Noite de Halloween

1819 Words
A noite tão esperada por todos da universidade chegou, seria um dia de festa, bebedeira, diversão e tudo que eles poderiam esperar de melhor. Convites foram espalhados por todo o campus, chegando até mesmo convites em outras universidades ou locais próximos dali.  Nardoni se preocupou em pagar alguém para pegar a fantasia na secretaria da escola, dizendo que era para a festa de halloween que aconteceria, o que não levantou nenhuma suspeita, já que vários alunos recebiam encomendas sempre.  Ela foi para fora do campus para se arrumar, não queria dar a oportunidade de câmeras de segurança flagrar ela saindo do quarto com aquela fantasia. Já que provavelmente alguma câmera a gravaria cometendo o crime e ela era esperta demais para não se incriminar dessa forma. Todos estavam na festa e ela foi para a parte onde guardam utensílios de limpeza, pois conhecia bem e sabia que não teria câmeras de segurança por lá.  Ali dentro daquele quartinho, estava transformando uma aluna fora de qualquer suspeita em uma assassina a sangue frio, que iria aproveitar a noite de halloween para demonstrar o seu pior lado. Alunos calouros, veteranos, convidados e pessoas que sequer desconfiavam, estariam em risco naquela noite.  Nardoni saiu dali, arrastando o machado no chão e atraindo o olhar e comentários de diversas pessoas, algumas apenas paravam para ver porque achava curioso, outros estavam elogiando a originalidade, já que a grande maioria estava com roupas sexys e não diretamente fantasiadas para a ocasião.  Ela não dizia nada, apenas balançava a cabeça em cumprimento enquanto puxava o bendito machado vermelho por todo o campus. Alguns calouros de outras universidades pediram para tirar uma foto com ela, que concordou e tirou. Queria ter um registro de alguém sobre ela depois, porque ela saberia que teria todo um burburinho de quem seria o assassino. Muitos ligariam a morte em algum cara que julgam esquisito e fugiria completamente o foco dela, mas era o que ela esperava com aquilo.  - Cara, a sua fantasia tá muito irada. Só não mata ninguém por aí hoje viu. - um dos calouros riu e deu um tapinha na cabeça da fantasia Nardoni apenas concordou, ficou encarando o garoto por mais alguns segundos para guardar bem as lembranças de seu rosto. As outras pessoas o repreenderam, disseram para ele não fazer aquilo, pediram desculpas e agradeceram a foto.  O “engraçadinho” apenas riu e não se desculpou, saindo com os amigos e indo tirar mais fotos por todos os lugares. Nardoni caminhou por alguns lugares, ela queria ser “vista”, queria ser notada ali pelo máximo de pessoas que pudesse.  A festa logo começou, diversas pessoas bebendo, se divertindo, se agarrando em algum canto de todo aquele enorme campus. Outras pessoas já estavam ficando bêbadas, se jogando no gramado e outras pessoas chegando ainda. Estava tocando "Everything Black - Unlike Pluto ft. Mike Taylor", diversas pessoas dançando e aproveitando a noite.  Um cara que estava organizando a festa, subiu no palco que o DJ estava, para anunciar que com ajuda de alguns alunos, eles iriam eleger a fantasia mais original da noite. Que era para as pessoas mandarem o nome ou a referência de qual fantasia eles acharam mais original de todas que eles viram até o momento.  - Quero um minuto da atenção de vocês gente, eu sou o Karssi e estou aqui para anunciar que vamos dar um prêmio para a melhor fantasia da noite. - ele disse e todos gritaram, comemorando. - Indiquem os favoritos de vocês e por favor, sejam justos com quem teve trabalho para trazer originalidade para vocês. Desculpem coelhinhas, bruxinhas, vampiras e capetinhas gostosas, vocês podem me cobrar com outra coisa mais tarde, mas seremos justos. - Karssi disse e foi vaiado na brincadeira. - Olhando aqui eu já tenho o meu favorito viu, você aí cara, vestido daquele filme “a morte te dá parabéns”, curti demais.  Todos se viraram para ver quem estava com aquela fantasia no ambiente. Prontinho, Eloá tinha toda a atenção que queria e abusaria disso mais tarde, sendo ou não escolhida para ganhar o concurso i****a de fantasia. Ela acenou para todos, “mandando” beijo e saiu do local. Eloá foi ovacionada e saiu dali com sensação de parte do objetivo concluído.  Do lado de fora da festa, ela se sentou em um dos degraus da escada e ficou esperando alguém interessante aparecer para que ela pudesse enfim concluir o que queria naquela noite. Pouco mais de 15 minutos depois, quase todas as pessoas estavam dentro da festa, curtindo a música alta e a bebida à vontade. O garoto que bateu na cabeça de Eloá apareceu desesperado, parecia estar apertado para ir ao banheiro.  - Ei cara, onde fica o banheiro público? - ele perguntou e Nardoni apenas apontou com o dedo para a direção que ficava os banheiros públicos instalados naquela noite.  Depois dele correr para ir até lá, Nardoni levantou e saiu arrastando o machado por todo o gramado até onde ficavam os banheiros públicos. O garoto ainda estava dentro da cabine, bêbado e quase não conseguia para em pé. Ao abrir a porta para sair, deu de cara com Eloá, que tinha o machado sob os ombros observando a sua expressão.  - Cara, você me deu um susto. Valeu por ter me falado onde era o banheiro, eu não iria conseguir me segurar por muito tempo. - diz ele passando a sua mão suja no moletom preto que Eloá estava usando. - Você não está chateado pela minha brincadeira, né? É Halloween, vamos nos divertir por-ra. - disse ele novamente dando um tapinha no ombro de Eloá e se virando para sair Sem dizer uma única palavra, ela segurou o machado com segurança e acertou o ombro do garoto, que caiu de joelhos no chão. O sangue espirrava e ele ainda estava em choque.  - O-o que car-alhos você fez? Por-ra eu vou morrer.- ele tentou gritar, mas não saiu tão alto Nardoni o empurrou com o pé, fazendo força para arrancar o machado dali. Acertando outra vez, agora no outro ombro. O sangue jorrava, ele já estava praticamente morto, ela tinha cortado a veia que bombeava sangue para o cérebro do rapaz. Ele ficaria ali agonizando por alguns segundos, até morrer completamente.  Eloá limpou parcialmente o machado das roupas do jovem morto ali. Quando estava saindo, viu que tinha alguém próximo dali sozinho, não poderia deixar a sorte agir para que ele não visse alguma coisa. Rapidamente caminhou até a pessoa, que nem a viu chegando, pois ela agiu como antes, acertando o machado do lado direito do pescoço, arrancando-o com mais facilidade daquela vez.  Ela não precisaria acertar outro golpe, já tinha acertado a artéria carótida, fazendo com que uma grande quantidade de sangue jorrasse para todos os lados.  - Ratos. Fazem bagunça até quando estão morrendo, credo. - foi a primeira vez que ela falou naquela noite. - Limpou o machado novamente, ligando a mangueira que tinha enroscada em uma torneira, lavando o sangue de seu sapato, mãos e machado.  Quando se afastou dali, viu que não tinha ninguém por perto e seguiu novamente para a perto de onde estava rolando a festa.  - Que bom que você apareceu, vai começar a votação para a melhor fantasia. - uma das garotas que estava como grupo que pediu a foto mais cedo saiu puxando Eloá para dentro com um enorme sorriso no rosto Nardoni não pensou em fazer nada com ela, ao contrário, poderia usar da sua ingenuidade depois para conseguir alguma coisa da garota, mas se apresentando formalmente. Sem aquela máscara ou aquela fantasia que ela estava usando naquela noite.  Era até uma garota muito bonita, cabelos cacheados, pele clara, olhos não sabia ao certo, pois ela usava uma lente branca, tinha um belo sorriso e uma voz doce.  - Desculpe estar te puxando assim, me chamo Natalie, sou de Cambridge. Não sei quem é você por trás da máscara, mas eu gostei da originalidade. - a moça disse sorrindo e entrou para dentro da festa Eloá não disse nada, apenas guardou as informações em sua cabeça e seguiu a garota.  - Nenhuma palavra para não sair do personagem, né?  Saquei a ideia. Vamos? - Natalie, ou melhor, Nat disse parando em frente a porta, Eloá apenas concordou e elas entraram Todos estavam animados por causa do álcool e todo o impulso que o DJ tava para a festa. Muitas pessoas já estavam no palco, esperando para que começasse a bendita votação para saber quem levaria o dinheiro.  - Meu camarada ali atrás chegou, sobe aqui. - Kirssa disse apontando para Eloá próxima a porta de entrada Calmamente, com cuidado para não machucar ninguém naquele momento, ela caminhou em silêncio até o palco. Ficando acima do olhar de todos, que gritavam e chamavam "baby" quando ela subiu e levantou o machado.  - Cara, isso parece sangue real. Você se empenhou mesmo no personagem. - Kirssa disse analisando melhor a fantasia que Nardoni estava usando - Vamos lá para a votação então, será definido o ganhador pelo barulho que vocês farão hein Ele disse e todos fizeram barulho, para demonstrar que entenderam. Um pequeno discurso de agradecimento foi feito pelo anfitrião.  Depois de toda baboseira falada por ele que estava levemente bêbado, então começou a votação. Os concorrentes de Eloá era uma menina com maquiagem artística de abóbora, tinha um cara fantasiado de espantalho, outro estava usando uma máscara de palhaço, com referência a um serial killer do país. Também tinha algumas outras fantasias “tradicionais” como vampiro, zumbi e monstro.  Logo ele começou a votação, os mais tradicionais saíram na primeira votação, ficando a abóbora, espantalho, o palhaço e Eloá como o baby. Com outra votação, saiu o espantalho e a abóbora. Ficando para ganhar 500 dólares entre Eloá e o palhaço. Aquilo ficaria muito apertado, por causa da originalidade dos dois.  - Agora vai ficar apertado, vamos dividir a grana entre os dois ou vamos para a votação? - Kirssa disse e todos pediram votação. - Agora vai ser diferente, vocês vão gritar “palhaço” para que o palhaço ganhe e “baby” para que nosso companheiro aqui ganhe.  Logo começou a gritaria para o palhaço, mas não era maioria, então fizeram a votação seguinte e todos começaram a gritar “Baby”. Era tudo que Eloá queria, chamar atenção de todos e fazer com que todos sejam testemunhas e terem gritado o nome do culpado de dois crimes naquela mesma noite.  - Votação unânime então, está aqui seus 500 dólares BABY! -Kirssa disse e a música começou a tocar A música voltou a tocar, todos começaram a dançar e voltar a vida como se nada tivesse acontecido, até que alguém apareceu na porta do salão e gritou, chamando a atenção de todos.  - Tem um cara morto perto do banheiro. CHAMEM A POLICIA, AGORA
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