Passaram-se mais alguns meses. Letícia já estava com oito meses de gestação. A barriga, linda e enorme, anunciava o menino que crescia forte dentro dela. O corpo, porém, já não acompanhava a mesma leveza do começo. As dores eram constantes — nas costas, na pelve, nas pernas inchadas — e sair de casa tinha virado um esforço quase impossível. Ela havia deixado o trabalho. Não por querer, mas porque simplesmente não dava mais. Passava a maior parte do tempo deitada ou sentada perto da janela, sentindo o bebê se mexer enquanto observava o dia passar devagar demais. O dinheiro que Juan ainda depositava todo mês… agora ela usava. Não por orgulho ferido, não por dependência emocional, mas por necessidade. Médico, exames, vitaminas, aluguel, comida. Tudo tinha um peso diferente quando se carreg

