Após uma noite agitada e bastante mortal na cidade de Candem, os serviços foram estabelecidos novamente. Caminhões passavam para recolher os corpos de pessoas que tinham partido naquela noite/madrugada. O serviço de limpeza das ruas recolhiam as cápsulas de balas e lavavam a cidade com fortes jatos de água para dispersar aquelas marcas de sangue que tinham ali, jogando algum produto com cheiro forte para disfarçar e amenizar os fortes odores.
Muitas famílias iam sofrer para identificar seus filhos, irmãos, pais ou algum parente, pois foram mortes terríveis. Muitas delas tiveram deformação em boa parte ou em completamente todo o rosto. Era uma cena um tanto assustadora e chocante de se ver, muitas pessoas se recusaram a trabalhar nesse tipo de serviço na manhã de 16 de outubro.
Nardoni passou por diversos corpos, indo para a fronteira da cidade e a atravessando assim que foi aberta, saindo dali como se não fosse culpada por diversas mortes das mais chocantes ali. B1 e B2 foram embora de moto, passaram por ela e se despediram, deixando a entender que se viriam mais vezes.
Bunny ofereceu uma carona a Eloá até próximo a sua universidade, já que ele passava por lá para ir embora. Sem pensar duas vezes ela entrou em seu carro, seguindo com ele até o campus de sua faculdade.
- Como foi para você? A primeira vez é uma adrenalina e um grande surto quando o sangue esfria. Está preparada para ter pesadelos com isso? - o rapaz perguntou trocando a marcha do carro
- Me sinto familiarizada com isso e eu não tenho pesadelos. - Nardoni respondeu olhando pela janela do carro em movimento
- Qual a sensação que sentiu ao acertar o primeiro tiro? Aquele tiro destruiu a cabeça daquele cara. - ele parecia impressionado
- Ah normal, foi a mesma sensação de tirar a vida de um cervo, mas eu senti meu sangue borbulhar de felicidade. -ela respondeu com um pouco mais de entusiasmo na voz
- Você é a primeira pessoa que eu vejo se sentir feliz em m***r alguém. Acho que todos nós do grupo, tivemos um surto coletivo na manhã seguinte e muitos ainda tem. - Bunny comentou
- Eu não sou como as outras pessoas, acho que já deveria ter notado isso. -la estava a rude Eloá novamente
- Acho que a gente pode sair qualquer dia, ver se acontece alguma coisa. -lá estava ele pisando em terreno perigoso sem saber
- É, quem sabe. Pode me deixar aqui, eu vou parar em um lugar antes. -Nardoni informa, colocando a mão na maçaneta do carro
- Ei, eu não vou fazer nada com você, relaxa. - Bunny tentou tranquiliza-la
- Claro que não, eu estouraria a sua cabeça com facilidade se tentasse alguma coisa. -ela respondeu abrindo a porta do carro, quando o mesmo parou próximo a calçada
- Você está zoando né? -o tom de voz dela deixou Bunny um tanto quanto receoso se ela estava falando sério ou era apenas uma brincadeira
- Te vejo por aí, bunny. - foi tudo que ela respondeu antes de bater a porta do carro e caminhar para longe da calçada
- p***a KISS, ME RESPONDE. -ele gritou de dentro do carro e ela apenas o ignorou
Ao entrar na loja de materiais de construção, Eloá caminhou tranquilamente até o balcão e pediu um martelo grande e um machado. O atendente perguntou para qual finalidade, para saber qual indicar, mas ela mudou de assunto e só pediu o que tinha solicitado.
Pago com dinheiro vivo, ela pegou as sacolas e saiu dali. Ninguém fazia ideia do que uma estudante de medicina queria fazer com um machado e um martelo de grande porte como os escolhidos por ela.
Caminhou tranquilamente pelas ruas com as ferramentas em mãos, até chegar no seu dormitório. Sua colega de apartamento não estava lá, o que evitou mais perguntas sobre o que ela iria fazer com aquilo. Escondeu no fundo falso de seu guarda-roupa e caminhou para o banheiro.
Nardoni se despiu e se olhou por um tempo no espelho do banheiro. Algumas manchas de sangue ainda estavam no seu corpo. Ela passou o dedo sobre toda a mancha, com um enorme sorriso orgulho no rosto.
Ao cansar de se admirar no espelho, ela pegou um sabonete novo, shampoo, máscara e condicionador. Entrou no banho e deixou com que a água fria saísse primeiro. A água estava muito quente.
Logo ela se dedica em tirar todas aquelas marcas do seu corpo com uma esponja. Com todas elas quase imperceptíveis, Eloá começou colocando uma quantidade generosa de shampoo em suas mãos, espalhando e massageando o seu couro cabeludo. Estava suado e tremendamente oleoso.
A mulher repetiu o procedimento duas vezes, passando uma máscara hidratante e massageando por alguns longos segundos. Deixou o produto agindo enquanto lavava seu corpo cuidadosamente.
Mesmo sendo agora uma assassina, Eloá era o que poderia ser dito anos atrás, como patricinha ou filhinha de papai, mas sabemos que um deles não tinha como ela ser de forma alguma.
Fora de qualquer suspeita, ela caminha até a cozinha e prepara algo para comer apenas para ela. Mesmo sabendo que sua colega aparecia a qualquer momento, provavelmente com fome também, mas ela sequer ligava para isso, achava que não tinha obrigação nenhuma, mesmo quando pegava algo já pronto dentro da geladeira a qual sua colega tinha preparado.
Sem aula naquele dia, passou o dia comendo besteiras compradas com os dados de cartões de crédito que ela tinha furtado de um dos "amantes" na qual ela se relacionava apenas por dinheiro e prazer s****l.
Estava entediada, o dinheiro estava pouco e ela precisava de mais, então foi só quarto, tomou mais um banho rápido para tirar o cheiro de Cheetos que estava e foi se arrumar.
Um vestido vermelho bem justo ao corpo, saltos pretos, uma maquiagem que marcava bem seu rosto e um penteado que prendia parte do seu cabelo, mas deixava outra solta, dando um ar jovial e um tanto "inocente" para ela.
Com o cartão do último "o****o" que ela aplicou o golpe, ela pagou a corrida até uma das festas cheias de magnatas ricos e homens infiéis. Tinha um companheirismo com os seguranças, passando uma parte do dinheiro para eles todo final de noite. Isso lhe garantia acesso vip em diversos locais e festas que muitas pessoas sequer sabiam que teriam.
Já dentro da festa, ela sempre dava mais atenção aos homens casados, cujo a marca da aliança ainda estava no dedo, mesmo sem ela estar ali. Pois ela sabia que aqueles ali, dariam tudo que ela queria e seria alvo fácil para não ser denunciada, já que tinham carreiras e um nome a zelar.
Entre suas vítimas, havia pessoas poderosas da política do país, pessoas influentes e empresários que tinham um discurso tanto quanto conservador, mas por trás das câmeras eram os primeiros a trair suas mulheres com uma g****************a ou alguma mulher bonita que sorria para ele.
Naquela noite, o alvo era um juiz que tinha se mudado recentemente. Tinha assumido o cargo e estava faturando muito, então estava ali para fazer alianças importantes com empresários que sempre estavam cometendo crimes e indo a júri. Aquilo garantia milhares e até vezes, milhões de dólares ao juiz, que só precisava dar a causa ganha para a empresa em questão.
- Aquela ali é um espetáculo de mulher. Por que não aproveita a noite com uma universitária, Dr.? - um dos empresários propôs, olhando para Eloá que olhava para a parte vip, enquanto tomava calmamente sua bebida pelo canudinho, insinuando o que ela possivelmente queria
- A minha mulher me mata se descobrir isso. - o homem disse tomando um gole do seu whisky
Por mais que ele soubesse o quanto aquilo era errado, ver que Eloá estava dançando e olhando para ele, fez com que ele ligasse o "d4ne-se" para tudo e chamasse a mulher para cima.
Como era o esperado, Nardoni subiu com a cara mais cínica possível, com a voz doce se aproximando da mesa com os homens ali.
- Boa noite gracinha, como se chama? - um dos empresários perguntou, bebericando do seu copo
- Emmy, senhor. - ela mentiu seu nome, como das outras vezes
- Belo nome Emmy. Te pago uma boa quantia para fazer meu amigo aqui feliz a noite toda, mas precisa ser em completa descrição. O que acha? -ele propôs pegando um talão de cheque de dentro do seu terno
- Por mim está tudo ótimo. Está tudo bem para você? Acha que dá conta? - Nardoni perguntou se sentando no colo do juiz, esperando com que o empresário terminasse de preencher o cheque
- Se você não aguentar, pode ligar que algum de nós terminamos o serviço. - um outro empresário comentou rindo
- Vocês não acham que eu não vou dar conta dessa mulher aqui, né? Depois conto como foi a experiência. -o juiz deu um t**a na b***a de Eloá, com um sorriso malicioso ele levantou dali com a mulher e seguiu para fora da festa, passando pela parte de trás do evento para que não tivesse testemunhas de que ele saiu do local com uma mulher
Para não precisar se identificar com documentos, ele levou ela para um motel de beira de estrada. Sem câmeras, sem provas que ele esteve ali. Era ainda mais perfeito para Eloá, que não se identificou e não tinha provas de que ela realmente tenha ficado com o juiz.
- Emmy, querida. Faça comigo o que você quiser. Essa noite, James Callegari será seu, mas saiba que eu só vou parar quando você não estiver mais aguentando. - as palavras saíram com um misto de excitação e dominância
Nardoni retirou sua roupa cuidadosamente, jogando cada peça para o homem que estava semi nu sobre a cama, apenas esperando que ela fizesse o que queria.
Deixou seu celular gravando de uma forma que poderia ouvir a voz de ambos, mas sem rostos, pois poderia se incriminar se assim fizesse.
James era um homem consideravelmente novo, tinha um porte físico bom, mesmo na casa dos 40. Cabelos estavam começando a ficar grisalhos, mas barba por fazer e quase nenhuma tatuagem pelo corpo.
Eloá começou se sentando sobre seu colo, aproveitando para se mexer ali, enquanto o beijava intensamente. Fazendo com que ele se sentisse o homem mais poderoso naquele momento. Já e******o com todo aquele movimento sobre seu quadril, James inventou as posições, ficando por cima de Nardoni, se estragando lentamente nela.
Ela sentia prazer naquilo, mas ela não estava ali apenas pelo s**o. Porém sabia que para conseguir o que queria -mais dinheiro- precisaria deixar Callegari mais a vontade com tudo.
Eles estavam transando a mais de horas, o homem parecia potencializado em se divertir naquela noite. Já tinham transado em todas as posições possíveis, até que "Emmy" fez a proposta de amarra-lo na cama, para que pudesse fazer o que queria e ele prontamente concordou.
Movido pela excitação e pelo algo, sequer se ligou em passar a senha dos seus cartões para Eloá, que usava a desculpa de pedir mais bebidas para que eles pudessem se divertir. Ela anotou tudo, disse que já tinha pedido e que logo chegariam.
Completamente amarrado e em plena felicidade naquele momento, James apenas se preocupava em aguentar se segurar por muito tempo, por ter aquela maldita mulher sobre ele, rebolando lentamente e precisamente.
- Você parece estar gostando disso. - Nardoni provocou, jogando seus cabelos para o lado, apoiando suas mãos no peito de James e intensificando seus movimentos
- Eu pagaria caro para te f***r todos os dias. - ele respondeu apenas observando a mulher cavalgar em seu colo
- Então me paga e eu fodo com você sempre que quiser, Dr. - ela incentivou, se mexendo e arrancando gemidos do homem que parecia completamente encantado com tudo isso
- Eu te pago o quanto quiser, só me mostre do que você é capaz. - essa foi a proposta final dele
Nardoni se empenhou, quando sentiu que ele estava próximo ao ápice, tirou-o de dentro dela, se sentando e se esfregando ali, para que ele enfim pudesse chegar ao tão esperado o*****o.
James estava completamente exausto, não aguentava mais nada depois daquilo. Suas pernas tremiam e seus corpo dava pequenos espasmos com tudo aquilo que tinha acontecido naquela noite. O homem nunca tinha se sentido tão feliz e realizado como naquele momento.
Eloá deixou o homem amarrado ali ainda, se recuperando de tudo que tinha acontecido. Foi até o banheiro, tomou um banho rápido para tirar todo o suor e se vestiu.
- Onde está indo? - James perguntou olhando a mulher mexer em sua carteira
Ele já havia passado a senha para ela, então ela não perguntou nada mais para ele.
- Já volto, meu amor, não se preocupe. Apenas relaxe e se recupere. - ela disse mandando um beijo antes de sair pela porta e trancá -la do lado de fora
Com touca e máscara, ela se dirigiu até o caixa eletrônico mais próximo e fez um saque de 10 mil dólares. Voltando ao quarto do motel e fazendo uma transferência para uma conta "fantasma" que ela tinha de mais 40 mil dólares.
-Que p***a você está fazendo? - Callegari perguntou ao ver a mulher mexendo em seu celular, enquanto arrumava suas coisas para ir embora, enquanto ele ainda estava amarrado na cama
- Não se preocupe docinho, estou apenas pegando meu pagamento. Ah, quase me esqueci disso. -ela sacou o celular do bolso, tirando uma foto dele completamente amarrado e nu sob a cama - Se alguém souber o que aconteceu aqui, essa foto irá para a sua esposa e para a imprensa. Diga aos seus amigos o quanto o s**o foi maravilhoso e não mencione nada mais do que isso. Irei aparecer em breve cobrando mais um pouco para manter minha boquinha fechada. - Nardoni disse mandando um beijo para o homem, saindo do quarto e o trancando ali