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O noivo da minha chefe

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Blurb

Meu nome é Elara. Tenho vinte e um anos e estudo Design na USP. Talvez seja cedo para dizer que já vivi grandes amores, mas algumas histórias deixam marcas tão profundas que parece que atravessam décadas — mesmo quando duram apenas uma noite.

Cresci longe da minha família, aprendendo sozinha a sobreviver em São Paulo. Dividi república, morei com Fernando — um amor que confundia controle com cuidado — e depois fui entendendo, aos poucos, o valor de viver por mim e para mim. Hoje moro sozinha, me reinventando a cada dia, entre amigos, projetos e sonhos que tento manter de pé mesmo quando tudo ao meu redor parece balançar.

Eu não esperava me envolver com Liam. Ele era tudo o que eu deveria evitar: poderoso, comprometido, e noivo da minha chefe. Mas havia algo nele — um olhar, uma presença — que me desarmou. Foi só uma noite... uma noite que complicou tudo e bagunçou o pouco de estabilidade que eu havia conquistado.

Essa não é apenas uma história sobre erros e consequências. É uma história sobre paixão, escolhas e as encruzilhadas do coração. Sobre o que acontece quando a gente se deixa levar por um sentimento mais forte que a razão.

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Uma loucura
Eu ainda podia sentir o gosto dele nos meus lábios. Eu o via dormir enquanto recordava cada detalhe daquele homem ao meu lado no apartamento 807 do Grand Azize, aquele hotel cinco estrelas onde cada detalhe transpirava luxo — e agora, também, pecado. O lençol de linho branco ainda carregava o cheiro dos nossos corpos, e ali, deitada ao lado de Liam Von Lancaster eu me dei conta do que tinha feito. Do que tínhamos feito. Ele dormia tranquilo, com aquele mesmo ar arrogante e sedutor que exibia nas capas de revistas de negócios. Liam não era apenas bonito. Ele era o tipo de homem que fazia qualquer ambiente silenciar quando entrava. Dono de metade da cidade, e, se quisesse, da outra metade também. Sua família de origem inglesa controlava muita coisa aqui no Brasil e por isso, mesmo que formado nos Estados Unidos, falava muito bem o português. Ele não estava aqui na capital paulistana a trabalho, mas sim para conhecer melhor Bárbara Feffer, a minha chefe, a noiva por conveniência dele. Eu mesma presenciei algumas vezes as chamadas por vídeo conferência entre ele e ela. O que não imaginei em momento algum que ele reparava em mim, trabalhando na sua sala em algum projeto, servindo café para alguns amigos e familiares de ambos que buscava um acordo, um grande acordo entre as duas famílias. Meu nome é Elara, e eu trabalho no Estúdio Riviera, um dos espaços de design de interiores mais exclusivos do Bairro de Morumbi. Fica no alto da galeria Vicente, entre cafés com nomes em francês e boutiques que vendem vestidos que custam mais do que meu salário inteiro. É lá que conheço e tenho que lidar com os caprichos e ordens de Bárbara. Quem dera se Bárbara fosse uma qualquer. Ela é herdeira do império que carrega o nome da família. Rica, sofisticada, c***l na medida certa. Persuasiva e convincente, sabe muito bem o que quer e não leva desaforo para casa, muito menos de uma garota como eu. O tipo de mulher que sempre sabe onde está cada peça do jogo — menos, talvez, a que dormia com seu noivo. E agora, ali, com o lençol cobrindo apenas a ponta dos meus dedos, eu sabia que estava a poucos passos de uma catástrofe. Mas o pior de tudo? Parte de mim queria repetir. Uma confusão sobreveio a minha mente, um misto de sentimentos, eufórica, excitação. Não era pra ter acontecido assim. Não comigo. Liam Von Lancaster, assim que voltou a morar no Brasil, era uma presença constante no estúdio — discreto, elegante, observador. Quando vinha acompanhar Barbara nas reuniões de projeto, ele sempre se mantinha um passo atrás, como se o brilho dela bastasse para os dois. Mas eu o via. Sempre o vi. Parecia amor a primeira vista, apaixonados no início e, desde o início do ano, a quem aposte que se tratava do casal perfeito. Era nos instantes em que Bárbara se afastava, quando seu telefone tocava ou quando saía para ajustar algum tecido caro com as arquitetas. Liam ficava em silêncio, as mãos nos bolsos, os olhos pousados em mim. Não de um jeito invasivo, mas de um jeito que parecia ver através. Começou com pequenas conversas. “Você que desenhou aquele painel?” “Essa paleta de cores... tem algo de nostálgico nela.” E depois, com o tempo, vieram os cafés deixados na minha mesa. Um toque leve no ombro. Um elogio dito baixo demais para qualquer outra pessoa ouvir. Uma gentileza incomum de um homem como aquele, que por muitos momentos se mostrava tão frio e reservado com os demais. Eu dizia a mim mesma que era só gentileza. Que ele era apenas um homem educado, entediado com as reuniões intermináveis de sua noiva. Mas no fundo... eu sabia. E ele também. Era fome com a vontade de comer. Na noite passada, depois de uma confraternização do estúdio, Bárbara e ele discutiram, nada fora do comum, mas ela foi embora e ele não a levou. Havia pessoas que ele tinha a obrigação de acompanhar e eu percebi seu olhar assim que cheguei perto de um de seus amigos para mostrar a peça da qual desenhei e foi aproveitada por Bárbara em um de seus projetos. Aparentemente, ele fez de tudo para cortar a conversa entre eu e o tal Magno e fui encarregada a ficar e fechar o local assim que os funcionários do buffets fossem embora. Liam ficou. E me esperou. Quando desci as escadas do prédio, ele estava encostado em seu carro preto, com um copo de vinho na mão e um convite nos olhos. — Eu te levo! — Senhor Lancaster, eu... — Liam. Somente Liam. “Você merece uma noite só sua, Elara”, ele disse, com a voz baixa e sotaque estrangeiro, como se estivesse confessando um segredo. “Sem pranchetas, sem ordens, sem ninguém te dizendo o que fazer.” Eu não respondi. Envolvida naquele olhar embriagado e misterioso. Só entrei no carro. Conversamos sobre uma banda de rock que tocava baixo e ele me explicou que na Irlanda, ela faz muito sucesso. Ele para o carro num estacionamento e eu nem tinha percebido onde estava, numa cidade como São Paulo, não se pode entrar assim, num carro, ainda mais um cara que era só entrar num avião e ele estaria longe de qualquer problema que arrumasse. — Sabe que a gente não pode... Ele me beijou. Me forçou a contribuir com aquele beijo invadindo minha boca e segurando meu cabelo para trás. — Quer embora mesmo? — Liam me pergunta mobilizando meu rosto e segurando meus cabelos. Mas uma vez ele me beija com o gosto de alguém que quer muito me ter e meu coração dispara com tanta ousadia dele. Eu me entrego a seus encantos, seus olhos azuis água tão profundos onde não consegui reagi. Não estava diante do homem prepotente e fechado que sempre exige certa atenção e digo, impõe respeito e exige ser obedecido, mas diante de uma pessoa carente, e a ponto de levar uma funcionária a um hotel bem caro e colocar tudo a perder, e o que eu perderia? Ele segura a minha mão e subimos pelo elevador sem muita conversa, só um olhar mais amistoso do habitual. Era um apartamento com direito a uma vista incrível da capital paulistana. — Quer um drink? — Quero. — Estava nervosa e parece que, por alguns segundos, recobrando a sanidade de antes. Ele me dá um whisky e eu beberico um pouco dele e logo ele investe novamente sobre mim, me seduzindo de uma forma tão invasiva e tão poderosa que não conseguia, nem que quisesse argumentar algo, e resistir. Meu vestido a essa altura já estava no chão e ele senta no sofá de sua sala esperando que, agora, eu descida ficar por que eu quero a mesma coisa que ele. Eu sento em seu colo e ele me oferece um pouco de sua bebida e ao provar, mas uma vez eu me rendo a seus comando como nunca pensei em me entregar a um desconhecido e longe do tipo de pessoa que eu me relaciono no meu mundo. Ele me pega no colo, segue comigo para seu quarto e me joga e sua cama e tira sua roupa me encarando e me deixando nervosa e excitada demais para querer recuar. E agora, deitada ao lado dele, ouvindo sua respiração calma naquele apartamento de hotel, percebo que tudo mudou. Não foi apenas uma noite. Não foi apenas desejo. Foi a primeira vez que alguém me olhou como se eu fosse escolha e não apenas circunstância. Mas ele está comprometido. Com Bárbara. Com tudo o que representa. E eu? Eu sou só a Elara. A assistente de design com sonhos grandes demais para o salário e sentimentos perigosos demais para esconder. Então por que meu coração aperta quando ele se mexe ao meu lado, ainda dormindo, e murmura meu nome como se soubesse que eu estou prestes a fugir?

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