Capítulo 24: Treinamento

1739 Words
POV Yani Acordo abruptamente, o coração disparado, uma sensação gelada me atravessa como se uma presença invisível me observasse com intensidade. Levanto-me da cama, o corpo tenso, mas a mente já convicta. Não sinto medo, ao contrário, estou pronta. A preparação de toda uma vida me trouxe até este momento. Este é o meu destino, o meu confronto. "Brian," minha voz ecoa através do elo mental, com uma força inabalável, "preciso falar com Alexsandro, Anderson, Jorge, Matheus, George, Kevin, Júnior, Pietro e Fernando, todos ao mesmo tempo. Você pode reuni-los para mim?" A resposta de Brian surge, carregada de preocupação: "Aconteceu alguma coisa?" "Conversaremos depois," respondo com firmeza, "mas faça isso, por favor." "Claro," ele diz, sua voz mais controlada, "venha ao meu escritório em 30 minutos, todos estarão aqui." Com um único movimento rápido, tomo um banho gelado e me visto com a precisão de quem sabe exatamente o que está fazendo. Dirijo-me à cozinha, pego uma bandeja com 10 xícaras de chá e sigo para o escritório de Brian. Ao chegar, vejo que todos já estão lá, esperando, respeitosos, não pela minha posição de companheira do alfa, mas pelo poder que emana de mim, pela força inquestionável que todos sentem. Deixo a bandeja sobre a mesa e todos me observam, curiosos, questionadores. Cumprimento a cada um com um aperto de mão firme, uma forma de garantir que minha intuição estava certa. O sonho, a sensação que tive... eles são os escolhidos, cada um deles. Eles são os pilares dessa transformação. Coloco-me de pé atrás da mesa de Brian, a sala agora se tornando o cenário de um jogo que apenas eu compreendo. - Antes de falarmos qualquer coisa, - digo, minha voz profunda e implacável, - quero que todos me respondam uma pergunta simples. Vocês confiam em mim?" Em uníssono, uma resposta forte e firme ecoa no ambiente: "Sim!" - Se eu tomasse uma decisão impopular, vocês questionariam? E novamente, sem hesitação, todos respondem: "Não!" - Agora, se eu mandasse cada um de vocês beber esse chá, sem saber o que ele contém, vocês me questionariam? E a resposta, sem vacilos, é a mesma: "Não!" Com movimentos lentos e calculados, sirvo o chá, cada xícara sendo preenchida com um líquido vermelho vibrante. Eles não mostram medo, nem dúvida. Apenas confiança inabalável. Olho para todos, meu olhar fixo e desafiador. - O que acontecer aqui, não deve ser revelado a ninguém, - digo com uma autoridade que não admite contestação. - Se tiverem alguma pergunta, dirijam-se a mim. Ninguém deve saber. Estamos entendidos? "Sim!" Eles respondem, seus corpos rígidos, como soldados em formação, braços atrás das costas e pernas firmemente afastadas. "Ivy," murmuro para minha loba dentro de mim, sua voz suave, mas cheia de convicção, "Você está certa. Eles devem saber assim que beberem o chá." Com um único movimento, faço um corte profundo em minha mão, as garras de lobo emergem de minha pele. O sangue escorre, mas faço questão de disfarçar a dor. Uma gota de sangue cai em cada xícara. O líquido que antes era vermelho se transforma em um tom azul intenso e hipnotizante. Todos olham, estupefatos. Nem Brian, nem os outros se atrevem a protestar. - Bebam! - minha voz ressoa como um comando, decisiva, imperturbável, sem margem para dúvida. Sem hesitar, todos, até Brian, levam as xícaras aos lábios. A dor é palpável. Alguns caem, outros permanecem em pé, mas nenhum deles emite um único som. Eles suportam, como guerreiros em treinamento, silenciosos e focados. O sofrimento é visível em seus olhos, mas a determinação de seguir em frente permanece intacta. Passam os próximos minutos em um turbilhão de dor e transformação, até que finalmente se estabilizam, levantando-se com uma força renovada. - Anderson, - chamo-o com uma voz grave, - agora você já sabe que faz parte do nosso círculo de guerreiros principais. - Sim, - ele responde com a cabeça baixa, respeito evidente em seus olhos. - Alfa Brian já me informou. - Então vamos,- digo, com um tom de voz que não admite questionamentos. - Vamos ao campo de treinamento. Me coloco à frente de todos, minha postura firme, meu olhar inabalável, como uma líder inquestionável. Brian permanece ao meu lado, como sempre, mas é claro que, hoje, o comando é meu. - Antes que comecemos, - digo, a sala agora em total silêncio, - os treinos de vocês serão diários, das meia-noite às seis da manhã, sem exceções. Somente nós saberemos o que acontecerá aqui. Alguma dúvida ou objeção? Em uníssono, a resposta é clara, sem hesitação: "Não!" - Preciso contar algo a todos vocês, vamos nos preparar mais, - continuo, minha voz agora carregada de uma tensão sombria, - seremos atacados em breve." Os olhares de surpresa se espalham por todos, mas me mantenho firme, minha presença uma rocha inabalável. "Ele se chama Liam. Ele planeja atacar nossa alcatéia e me forçar a me tornar sua companheira. A surpresa se intensifica, mas não desvio o olhar. - Vocês devem se perguntar como eu sei disso? Porque sou mestiça, minha mãe era uma bruxa e meu pai um lobisomem, sou mais forte porque meus pais foram companheiros destinados, o chá que dei a vocês, compartilhei um pouco de minha força e acelerei o processo de cicatrização de você, Líam possui uma força incomum ele consegue derrubar até o alfa mais forte, a partir de hoje cada um de vocês formaram equipes de treinamento, porém o treinamento de vocês será comigo e com Brian. Alguma pergunta? - Não vamos contar aos outros guerreiros? Júnior pergunta de forma curiosa. - Não! Não quero que eles se sintam inseguros, - minha voz ressoou pelo campo, forte e clara. - Os soldados dele têm a força de um guerreiro comum, e o lobo não é diferente. Quando ele chegar, daremos conta dele. Não terão misericórdia. O campo de treinamento estava silencioso, a tensão no ar quase palpável. O ambiente estava preparado, como se fosse o palco de uma batalha iminente. Olhei para os outros, que estavam em posição, aguardando as instruções. Ninguém ousou fazer qualquer pergunta, todos atentos, em respeito à minha autoridade e à confiança inabalável que eu emanei. - Mais alguma dúvida? - Perguntei, minha voz severa, e todos permaneceram em silêncio. - Então vamos começar o treinamento agora, - eu disse, minha voz mais suave, mas ainda carregada de determinação. "Alexsando, lute comigo. Não vou pegar leve com você. A lute entre nós será em forma de humanos, não se transformem, tentem controlar suas emoções. O olhar que lancei sobre ele foi desafiador e brincalhão, como um convite para que me mostrasse do que realmente era capaz. Alexsandro não era um iniciante, sabia que eu o testaria. Eu estava disposta a ir até o limite, para vê-lo crescer e se fortalecer diante da minha própria força. Ele era um guerreiro, e esse era o momento para provar seu valor. Alexsandro respirou fundo, os músculos tensos, seus olhos fixos em mim. Ele não parecia assustado, mas estava ciente de que enfrentava alguém mais forte, mais experiente. Mesmo assim, não hesitou. Ele deu um passo à frente, com um rugido baixo, e partiu em minha direção. A velocidade dele era impressionante, seus movimentos eram rápidos e fluidos, mas eu o estava esperando. Em um movimento ágil, desviei com facilidade, sentindo o vento causado pela sua investida passar por mim. Ele tentou um golpe direto, uma lâmina de força, mas a agilidade do meu corpo o superava. Com um sorriso travesso, minha mão se moveu rapidamente, e como um predador em seu território, agarrei o pulso de Anderson com força, girando-o de maneira que ele fosse lançado para o chão com um impacto s***o. A leveza da minha movimentação contrastava com a potência do golpe que o derrubou, mas ele se recuperou imediatamente, rolando para longe e se levantando com destreza. - Bom, mas ainda falta muito, - disse eu, o tom de brincadeira não escondendo o desafio em minha voz. Anderson, agora mais focado, se preparou para um novo ataque. Seus músculos estavam visivelmente tensos, e seus olhos fixos nos meus, como se tentasse ler minha mente. Ele avançou novamente, mas desta vez com mais cautela. Ele tentou me cercar, mas minha percepção aguçada me permitiu antecipar seus movimentos. Em um movimento fluidamente executado, dei um salto para trás, um movimento quase imperceptível, e, com um movimento de braço rápido, o golpeei na lateral do corpo. O impacto fez Anderson cambalear para o lado, mas ele não caiu. Seus olhos estavam focados, e havia uma determinação que queimava dentro dele. A dor do golpe não o impediu de continuar a luta. - Você está aprendendo, - eu disse, admirando sua resistência. Ele respirou fundo e, com uma expressão feroz, avançou mais uma vez. Agora, havia algo mais em seu movimento. Ele estava mais calculista, mais perigoso. Mas ainda assim, ele estava longe de minha velocidade e força. A luta se tornou uma dança de ataques e defesas, mas era claro quem estava no comando. Com um movimento ágil, eu o derrubei novamente, agora com mais força, fazendo com que ele caísse de costas no chão com um impacto ainda mais forte. O som de sua respiração pesada preenchia o campo, e, dessa vez, ele não tentou se levantar imediatamente. - Você está indo bem, - eu disse, minha voz suave, mas cheia de autoridade. - Mas precisa se lembrar de uma coisa: a batalha não é apenas sobre força, é sobre controle, estratégia, e a capacidade de suportar o impacto. Anderson levantou-se lentamente, seus olhos agora com um brilho de compreensão, e ele se posicionou novamente, mais preparado, mais focado. A luta continuaria, mas eu sabia que ele agora entendia que sua força era importante, mas o controle e a mente fria são o que separa os guerreiros dos amadores. Eu não o tratava com misericórdia, não agora. Ele precisava aprender. E assim, com cada golpe, com cada movimento, Anderson crescia mais forte. Eu sentia que, no final, ele se tornaria um guerreiro mais forte de nossa alcatéia. Não havia mais espaço para dúvidas. A luta entre nós dois não era apenas física; era uma prova de resistência mental, de quem seria capaz de se manter firme, independentemente do que acontecesse. - Agora, você está começando a entender, - eu disse, meu sorriso travesso voltando, mas meu olhar sempre sério e desafiador. - Vamos ver até onde você vai chegar.
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