O quarto do hospital estava silencioso, exceto pelos bipes suaves dos monitores e o choro fraco da bebê. Os médicos colocaram a recém-nascida nos braços de Letícia, que se encolheu na cama, os olhos marejados, o corpo ainda frágil pela pressão alta e pelo parto antecipado. Ela tocou o rosto da filha, a pele tão pequena, tão delicada, e sussurrou: — Ela é linda… Juan, ajoelhado ao lado da cama, segurou a mão dela e olhou para a bebê com olhos cheios de lágrimas. — Ela é igual a você, amor — disse, sorrindo, tentando manter a calma. Letícia desviou o olhar, mas não conseguiu conter o sorriso fraco, sentindo uma mistura de amor e medo. — Ela é a nossa vitória… — murmurou ela, a voz embargada. — Em meio a todo o caos, ela veio ao mundo. Juan passou o braço ao redor dela, aproximando-a ma

