• Capítulo 9 •

1311 Words
Rubens Erdoğan ☠. Eu queria rir. Não dela, mas do seu pensamento. Era impossível Ana não enxergar o quanto era atraente, com os cabelos ondulados que caíam sobre seu corpo como uma cascata de água. Seus olhos castanhos brilhavam, e sua pele era impecável e macia. Havia decidido que o que acontecesse no purgatório ficaria lá. No instante em que ela parou na frente daquele malditō espelho, senti meu peito acelerar e meu desejo aumentar de forma dolorosa. Ela queria relaxar, e eu faria isso por ela, e por mim. Minha mão, que estava em sua cintura, desceu até suas coxas, que eram tão grossas que não conseguia fechar completamente a mão. Sua respiração pesada em meu pescoço, me fazendo arrepiar continuei a subir a mão, passando pelo quadril, pelas costas e pelas partes sensuais que ela insistia em esconder. A cada toque, apertava com gosto. Finalmente cheguei aos seus cabelos e, sem me controlar, agarrei a raiz com força, fazendo-a gemer. Caralhö, ela era como uma gata dengosa. — Não é igual a elas? — voltei a encarar seus olhos castanhos, que brilhavam com pura excitação. Sua respiração era pesada, e seus pés tentavam alcançar-me pela distância. — Não, pequena, você não deveria se comparar a elas. — Rubens... — minha respiração sumiu no instante em que meu nome saiu de sua boca como uma súplica. — O que acontece no purgatório fica aqui — disse para ela, que parecia perdida em seus pensamentos. Com a mão livre, desci até o botão de sua calça jeans, fazendo-a se agitar sobre mim. — Entendeu, Alencar? — Ela confirmou com a cabeça, com certa dificuldade, já que estava presa entre meus dedos. — Diga, Ana Júlia. — Por favor, Rubens, me solte ou me alivie dessa pressão absurda em meu corpo — finalmente firmou a voz e me olhou com autoridade. — Agora, pōrra! Puxei o ar com tanta força em meus pulmões que nossos corpos se colaram ainda mais. Era como se fosse possível sentir cada parte dela. Minha mão na raiz de seu cabelo mantinha seu pescoço erguido, fixo em meus olhos. Afastei um pouco nossos corpos apenas para movimentar minha mão. No instante em que abri o botão da sua calça e desci o zíper, o hálito quente com cheiro de morango invadiu meu espaço. Eu estava prestes a cometer a maior besteira da minha vida, mas não pensei duas vezes e tomei os lábios de Ana Júlia. Sua boca carnuda parecia descrer do que estava acontecendo, e levou um tempo para que ela me correspondesse. Alencar gemeu no instante em que minha língua tocou a sua, em um gesto desesperado por mais. Mordi seu lábio inferior, puxando-o entre meus dentes e voltando a beijá-la com ânsia. Isso não chegava nem perto do que minha mente imaginava. No momento em que toquei sua būceta, senti meus dedos dançarem de tão molhada que ela estava. Descolei nossas bocas, precisando ver exatamente as reações dela. Os olhos da minha pequena brilhavam tanto que eu podia me enxergar através deles. O corpo dela tremia sobre minhas mãos a cada movimento que fazia dentro da sua calça. Deslizei meu dedo indicador até seu c******s e, no momento em que circulei aquela região gostosa, Ana arfou, fechou os olhos, jogou a cabeça em meu ombro e tremia como uma máquina prestes a explodir. Agarrei seus cabelos sem parar meus movimentos; o corpo de Alencar parecia estar prestes a entrar em combustão espontânea e me levar junto. — Abre os olhos— pedi, ou mandei. Estava mais perdido do que ela dentro de mim. Arrepios percorriam minha alma. Cada suspiro, gemido ou espasmo que seu corpo me entregava era como se algo dentro de mim queimasse. — Ana... Ela abriu os olhos, e eu senti que estava perdendo o controle do meu próprio corpo. No instante em que ela iria fechá-los novamente, induzi meu dedo em sua entrada. Quente, molhado e apertado até mesmo para o meu dedo. Com um gemido de dor dela, pareceu clarear minha mente, me dando um momento de lucidez. — Você é virgem? — perguntei, retirando minha mão rapidamente de dentro dela e me afastando tão depressa que senti minha mente girar. Era como se tivesse despertado rápido demais e meu cérebro não tivesse seguido os comandos. Ela suspirou como se estivesse insatisfeita com o ato, e eu também estava. Ela me olhava com um ponto de interrogação gigante no rosto, como se estivesse assimilando só agora tudo o que estava acontecendo. — Ana! — O quê?! — ela finalmente me olhou, em alerta, cabelos bagunçados, rosto vermelho e, infėrno, gostosa demais. Queria levar meus dedos à boca para provar um pouco do seu gosto e acabar com minha vontade. Era como se precisasse voltar a tocá-la para respirar direito. — Você é virgem? — seu rosto estava vermelho demais, e não pelo motivo que eu queria, e eu precisava de uma resposta. Ela fechou o zíper da calça, ajeitando a roupa ao corpo. Enquanto isso, eu andava de um lado para o outro, puxando meus cabelos. Que porrå eu estava fazendo?! Perdi a merdå do meu juízo?! Era Ana! A mulher que tremia entre meus dedos era ANA JÚLIA. — caralhō! — o que era para ser gritado em minha mente, saiu alto, e só percebi no instante em que ela encolheu. — Isso... foi um erro — assim que a olhei, me arrependi. Seus olhos estavam marejados e, antes que pudesse dizer qualquer coisa, ela saiu, caminhando a passos rápidos e desesperados pelo corredor que entrou com tanta curiosidade e desejo. — Ana! — a chamei, caminhando atrás dela, mas, no instante em que a toquei, ela me empurrou tão forte que bati contra a parede. — Fique longe de mim, Rubens! O que foi?! — ela berrou, com os olhos cheios de raiva, apontando o dedo para mim e me encurralando contra a parede como uma loba. — Não é homem o suficiente para tirar a virgindade de uma mulher? — arqueei uma sobrancelha, incrédulo com o que ela disse. Não era esse o problema; já havia feito isso antes, mas ela não era qualquer mulher. — Ah, já sei, é porque você me conhece!? — como se lesse meus pensamentos, continuou. — Porque você ainda me vê como uma p***a de uma criança!? Vai se f***r, Erdoğan! Ela se virou e saiu tão rápido quanto entramos. Respirei fundo e decidi não ir atrás dela. Aqui, brigas não eram toleradas. Me virei no sentido oposto ao dela, voltando pelo corredor que antes estávamos. Conhecia essa sessão do clube de olhos fechados. Passei direto por onde estávamos e puxei meu copo de bebida, bebendo-o de uma só vez. Senti o ardor do álcool queimar minha garganta, mas precisava de algo que me puxasse para a realidade. Porra! Inferno! c*****o de asas! Todos os xingamentos existentes perturbavam minha mente. Isso não podia estar acontecendo. O que acontece no purgatório fica no purgatório — que conselho i****a que resolvi seguir! A resposta para todos os meus desejos e possíveis questões era não! Eu não queria sucumbir aos meus desejos e devaneios agora. Não depois de vinte anos resistindo a isso, resistindo a ela. Isso não era uma pauta discutível, pois, no momento em que Ana Júlia Alencar se tornasse minha, ninguém nunca mais tocaria em um fio de cabelo dela. Por isso, me afastei dela após completar dezoito anos, pois em algum momento da minha vida eu parei de vê-la como uma criança e passei a desejá-la... Desejo esse que reprimi por muito tempo. Mas ver ela admirando o meu mundo com os olhos brilhando, com o desejo escorrendo pelos lábios e a curiosidade fervendo em suas veias... Não consegui. Por um momento, perdi o controle que por tanto tempo tive e quase cometi uma loucura. Virgem... Ana era virgem.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD