pseudônimo de Medusa, Mayra Hills luta por seu sustento, após perder tudo com a falência do lugar onde trabalhava, em um estabelecimento dominado por presenças desprezíveis. No entanto, um homem distinto e justo a livra do verdadeiro inferno. Com seus olhos cor de mel, seu jeito doce e nobre, ela encanta o homem mais poderoso de Nova Iorque.

A improbabilidade se torna certeza e uma inexplicável atração os une. 

O que se pode esperar quando as vidas de dois seres de mundos tão diferentes, tão solitários, se cruzam em um momento tumultuado para ambos? Serão eles capazes de lutar contra os perigos que os cercam e viver intensamente essa relação?

AVISO: O texto possui cenas de cunho s****l e violento.

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Capítulo 1 - O CEO
*Ethan PoV* ㅡ Você tem certeza que este é o lugar certo, Denver? ㅡ Sim, McGregor. Sucinto como sempre. Gosto disso nele, embora seja muito irritante às vezes. Aqui estou eu neste lugar que simplesmente só posso catalogar como um inferninho local de Hell's Kitchen em Manhattan. Jamais poria os pés em um antro como esse, não é bom para minha imagem. Porém, o contato do meu desenvolvedor chefe, Michael Denver, se propôs a aparecer aqui. Pelo o que vejo em meu relógio, está atrasado. ㅡ Onde está seu amigo? ㅡ Não é meu amigo. Daqui a pouco ele chega. Deve estar tomando precauções. ㅡ Esse lugar era necessário? Ele ri de forma contida, quase gozador. ㅡ Nunca esteve em um bar de striptease, Ethan? Ouvi dizer que as dançarinas costumam ser as melhores na cama. Devolvo o mesmo olhar, com uma sobrancelha arqueada. ㅡ Não preciso de lugares como esse para encontrar uma mulher, Michael. ㅡ Nem eu. Nunca tinha vindo aqui antes. ㅡ É verdade… Eu esqueci que, com a sua banda e boa aparência, você ostenta uma coleção quase infinita de fãs dispostas a tudo. Não estou rasgando seda à toa. Michael é mais alto que eu, um pouco menos musculoso, porém seu charme recai nos longos cabelos negros e no seu olhar azul gelo. Ele tem uma banda de rock, uma paixão desde a adolescência, porém ainda não é famoso o suficiente para se sustentar. Por isso, ele usa seu brilhante conhecimento em tecnologia trabalhando para mim. Porém, nos locais pequenos em que se apresenta, ele arrasa corações e é um colecionador do sexo oposto. Somos diferentes em muitos aspectos, entretanto, se há algo que concordamos, é que local de trabalho é sagrado e relacionamentos dentro da empresa nunca terminam bem. ㅡ Por aí. Basta estalar os dedos e dezenas delas caem aos meus pés. Seu tom de voz é meio desinteressado, enquanto observa os arredores à procura de nossa fonte. Mais uma similaridade comigo. Nunca me apeguei a nenhuma mulher que permiti aproximação. No meio em que vivo, sou cercado de pessoas interesseiras. Encontrar a companheira perfeita é algo que já descartei. Faço como ele, tomando um gole do whisky barato que nos serviram, e analiso o local. É escuro, esfumaçado, sufocante. Garçonetes seminuas perambulam entre os clientes. No palco há dançarinas de corpo escultural vestindo praticamente nada. Realmente é um lugar incomum para o tipo de encontro que teremos. Percebo um rapaz loiro se aproximar de nós. Não deve ter mais que uns vinte anos. Quase a mesma idade de Michael quando o conheci. Eles trocam palavras código para se identificarem em sussurros e o jovem se senta à nossa mesa. ㅡ Lightwire. ㅡ Começa Michael, dando a deixa para o rapaz, que lança um olhar desconfiado na minha direção. ㅡ Leahcim. Quem é esse com você? Um federal? ㅡ Não, apenas um benfeitor que vai me ajudar a fazer justiça. Trouxe o pacote? ㅡ Sim. Quase acho graça em ser confundido com alguém do FBI. O Bureau é com certeza o maior medo que esses hackers devem ter. Meu ar sério e o terno bem alinhado ou o cabelo curto impecável devem ter causado a confusão. Não sou federal, bem longe disso. Aos vinte e nove anos, sou o CEO de uma empresa que lucra milhões de dólares na América atualmente, com filiais até fora do país. Ele olha nervosamente ao redor e retira do bolso da jaqueta jeans um pendrive que entrega a Michael. ㅡ Espero que peguem esses caras. O que fiquei sabendo é de revirar o estômago. ㅡ Ele se levanta, porém, antes de se retirar, fala em baixo tom para nós. ㅡ Se te pegarem com isso... ㅡ Não se preocupe. Nunca nos vimos. ㅡ Diz Denver. O rapaz assente com a cabeça e vai embora. Apoio os braços sobre a mesa, enquanto observo o pequeno objeto nas mãos de Michael. ㅡ Você acha que vai ter material suficiente para expor aqueles cretinos? ㅡ Eu vou analisar esses dados, McGregor. Mas, pelo o que ele me falou e pelo o que vi quando estive na África, tem muita sujeira debaixo desse tapete. Eu aceno com a cabeça e ele se levanta, finalizando seu whisky. ㅡ Vai fazer isso agora? ㅡ Sim. Preciso de algo para ocupar a minha cabeça. Qualquer coisa vou estar na empresa, o equipamento da minha sala é mais potente que o que tenho em casa. Recosto em minha cadeira, com um pé apoiado sobre um joelho e o encaro curiosamente. ㅡ Deixe a conta comigo... Algum problema, Michael? Você parece perturbado. ㅡ Nada importante. Só uma garota maluca que invadiu o backstage na minha última apresentação. Ela tentou mexer na minha Fender e eu meio que perdi o controle. Mulher dos infernos... Eu conheço sua história e sei o quanto aquele instrumento é importante para ele. No entanto, parece haver algo mais. Nunca o vi abalado por causa de uma garota. Ele normalmente as descarta como lenços de papel. ㅡ Uma tiete não te deixaria tão incomodado. Ele me lança um sorriso torto e debochado diante da minha ironia. ㅡ Não estou incomodado e não era uma tiete. Você acredita que ela foi no show da minha banda e nem sabia quem eu era? Temos um amigo em comum, ele levou aquela doida varrida que me chamou de maníaco depressivo, sedutor barato e um monte de coisas. Acabamos nos encontrando hoje de novo e foi... Esquisito. Abro um sorriso largo. É até divertido observar sua consternação. ㅡ Será que o grande Michael Denver achou uma garota que não caiu na sua teia e ficou chateado por isso? ㅡ Não diga bobagens. Se eu quisesse, ela estaria comendo na minha mão... Ou cama. Só que ela foi tão irritante que descartei essa possibilidade. Aquela maluca é problema. Eu quase quero provocá-lo para entender melhor a situação. Ele nunca havia falado de uma mulher assim, nenhuma tinha despertado seu interesse. Por mais que ele tente disfarçar, sei que ficou interessado nela. Então, somos interrompidos por um apresentador no palco. Um bigodudo de roupa colorida e brilhante, corpo em formato de barril, com um sorriso amarelo e depravado no rosto. Esse ambiente me enoja. ㅡ Caros clientes, finalmente a atração mais aguardada da noite! Com vocês, diretamente da Rússia: Medusa! Ele desaparece no meio de uma cortina de fumaça que toma conta do palco. Luzes coloridas piscam por toda sua extensão, que tem um poste de pole dance no centro. Era só o que me faltava... ㅡ Vou nessa, McGregor. Curta o show. ㅡ Você chama isso de show? ㅡ Parece que é uma apresentação especial de dança. ㅡ Eu não chamaria uma garota se despindo em um palco de show. Não há arte nisso. Ele dá de ombros e se retira. Estou prestes a fazer o mesmo e peço a conta à uma garçonete. É quando a vejo pela primeira vez. Uma ruiva, de longas madeixas presas em dezenas de tranças, surge da fumaça. Seu corpo esguio e bem torneado está ereto, com uma mão apoiada no poste. Sua cabeça baixa, com uma máscara rubra de renda cobrindo seu rosto por completo, deixando de fora apenas um par de olhos dourados como o mel e uma boca carnuda e vermelha como o pecado. Sua roupa, se podemos chamar assim, é apenas um top e um short curtíssimo, com uma meia arrastão e botas de cano longo, tudo em vermelho. Ela parece tão compenetrada, tão além da plateia de lobos que a cerca, que chama minha atenção. Não sei porque razão resolvo ficar, apenas quero ver o tipo de espetáculo que ela dará. A música começa. Uma escolha inusitada que ela fez. Uma versão acústica de Hallelujah. Simplesmente não combina com o ambiente, contudo completa inteiramente seus movimentos graciosos e perfeitos. Não consigo parar de observá-la, é extraordinária. Ela envolve o poste com as coxas, gira acrobaticamente ao ritmo da música, vira de ponta cabeça, presa apenas pelas pernas. Nesse momento nossos olhos se encontram. Acho que ela nunca havia visto alguém como eu em um ambiente desses, pois durante o tempo que a dança durou, seu olhar procurou o meu diversas vezes. Talvez, porque eu não estivesse babando e gritando obscenidades para ela. Estava apenas admirando sua performance. Vários desconhecidos erguiam suas mãos, abanando notas de dólares para prender em sua micro roupa, na esperança de poder tocá-la. Nunca pensei que uma stripper negaria pegar dinheiro assim. Aliás, não posso chamá-la de stripper, pois ela apenas dançou, sem remover qualquer peça de roupa. Ela foi maravilhosa e eu a aplaudi com sinceridade. Infelizmente, alguns clientes não gostaram da ideia dela não se despir. E, apesar do lindo espetáculo que deu, ela sai do palco sob vaias. Uma garçonete de idade duvidosa traz meu troco, que eu lhe deixo de gorjeta, o que a faz muito feliz. Será que ela é maior de idade? A garota parece tão nova que fico na dúvida. Novamente, lugares assim me enojam. Resolvo abusar de sua simpatia e lhe pergunto sobre a dançarina. ㅡ Medusa? Eu realmente não sei, senhor. Ela não fala com ninguém, nem sabemos seu nome verdadeiro. Simplesmente vem, faz sua apresentação e vai embora. Porém, eu acho que hoje foi o último dia dela. ㅡ Por que diz isso? Ela foi espetacular. ㅡ Eu também adoro vê-la dançar, no entanto a clientela daqui prefere um show mais... Picante... O senhor entende? ㅡ Sim, entendo. Obrigado, senhorita. Ela ri do meu jeito formal e vai atender outros clientes. Levanto-me e sigo em direção à saída. Nesse momento, passo por uma porta entreaberta ao lado do palco. O som de uma discussão acirrada entre um homem e uma mulher chama a minha atenção. ㅡ Eu não tenho culpa se você só atrai gente ignorante e nojenta para esse lugar! ㅡ Essa gente ignorante e nojenta paga as suas contas! Você está aqui para dar o que eles quiserem! ㅡ Não sou uma prostituta! Você me contratou para dançar! Uma terceira voz se une às outras e resolvo olhar pela ab&rtura da porta discretamente. Não é do meu feitio fazer isso, mas realmente fiquei curioso com o que ouvi. ㅡ Cougar, como vai ser? Eu paguei por ela, quero minha dança particular com serviço completo ou me devolva o dinheiro! A discussão continua. Percebo que é a tal Medusa discutindo com o apresentador e, pelo o que puder entender, um cliente quer algo mais. Esse tipo de situação é absurda. ㅡ Medusa, ou você atende o pedido desse cliente ou eu quebro as suas pernas! ㅡ Vai pro inferno, Cougar!

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