Juan não perdeu tempo. Mandou seus homens rastrearem o paradeiro do ex-padrasto de Letícia e levá-lo até ele.
O homem estava sentado em um galpão abandonado, fumando, quando os seguranças de Juan o cercaram e o obrigaram a se ajoelhar diante dele.
— Então, você é Antônio, né? — disse Juan, a voz fria e firme — o “fodão” que está ameaçando minha mulher e minha sogra.
Antônio gaguejou, tentando manter alguma postura:
— V-você… você está com a Letícia… aquela menina… uma p**a que trabalhava à noite…
Juan mirou um soco na cara dele, a expressão mortal:
— Xinga minha mulher de novo e você perde todos os dentes de uma só vez.
O homem começou a tremer, aterrorizado:
— Eu… eu entendi… vou ficar longe delas, eu prometo…
Juan sorriu, um sorriso gelado, cheio de poder e autoridade:
— Por que você fala como se tivesse opção? — disse, sem tirar os olhos dele.
O silêncio tomou conta do galpão. Cada palavra de Juan era uma sentença silenciosa. Antônio não precisava de mais instruções para entender que cruzar com ele significaria consequências imediatas e dolorosas.
Juan deu um passo à frente, olhando fixamente para o ex-padrasto:
— Da próxima vez que alguém tentar mexer com a minha família, não haverá advertência. Entendeu?
Antônio balançou a cabeça freneticamente, derrotado e amedrontado.
Juan se virou, caminhando de volta, enquanto seus homens o escoltavam de volta ao carro.
Ele sabia que o mundo lá fora era perigoso, mas dentro de sua esfera, ninguém poderia tocar em Letícia ou em sua mãe.
Letícia estava em casa, ainda com a mente tomada pelo medo das ameaças do ex-padrasto. O telefone tocou, e Juan estava na linha, sua voz firme mas tranquila:
— Letícia pode relaxar. Ele não vai mais incomodar você nem sua mãe.
Ela piscou, surpresa e ainda insegura:
— O que… você fez, Juan?
— Achei que você precisava de uma garantia — disse ele, com aquela frieza que misturava poder e segurança. — Ele está bem longe de vocês agora, e vai continuar assim. Se ele ousar aparecer, não terá chances.
Letícia sentiu o coração bater mais rápido. Um misto de alívio, respeito e fascínio por ele:
— Você… você realmente foi até ele?
— Fui — respondeu Juan, rindo baixo, quase brincando com a tensão dela — sente-se? Você precisava saber que estou cuidando de vocês.
Ela respirou fundo, sentindo uma onda de segurança que não sentia há semanas:
— Obrigada, Juan… obrigada mesmo. Eu… eu fiquei com tanto medo.
— Eu sei — disse ele, com a voz mais suave, aproximando-se pelo telefone, imaginando-se ali — Mas agora está tudo sob controle. Ninguém vai tocar em você. Ninguém.
Ela suspirou, aliviada e emocionada:
— Eu só quero confiar em você… e saber que você realmente está do meu lado.
— Sempre estarei — respondeu ele, firme — e isso não é só promessa, Lorena. É uma certeza. Você e sua mãe são minha responsabilidade.
Ela fechou os olhos, sentindo finalmente a tensão diminuir. Pela primeira vez em semanas, Letícia sentiu que podia respirar, confiar e relaxar, sabendo que Juan não estava ali apenas para ela emocionalmente, mas também para proteger a sua vida e de quem ela ama.
Naquele momento, ela percebeu que o vínculo deles não era só paixão ou desejo — era cuidado, proteção e confiança, algo que ela jamais tinha experimentado antes.