Colega de apartamento

1661 Words
Eloá estava com sua conta cheia de grana de mais um o****o que caiu no seu jogo. Enquanto isso, James estava tentando se soltar da cama para ir embora, com um rombo de 50 mil faltando de sua conta.  Ele teria que se virar para explicar para sua esposa porque saiu para conversar com alguns amigos e voltou com um rombo em sua conta bancária. Mas aquilo, não era do interesse de Nardoni, ela só estava interessada em gastar o dinheiro que tinha conseguido na noite anterior. Ela não poderia dizer que o s**o foi r**m, pois era longe disso, mas ela não se envolvia pelo prazer, ela estava ali para conseguir dinheiro e não precisar trabalhar. Já que ela não achava necessário trabalhar, podia simplesmente pegar um pouco de quem tinha muito.  O dia 17 de outubro foi tranquilo, era domingo e ela poderia simplesmente passar o dia deitada, sem fazer nada que exigisse de seu exercício físico. Ela aproveitou o dia para pesquisar sobre outras cidades que poderiam ter a noite de expurgação.  Nada foi encontrado em sua pesquisa, então ela se prontificou em começar a se preparar para a festa de Halloween que aconteceria dali alguns dias. Algumas festas iriam acontecer no campus da faculdade e em outros lugares. Nardoni já estava pensando em como usar o halloween para cometer um crime sem que percebessem. Já que várias pessoas iriam usar decorações medonhas e fantasias bizarras. Seria uma ótima oportunidade para tentar sair bem fora da noite de expurgação.  Ela procurou por uma fantasia parecida com a do filme "a morte te dá parabéns". Que era a mesma fantasia que o babe usava na noite da expurgação. A fantasia contava com uma roupa que cobria todo o corpo, desde uma cabeça que não dava para ver o rosto de quem usava, até às mãos, que contava com uma luva que cobria toda sua mão.  Nardoni comprou e pediu para ser entregue à secretaria da faculdade, no nome de um colega, assim sem levantar suspeitas para ela. Ela usaria o machado como acessório de sua fantasia na noite do Halloween. Tudo estava encaminhado, era apenas esperar que a encomenda chegasse dali 5 dias, para que ela pudesse arquitetar como seria tudo.  Anna, colega de apartamento de Eloá, chegou cansada e com fome, como era de se esperar. A mulher teve que ir cozinhar para ter comida no dia seguinte, já que ela precisava levar para o trabalho e sabia que Nardoni não iria até lá ajudar ela.  Da mesma forma que a mulher estava no sofá, comendo pizza e vendo tv, ela permaneceu mesmo vendo sua colega se virar sozinha para fazer algo saudável para que elas pudessem comer. Ao contrário de ajudar, ela apenas reclamava dos barulhos que Anna fazia na cozinha, pois "estava atrapalhando o filme".  Anna sabia que Eloá era uma pessoa de "personalidade forte", então evitava contrariá-la, pois não fazia ideia do que poderia acontecer. Depois do jantar pronto, ela se jogou ao lado da colega no sofá para assistir um documentário sobre serial killer, que foi escolhido pela própria Nardoni.  Um comportamento muito estranho que se era notado, que ela tinha um fascínio muito grande por pessoas que cometiam crimes contra a vida. Algumas vezes até chegou a comentar de forma despretensiosa de que se matasse alguém, saberia esconder o corpo e não ser descoberta. Aquele comentário tinha causado um certo pânico em Anna por um bom tempo, que até cogitou a ideia de se mudar, mas relevou quando a colega disse que era uma brincadeira.  Campbell estranhava a colega não ter relacionamentos com ninguém, diferente das pessoas da idade deles nos campus da faculdade. Isso deixava Anna um tanto constrangida em levar alguém até o apê, porque Eloá sempre estava por lá, ouvindo tudo e sequer saia para dar mais privacidade para ela.  Um ex namorado de Anna, até comentou o quanto era estranho ter a colega no quarto ao lado, ouvindo tudo que eles estavam fazendo e achava estranho o olhar que era direcionado para ele sempre que saia do quarto seja para beber água ou usar o banheiro.  Em seu relato, ele disse que parecia que a qualquer momento ela iria dissecar seu corpo. Já que ela o olhava com um olhar um tanto curioso e "feliz", como ela olhava os corpos usados nas aulas da faculdade.  Anna acreditou que fosse só uma desculpa de seu ex para terminar, já que eles estavam tendo muitas brigas e desavenças. Até chegou a acreditar que ele estava secretamente apaixonado por ela, já que sempre falava sobre ela quando estavam juntos, mesmo que Eloá não estivesse em casa naquele momento.  Foi um término bastante conturbado, mas Nardoni conseguiu manipular Campbell e fazer com que ela acreditasse que seu namorado a traía e que diversas vezes, tinha se insinuado para ela. Que até mesmo "pretendia sair" quando eles iam juntos para o apartamento, mas por pedido dele, ela ficava, porque ele dizia que "gostava de sua companhia".  Tudo não passava de uma grande mentira, porque o antigo namorado de Anna, Gustav, se sentia  extremamente incomodado com a presença de Eloá em qualquer lugar que ele estivesse. Por ser um cara que acreditava muito em religião e energias que outras pessoas poderiam emanar, ele dizia que Nardoni tinha uma energia negativa e muito sombria, que ela não era uma pessoa confiável. Mas como sempre, levava ele na brincadeira e achavam que era apenas implicância e coisas ditas por um "nóia" sem muita importância e relevância. Gustav até tentou várias vezes convencer Anna que ela estava sendo manipulada por todo aquele tempo e que não era verdade o que Eloá tinha dito, mas a mulher preferiu acreditar na colega de apartamento que despejou um choro falso e uma "indignação" inexistente sobre a suposta atitude e investida de Gustav.  Nardoni tinha feito aquilo por puro tédio e porque não estava tendo Campbell cozinhando todas as noites, já que a jovem estava em algum jantar com o namorado ou em algum lugar fora de casa. Ela não ligava se inventar aquela mentira iria destruir os sentimentos e prejudicar futuras relações de Anna, simplesmente agia como se o mundo tivesse que girar ao seu redor e caso não fosse assim, ela iria manipular todos até que estivesse tudo como ela queria.  Ela não era capaz de sentir nada, nem raiva, nem tristeza, amor, saudade ou o que seja. Então ela sequer ligava se outras pessoas tinham esses sentimentos e como ter uma frustração amorosa era dolorido, principalmente por causa de uma mentira, por causa de algo que nunca aconteceu.  Desde o acontecido, Anna não começou mais nenhum relacionado, apenas tinha alguns rolos espalhados pelo campus, mas nunca levaram eles para seu apartamento, pois não queria que acontecesse como seu antigo namorado ou que tivesse problemas com Eloá. Que era completamente egoísta quando se tratava de levar algum parceiro s****l do campus para seu quarto, mas que sempre implicava e causava confusão quando Anna levava um amigo para fazer nem que fosse um trabalho.  A segunda-feira logo chegou, voltou toda a rotina de aulas para ambas as jovens e de trabalho para Anna. Nardoni chegava da aula e se jogava no sofá, sujando e acabando com toda a comida que tinha na geladeira. Uma enorme pilha de louças ficou sob a mesa, pia e balcão da cozinha, deixando Campbell extremamente estressada ao chegar do trabalho e procurar algo para comer.  - Poxa Eloá, eu fiz comida para dois dias e não tem nada. A louça está toda suja e você provavelmente passou todo o dia nesse sofá. - Anna reclamou da cozinha, juntando as louças sujas e os lixos que estavam espalhados. - Poderia vir me ajudar né, eu estou exausta e ainda tenho que adiantar meu trabalho da faculdade. - disse ela, na esperança de conseguir fazer Nardoni levantar do sofá para ajudá-la A jovem se levantou do sofá, caminhou até seu quarto, pegou algumas notas e colocou sob o balcão da cozinha.  - Chame alguém para limpar a casa e fazer as compras. Os armários estão vazios e você sabe que eu não sei comprar. - Nardoni disse colocando no mínimo 5 notas sob o balcão. - Ah, tem dinheiro ai para comprar comida. Quando chegar, me chama que estarei no quarto.  - Você passa a maior parte do dia em casa, por que não sai e faz as compras? Você sabe melhor do que ninguém o que quer comer e o que precisa. - Anna suspirou pegando as notas e colocando no bolso - Anna, não me enche, ok? Eu dou o dinheiro e você resolve o resto, sabe disso. Eu até posso limpar a casa, fazer as compras e cozinhar, mas as despesas de tudo ficará para você pagar. Prefere assim? - Eloá disse parando no meio do caminho e olhando para ela - Como consegue tanto dinheiro? Me desculpa a pergunta, mas você passa o dia todo vendo tv e sabe-se lá fazendo o que nesse celular. Tá sempre com mais dinheiro do que eu que trabalho o mês todo. - Campbell perguntou sincera Era a primeira vez que ela perguntava sobre aquilo para a sua colega de apartamento, que dizia ter perdido os pais, ter pedido os tios e que estava ali por conta própria, mas nunca saia para procurar trabalho, sempre estava esbanjando roupas e acessórios caros, além de sempre estar com dinheiro. Aquilo deixava Anna um tanto desconfiada, pois tinha medo de como ela fazia para conseguir dinheiro para todos aqueles mimos que ela gostava de se dar todos os meses, ou até mesmo, todas as semanas.  - Não se preocupe em como eu consigo dinheiro. Ele está aqui e está fazendo as coisas girarem, se preocupe apenas em mandar repor as coisas dessa casa, detesto ter que ficar procurando ou me virando alguma coisa para comer. - foi tudo que ela disse antes de entrar no seu quarto e bater a porta
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