Nos últimos dias, algo dentro de mim mudou. Eu sentia — mesmo sem entender — que alguém me observava. Era uma sensação estranha, constante, como se um par de olhos me acompanhasse em silêncio, não com maldade, mas com cuidado. Uma presença que não se via, mas se sentia. E, por mais que parecesse loucura, eu sabia quem era. Erik. Depois daquela noite, quando o confronto explodiu no morro e ele apareceu do nada para me proteger, o nome dele começou a ecoar por todos os cantos da favela. O dono do Morro do Horizonte. O homem que enfrentava a polícia e as facções rivais de cabeça erguida. O mesmo homem que, de alguma forma, tinha me tirado da linha de tiro — e ficado marcado na minha mente desde então. No início, eu quis acreditar que aquilo tinha sido só um acaso. Um encontro no meio do c

