AMORES E GUERRAS

1387 Words

O barulho dos tiros ainda ecoava nas paredes do morro quando o silêncio finalmente começou a dominar o ar. Eu estava sentado na beira da cama, o corpo ainda latejando da última emboscada. O sangue seco manchava parte da minha calça, e o cheiro de pólvora ainda me perseguia. Mas, naquela noite, havia algo mais forte do que a dor física — algo que queimava dentro de mim como fogo incontrolável: Samanta. Desde o dia em que ela cruzou meu caminho, com aquele olhar puro e confuso, eu nunca mais fui o mesmo. Era estranho — eu, Erik, o homem que mandava no morro, que nunca deixava ninguém se aproximar de verdade, agora me via refém do sorriso de uma menina que não pertencia ao meu mundo. E, mesmo sabendo disso, eu não conseguia mais lutar contra o que sentia. Vinícius entrou no quarto, respiran

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