Desde aquele breve encontro na rua, minha mente não teve mais paz. O rosto dele — o olhar, a voz, até a forma como pronunciou meu nome — se repetia na minha cabeça como um eco impossível de calar. Erik. Quando ouvi esse nome pela primeira vez, foi na boca de uma das minhas amigas e claro da minha mãe. A forma como ele falava dele misturava respeito e medo. “Ele é o tipo de homem que o silêncio anuncia antes da presença. Forte, inteligente… perigoso.” Naquele dia, eu não imaginei que o destino me colocaria diante desse homem — e muito menos que o meu coração reagiria assim. Mas agora… eu sabia. Sabia quem ele era. Sabia o que representava. E, mesmo assim, algo em mim se recusava a fugir. Naquela noite, quando cheguei em casa, minha amiga Júlia não me deu trégua. — Você ficou mal

