a piora de Letícia

1088 Words

Horas depois, quando o hospital já estava mais silencioso, um médico finalmente liberou Juan para entrar. Ele colocou a roupa descartável com as mãos tremendo. O peito doía como se estivesse sendo esmagado. Quando a porta do quarto se abriu, o cheiro de hospital e o som contínuo dos aparelhos o atingiram de uma vez. Letícia estava pálida. O rosto fino, os lábios secos, fios de cabelo grudados na testa pelo suor. O monitor apitava marcando a pressão ainda perigosamente alta. Juan parou na porta por um segundo, com medo. Medo de chegar perto. Medo de tocar nela e ela não reagir. — Amor… — a voz dele saiu baixa, quebrada. Ela abriu os olhos devagar. Quando o viu, um sorriso fraco surgiu, como se só aquilo já fosse esforço demais. — Você tá aqui… — sussurrou. Juan se aproximou rápido,

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