A minha voz se perde no ruído geral. Eu cambaleio, mas me forço a me recompor. E então, de relance, vejo outra figura. É o Máximo. Ele também está aqui. Está junto ao outro motorista – um jovem que se contorce como uma serpente, tentando se justificar. Mas Máximo não o escuta. Ele o agarra pelo pescoço, o empurra para o carro danificado e grita tão alto que todos ao seu redor se calam: não vê por onde vai?! Você percebe que poderia ter matado alguém?! A ira o domina tudo. Os seus olhos ardem, os seus punhos tremem, a sua mandíbula se aperta tanto que parece que ele está prestes a esmagar o garoto ali mesmo. Tandy lança um olhar para ele, e depois volta para mim: escuta, deixa que ele se encarregue do resto. Você tem que ir ao hospital. Sua cabeça... Você está pálida como uma parede. Sa

