📖 Capítulo 6 – Frestas no Coração

627 Words
🔞 Aviso: este capítulo contém cenas sensíveis e conteúdo +18. Dois dias haviam se passado desde a discussão. Hoseok não insistiu. Respeitou o espaço de Cassie, mesmo que cada segundo longe dela parecesse um castigo. Cassie, por sua vez, mergulhou nos ensaios como forma de fuga. Cada movimento de dança era uma tentativa de silenciar o turbilhão dentro dela. Mas nem mesmo a música alta, o suor no corpo ou os sorrisos de Yoongi conseguiam preencher o vazio que Hoseok havia deixado. Naquela noite, a mansão estava silenciosa. Hannah havia viajado, os empregados tinham ido embora mais cedo. Era apenas ela, o som distante da chuva no telhado… e pensamentos que insistiam em voltar sempre ao mesmo lugar: os olhos dele. As palavras dele. O toque contido na varanda. Cassie caminhava pelo corredor escuro quando viu uma luz fraca vinda do andar de cima. A curiosidade a guiou até a porta do estúdio que Hoseok usava para compor e dançar. A porta estava entreaberta. Ela hesitou. Mas entrou. Hoseok estava de costas, sentado ao piano. Dedo sobre as teclas, uma melodia suave fluía. Era triste e bonita ao mesmo tempo. Ele parou ao notar sua presença, mas não se virou. — Achei que não fosse mais querer falar comigo — disse, a voz baixa. — Eu também achei. Silêncio. Cassie deu alguns passos até o centro do cômodo. — Mas… eu sinto sua falta. Mesmo tentando não sentir. Ele se levantou devagar, finalmente virando-se para encará-la. Os olhos de Hoseok estavam diferentes. Sem máscara, sem orgulho. Havia dor ali. Havia saudade. — Você é a primeira pessoa que me fez querer ser melhor sem me pedir nada em troca. Cassie mordeu o lábio inferior, o coração acelerado. — Você é o primeiro que olha pra mim como se eu fosse mais que um problema. Ele caminhou devagar até ela. — Eu não quero te ferir, Cassie. — E eu não quero fugir de novo. Então o silêncio se quebrou. Os corpos se encontraram no meio da sala com uma urgência contida por dias. Hoseok a puxou pela cintura com delicadeza, os lábios pairando a milímetros dos dela. — Me diz se eu posso — ele sussurrou. — Pode — ela respondeu, sem hesitar. O beijo foi lento no início, tateando os limites. Mas à medida que a respiração de ambos acelerava, os toques se intensificavam. Hoseok a pressionou contra a parede espelhada do estúdio, as mãos deslizando pelas costas dela até encontrarem a barra da blusa. Com cuidado, ele a puxou para cima, revelando a pele quente por baixo. Cassie passou os dedos pelos cabelos dele, puxando com leveza enquanto as bocas se buscavam, se encaixavam, se descobriam. Havia desejo, sim. Mas havia carinho também. Um toque quase reverente. Ele a guiou até o chão de madeira polida, entre colchonetes e almofadas espalhadas. Deitou-se sobre ela com o peso controlado, mantendo os olhos nos dela como se pedisse permissão a cada movimento. As roupas caíram devagar, uma peça de cada vez, enquanto os corpos se entrelaçavam sob a luz fraca. Beijos foram deixados em cicatrizes invisíveis. Sussurros foram trocados entre os gemidos contidos. Quando finalmente se uniram, o mundo pareceu silenciar. Era como se cada dor vivida por Cassie fosse, ali, acariciada com cuidado. E Hoseok, sempre tão cheio de si, agora se entregava com o coração exposto, como se ela fosse o único lugar seguro que conhecia. Após o clímax, permaneceram abraçados no chão frio do estúdio, os corpos ainda entrelaçados, corações desacelerando aos poucos. Cassie encostou a cabeça no peito dele, ouvindo o som das batidas. — O que acontece agora? — ela perguntou, em voz baixa. Hoseok acariciou seus cabelos, deixando um beijo em sua testa. — Agora... a gente começa de verdade.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD