Capítulo 5

1476 Words
Bia — Bia, calma! — Bryan tocou no meu joelho. Estávamos no consultório da minha médica a aguardando para saber sobre os resultados do meus novos exames. — A doutora disse que a sorte não estava do meu lado. — Resmungue. Eu estava brava comigo mesma por não ser capaz da única coisa que uma mulher nasceu para ser, uma mãe. — Ela disse que não sabia o motivo de você não ter facilidade de conceber, pois somente o fato de ter ovários policísticos não era o motivo para você não engravidar e que se for outro problema físico a inseminação artificial também não seria uma alternativa. — Bryan revirou os olhos para mim. — Não vamos começar com o papo de você ser defeituosa, certo? — Sentir meu rosto corar, as vezes ter alguém que te conhece mais do que você mesmo era um saco. — Juro para você que vou chegar em casa e esquentar a sua b***a até você aprender que é incrível do jeito que é. — Ainda acho que você tem sérios problemas na cabeça. — Bryan puxou uma das minhas tranças até eu chegar perto o suficiente para ele beijar a minha boca. — Realmente, tenho problemas na cabeça. — Ele deu um sorriso lindo. — Sou completamente doido por você. Ia responder, mas neste momento a médica entrou na sala com um grosso envelope em suas mãos. Kimberley era a minha ginecologista a anos, de estatura média, cabelos pretos Channel e olhos amendoados mais parecia uma fadinha do que um respeitável doutora cheia de diplomas, era possível ver todos eles pendurados nas paredes do agradável escritório, lindamente decorado com simplicidade, uma mistura de aço e madeira com um toque de vários objetos que representava inúmeros pontos turísticos pelo mundo. — Bem. — Kim, como eu a chamava, começou seria. — Eu vi todos os seus exames. — Pela sua cara eu já sei que não tenho notícias boas. — Virei para o Bryan e tentei segurar o choro. — Eu disse para você eu sou defeituosa. — E eu disse que você é perfeita. — Meu gigante ruivo sorriu para mim. Tudo que eu queria era pular para aqueles braços e me enterrar no seu colo e chorar. — Que tal deixarmos a doutora falar? — Eu tenho boas e más notícias... — Nesta hora a porta se abriu com um supetão e a recepcionista da Kim entrou esbaforida. — Doutora, um parto de emergência. Kim levantou com os papéis nas mãos e saiu correndo atrás da recepcionista. Olhei para a porta se fechando. — Ela não fez isso. — Olhei exasperada. — Calma Bia... — Clama nada, quais são as notícias? — Bryan começou a ri e me puxou para o seu colo. — Seja o que for estamos juntos nessa. — Enterrei meu rosto em seu peito. — Será que eu tenho que te lembrar o por que eu gosto de você? — Pelo tom de sua voz, notei que ele estava chateado. — Você não é um buraco de f**a! É uma mulher cheia de coisas incríveis, o fato de você poder dar um bebê ou não é só um mero detalhe. — Bryan suspirou. — Quero uma mulher com quem eu possa conversar, ri, chorar, que seja minha parceira, que cuide de mim e que deixe eu cuidar dela, que tenha a ambição de crescemos juntos. Já disse a você que podemos adotar um monte de crianças, temos tanto amor para dar quanto elas são crentes em receber. — Olhei para ele as lagrimas vertendo dos meus olhos. — Apreciou sua inteligência, seu carisma, sua bondade, você não é um objeto, você é a minha Bia. Me lembrei do quinto presente que meu admirador me deu, naquela semana de surpresas. A linda cesta que tinha todo o tipo de comida que eu mais gostava. Entre doces e salgados. Um vinho com aparência cara e três dos livros que eu queria. Fiquei mais impressionada com aquele presente do que de todos os outros. O bilhete que acompanhava-a dizia:   “A beleza acaba um dia. O conteúdo não. De: Um homem que aprecia sua inteligência”   — Desculpa e que... — E que você precisa colocar nessa cabecinha linda que é perfeita. — Sorrindo para mim Bryan me deu um beijo nos lábios. — Vamos combinar uma coisa? — Balancei a cabeça que sim. — Não vamos sofrer por antecipação. Eu não sei bem se serie um bom pai, então não se preocupe comigo. Pela primeira vez parei para pensar nele. Nunca perguntei se ele queria filhos, já cheguei dizendo que eu queria e que talvez não poderia ter, achei que era o mesmo desejo dele e nunca perguntei. — Eu já vi você com crianças, você é ótimo, por que acha que não vai ser um bom pai? — Cariciei o rosto amado. — Não é meu filho, tenho medo de errar e... — Agora é minha vez de dizer que está falando besteira. — Dei um sorriso amoroso. — Me diga que foi a única pessoa que me apoio nessa história de ser doceira, mesmo quando o meu primeiro bolo ficou h******l. Bryan gargalhou. — Tinha ficado muito doce e solado. — Ele deu de ombros. — Não podia dizer que tinha ficado h******l, era seu primeiro bolo, você só tinha nove anos de idade e uma irmã h******l que vivia falando coisas ruins. — Carol tem melhorado, de uns tempos para cá não fez mais nenhum comentário m*****o. Você sempre foi bom comigo, tinha paciência e não se importava com eu andando para cima e para baixo atrás de você. — Bryan começou a passar as mãos por minha coxa, subindo cada vez mais. — Bryan, o que você está fazendo? — Perguntei vendo a mão dele sumindo por debaixo da barra do vestido que eu estava usando. — Estou pensando em brincar de médico em um consultório de verdade. — Ele nem desfiou os olhos do meu colo. Seus dedos chegaram no limite da minha calcinha. Segurei a mão dele e arregalei os olhos. — Bryan! — Ele deu um t**a na minha mão fazendo com que eu soltasse seu braço. Ele empurrou o tecido para o lado e mergulhou um dedo na minha entrada. — Alguém pode entrar. — E eu vou dizer que por ordens medicas eu tenho que f********r com a minha mulher. — Meu ruivo alcançou meus lábios e me beijou enquanto brincava comigo com seus dedos grandes. Segurei a cabeça dele e retribuir o beijo com vontade.  Aquele homem era o meu primeiro amor, aquele amor de criança puro e inocente por um ídolo, se tornou meu primeiro amor de adolescência quando você descobre o s**o oposto e amadureceu e se tornou meu primeiro amor da vida adulta. Nos tínhamos uma história que não começou apenas com meros presentes. — Chega mocinho. — Soltei um gemido e a contra gosto afastei a mão dele e sai do seu colo. Sentia minhas bochechas queimando. Bem nesta hora a secretária retornou a sala avisando que a doutra iria demorar e remarcou a consulta para outro dia. Saímos de lá e formos para o carro dele. — Quase formos pegos. — Isso só me deu mais t***o. — Ele deu de ombros. Olhei na direção da virilha dele e vi o inchaço. Minha diabinha interior falou mais alto, mergulhei minha mão e cariciei-o. Foi a vez dele de arregalar os olhos, eu nunca tinha tomado a iniciativa no s**o. Um pouco de timidez, um tantinho de insegurança e um monte de medo de decepcionar e nem um pouco de técnica. — Bia. — Abrir o zíper da sua calça jeans dele e enfiei minha mão. Acariciei ele por cima da cueca. — Eu. — Sorrir, Bryan estava ficando vermelho igual ao seu cabelo. Fui por instinto, ia passando a mão, tocando, apertando de leve. Os sons que ele fazia me animava a continuar. — Você não teve ficar atentando as pessoas. — Dei um apertão mais forte que fez ele gemer. — Agora vamos embora. — Tirei a minha mão e sorrir arteira para ele. Agora vamos para casa. — Você, não pode fazer isso. — Levantei até ele dei um beijo em sua bochecha. Voltei para o meu acento e coloquei o cinto de segurança. — Bia, você é maldosa. — Não sou não. — Sorrir animada para ele. — Agora vamos para o café que estou cheia de coisa para fazer. O empreiteiro vai vim para ver a loja do lado que você lá porque não entendo nada destas coisas. — Sim senhora. — Bryan rosnou, antes de fechar a calça e se colocar em curso. De cara amarrada. Fiquei com dozinha dele. Estava com uma ideia para ele em mente, só esperava que tivesse coragem para executá-la.   
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