2

3400 Words
Jade observou Kyle se afastar, tentando ignorar a sensação que ele provocava. Vira algo novo em seus olhos azuis e na maneira como a contemplou. Como se estivesse lendo seus pensamentos. Até havia mencionado um banho de piscina sob o luar. Ela estremeceu, a despeito do dia quente de verão. Kyle era um homem atraente e sensual. De camiseta branca e calça jeans exibia com perfeição suas formas. O jeito de caminhar descontraído era cheio de confiança. Como seu sorriso charmoso e de tirar o fôlego. Mariah também o observava. — Kyle Stephens? — ela disse. — De verdade? — Cada centímetro — Jade respondeu, procurando esconder os sentimentos. Mariah sorriu e suspirou. — Sim, é difícil não notar um corpo como o dele. Jade sorriu e lembrou-a: — Ei, você já tem um belo corpo para admirar em sua casa. Mariah ergueu a sobrancelha. — Ah, então devo deixá-lo para você? — Ele não é meu — Jade afirmou e guardou o dinheiro que havia recebido de Kyle. — Me Parece que está disposto a ser. — Mariah abaixou para brincar com a filha e entregou-lhe um brinquedo. Diante do silêncio de Jade, Mariah decidiu perguntar o que queria saber. — O que há entre vocês? Ele me pareceu "extremamente" amigável. — Fora alguns encontros platônicos no saguão para trocar a correspondência, nada. — Claro — foi a resposta dúbia de Mariah. Jade ignorou o tom da irmã e foi atender uma mulher que perguntava o preço de um abajur. Aproveitou a situação para livrar-se do interrogatório. Mais compradores chegaram ao bazar e Jade se distraiu. Estava ansiosa para livrar-se dos objetos que não tinham mais lugar na nova decoração. Enfim os compradores se foram e ela foi sentar-se junto à irmã. Abriu a caixa de isopor e tirou um refrigerante. Mariah apanhou a pequena Kayla, que chorava, e lhe ofereceu suco de maçã. Depois de ter acalmado o bebê, Mariah voltou-se para Jade: — Então, vai encontrar com ele esta noite? Aborrecida com a insistência da irmã, Jade tomou um longo gole da bebida. — Era uma brincadeira, Riah. Kyle gosta de flertar. — Ah, eu não sei... — ela disse, pensativa. — Pareceu-me bastante sério. Você é a difícil. — Mariah suspirou. — Nem tem namorado. Jade olhou para uma borboleta que voava sobre o canteiro de flores. — Não se preocupe comigo, Riah, estou apenas esperando o homem certo. — A verdade é que já pensara ter encontrado o homem certo, até descobrir o quanto se enganara. O amor a cegara. — Não posso deixar de me preocupar. Como espera encontra alguém se compara todos com Adam? Jade sentiu um certo m*l-estar à menção do homem que lhe destruíra a autoestima e a confiança nos outros. — Já superei: Faz três anos que o despachei de vez. — Ah, eu não duvido — ela disse e sorriu. — Mas ele lhe deixou muitas cicatrizes. Jade abriu a boca para defender-se, mas Mariah ergueu a mão, interrompendo-lhe as desculpas de sempre. — Você não sai com ninguém... e qualquer homem que demonstra algum interesse você faz questão de reclamar. Como o seu vizinho, Kyle — ela disse, num tom firme. Vocês dois parecem ter muito em comum. A irmã era mesmo otimista a respeito do s**o oposto. A única coisa em comum que Jade tinha com Kyle Stephens além do sobrenome parecido era uma tatuagem. E a dela era menos visível e mais feminina. Refletiu se a dele fora feita por rebeldia como a que ela fizera. — Com quantas mulheres você acha que Kyle flerta todos os dias? — Jade provocou. — Ele me pareceu sincero, mas você nem lhe deu uma chance. — Mariah meneou a cabeça, exasperada, e olhou para o céu. — Você não saiu com mais "ninguém" desde Adam. — Eu gosto de ter uma vida descomplicada. — Jade olhou para as unhas esmaltadas de rosa. — Gosto de sair quando tenho vontade, me vestir como quero e não ter de dar satisfações a ninguém. — Nunca mais permitiria que um homem mudasse sua identidade. Mariah franziu as sobrancelhas. — Não se sente sozinha? — Não — ela mentiu. A solidão a perturbava à noite, quando ficava vendo televisão e depois ia deitar-se na cama fria e vazia. Muitas vezes, incapaz de dormir, sonhava acordada com o contato de mãos quentes acariciando-lhe o corpo. Fechava os olhos, pensava "nele"... e perdia-se numa intensa fantasia, onde nada era proibido e apenas a imaginação era o limite. — Por que deveria me sentir só? Passei os últimos três anos empenhada em construir um bom nome para a nossa empresa. A Casual Elegance me mantém tão ocupada que m*l sobra tempo para pensar em homens ou relacionamentos. E, quando sinto falta de companhia, vou ao Roxy's e encontro meus amigos. Isto já me basta. — Entendo — Mariah disse, sem aprovar. — Já pensou que pode estar frequentando o lugar errado? "Com certeza", Jade pensou. Os homens do Roxy's eram descartáveis. A maioria, interessada apenas em uma noite de amor sem consequências. Divertia-se com uns poucos amigos, mas terminava a noite sempre só. Mariah aninhou o bebê que adormecera nos braços. Então voltou a encarar a irmã. — Jamais vai conhecer um homem decente no Roxy's. — E acha que Kyle Stephens é decente? — Sua voz elevou-se. — Ele flertou comigo na sua frente. — Sim — Mariah disse. — Grey também é assim. Todos flertam quando estão interessados. É como um elogio, não o desaforo que você quer ver. Não posso imaginar que m*l faria sair com Kyle. O brilho nos olhos de Jade tornou-se intenso. — Não — ela disse. — Só porque você é uma esposa feliz, não vá querer me arrumar um marido. Mariah deu de ombros, derrotada. — Que tal uma família? — Sim? — Você não quer ter uma? — Eu já tenho — Jade respondeu. — Meus pais são maravilhosos. A não ser quando me aconselham a casar. Como você fez agora. — Ela sorriu para a irmã. — Eu tenho você, Grey e minha sobrinha favorita — ela acrescentou. Kayla suspirou no colo da mãe. O som tocou Jade, despertando-lhe o instinto maternal latente. Era melhor ignorar aquele sentimento. Mariah ficou séria. — Quero apenas vê-la realizada. Como eu. — Mas eu estou feliz assim. — Ela esboçou um sorriso forçado. Como sempre, Mariah percebeu a farsa. — Não gosto de vê-la sempre sozinha. — Então não devia ter se casado com Grey e mudado — ela brincou. Duas mulheres de meia-idade desceram de um carro e vieram na direção do bazar. Feliz com a interrupção, Jade olhou para Mariah. — Pare de se preocupar. Já sou adulta. Antes que a irmã pudesse responder, ela dirigiu-se às mulheres e cumprimentou-as com entusiasmo. A idéia de envelhecer sozinha não era atraente, mas permitir que outro homem a fizesse sofrer não era opção. Aquela era a razão de ter criado seu próprio homem imaginário. As fantasias provaram serem melhores do que a realidade. Na cabeça de Kyle, a realidade era bem melhor que a fantasia. Dadas as circunstâncias. Afinal, dispunha do diário secreto de Jade. Cheio de pensamentos íntimos e fantasias. Ele colocou o lápis sobre o livro contábil aberto à sua frente e reclinou-se na cadeira. Agora que pensava com clareza na atitude que tivera naquela tarde, sentia uma ponta de culpa. Parte de seu subconsciente o instigava a agir como um cavalheiro e devolver o diário. Contudo, outra parte o impelia a ser menos virtuoso. Tencionava descobrir se a centelha entre ele e Jade era apenas uma fagulha, ou se iria se tornar uma paixão ardente irrefreável. E o diário os unia de forma íntima e pessoal. O plano dele não era racional, contudo, sempre vivera no limite. Passara os últimos anos trabalhando duro até conseguir abrir o The Black Sheepe e torná-lo um sucesso. Tivera muitas namoradas, mas nenhum de seus relacionamentos havia sido encarado com seriedade. Chegou a interessar-se por uma mulher em especial. A conquista foi fácil. Sem desafios nem emoção. Nenhum motivo para continuar. Jade era diferente. Embora sentisse forte atração por ela, seria impossível ser indiferente àquela sensualidade toda, sabia que havia alguma coisa mais forte que os unia. Jade era dona de uma aura suave e feminina. Mistura fascinante de vulnerabilidade e candura, que procurava esconder de qualquer um que chegasse mais perto. A mulher sob a fachada extravagante o provocava. Precisava conhecê-la. Especialmente depois que lera suas fantasias. Já contava seis meses que ele a assediava. Porém, ela recusara todos os convites para sair. Ele consultou o relógio, eram quase onze e meia. Sorriu ao imaginar se ela teria coragem de ir à piscina tão tarde. E ele não deixaria as coisas ao acaso. Fechou o livro contábil e o guardou. Saiu do escritório e dirigiu-se ao bar. O barman ajudava uma das garçonetes a limpar as mesas. Muitos clientes já haviam saído, mas os assíduos permaneciam. — Importa-se de fechar esta noite, Bruce? — Kyle perguntou. O empregado era de confiança e tinha cópia das chaves do estabelecimento. — Claro que não, patrão — ele respondeu com um sorriso cúmplice. — Divirta-se. Kyle devolveu o sorriso. — É o que pretendo. Jade suspirou aborrecida e fechou o diário de capa azul. Desistiu de prosseguir. Não conseguia escrever e penetrar no mundo da fantasia. Pensava na piscina sob a luz do luar. Mas não com o amante imaginário. Outro homem invadia sua fantasia secreta. Alguém cujas feições conhecia bem. O sorriso malicioso e os penetrantes olhos azuis. Kyle era real demais. Exalava sensualidade por todos os poros. Não podia deixar de desejá-lo. E aquela sensação nenhum amante imaginário poderia exceder. Irritada com Kyle, por ser tão belo, Jade pôs de lado o diário e levantou-se da cama nova. Caminhou na escuridão até a porta da sacada e abriu. Olhou para os prédios vizinhos. E para o apartamento de Kyle. Ela sorriu. Era difícil não sentir afeto por uma pessoa brincalhona e alegre como Kyle. E mais ainda resistir ao impulso de ceder às suas investidas. Lutava contra aquela tentação havia seis meses. Mentira para irmã, naquela tarde, dizendo que não tinha interesse algum por ele. Mas agora que estava só no imenso quarto silencioso com o diário cheio de fantasias, não podia negar a realidade. Sentia-se atraída por Kyle. Cada vez mais surpreendia-se pensando nele... E suas fantasias aumentavam de intensidade, tornavam-se mais selvagens. Jade tivera uma fase de rebeldia depois do rompimento com Adam, na qual tentara, o tempo todo, provar que era capaz, de tomar as próprias decisões e que jamais deixaria outro homem moldá-la. Porém, por baixo das roupas sensuais e das atitudes desejadas escondia-se uma mulher vulnerável, que não confiava nos homens e em possíveis relacionamentos... Mergulhara na segurança de suas fantasias, pois fora a única maneira que encontrara de não deixar a realidade feri-la novamente. Sentia-se segura... até o comentário de Kyle, naquela tarde. Um convite para nadar sob a luz do luar. Devia ser brincadeira. Um flerte com intuito de desconcertá-la. E funcionara. Inquieta, ela saiu descalça na sacada. O piso de cerâmica estava frio sob seus pés. Era uma sensação agradável na noite quente de verão. A camisola curta, de seda cor-de-rosa, a acariciava como um amante. Roçava-lhe os m*****s e o abdome. Fechou os olhos e imaginou as mãos de Kyle tocando seu corpo. "Que tal à meia-noite?" Ela mordeu o lábio e olhou por sobre o ombro para o relógio do criado-mudo. Faltava pouco para a meia-noite. A perspectiva de nadar sob o luar era tentadora na noite quente, e Kyle devia estar trabalhando. Ou com alguém. "Negligente." "Selvagem." "Indisciplinada." Escrevera sobre este tipo de comportamento nos últimos três anos. Era hora de experimentá-lo. Era uma noite perfeita para nadar ao luar... e ele não estava lá. Com um misto de alívio e desapontamento, Jade detestou ter de admitir o que sentia. Passou pelo portão que cercava a piscina, o salão de recreação, a sauna e o ginásio. Naquela noite, exceto pelo luar prateado, tudo estava silencioso e tranquilo. Jade deixou a toalha sobre uma das cadeiras e retirou as sandálias. Em seguida, despiu o roupão. Vestia um maio inteiro. Mergulhou na piscina. A água refrescante a envolveu. Nadou de um lado a outro até acostumar-se com a temperatura. A água a acariciava dos pés à cabeça, proporcionando-lhe uma sensação de languidez e bem-estar. Deliciosa. Era como sua fantasia. Faltava apenas o amante imaginário. Ela ressurgiu na parte mais rasa, e estremeceu ao ver uma sombra abaixada no canto. Alarmada, sufocou um grito de pavor. — Eu sabia que você viria — o intruso disse. Ao ouvir a voz familiar de Kyle, e reconhecer os ombros largos e cabelos claros à luz do luar, o medo transformou-se em irritação. — Você quase me mata de susto! — Jade o censurou. Sentia-se nua e invadida. Se ele pudesse ler seus pensamentos... Ela afastou-se para a parte mais funda até cobrir os s***s. — O que faz aqui? O sorriso maroto de Kyle era perceptível mesmo na penumbra. — Eu a convidei, não se lembra? Ela franziu a testa diante da familiaridade daquelas palavras. — Eu pensei... — Ela interrompeu-se quando o viu despir a camisa. — Você pensou que... — A voz dele era suave, hipnotizadora. Lentamente, começou a abrir o botão da calça. — Era brincadeira? — Ele abriu o zíper, deixando-a nervosa. — Que eu não viria? Jade sentiu o pulso acelerado. — Os dois — ela disse. — Não pensei que falasse sério. — Sempre falo sério sobre nós. — Ele despiu a calça, encarando-a com olhos brilhantes de desejo. Kyle não tinha vergonha. Se ele estava disposto a despir-se diante dela, Jade seria ousada o bastante para apreciar. Ele não se fez de rogado e despiu a calça sem nenhum sinal de inibição, como se estivesse num show de stripper masculino. Kyle estava descalço. O tórax, largo e forte, era coberto por fina penugem dourada, que rodeava-lhe os m*****s castanhos e pequenos e seguia até o abdome. O corpo firme e musculoso na medida certa. Kyle tinha tudo o que ela sonhava num homem, misto de pecado e sensualidade. Ah, de onde vinha aquela idéia? — Mais? — ele perguntou e puxou o elástico da sunga, chamando atenção para a única parte que ainda não desnudara, mas que mostrava-se disposto a exibir. Ele era perigoso e o sabia. Ciente de que bastava um olhar ou palavra para incentivá-lo, ela optou por mudar de assunto. — Eu não aceitei o seu convite. Por que veio? Lentamente, Kyle aproximou-se da escada da piscina e começou a entrar na água. Olhou-a com intensidade e respondeu com outra pergunta: — Já que recusou o meu convite, o que faz aqui? "A fantasia." Que se tornava mais real a cada instante. Ele avançou através da água, sensual e ameaçador. Jade sentiu-se apreensiva e ansiosa. O jogo dele era um desafio. Antes que Kyle a alcançasse, ela mergulhou e seguiu sob a água até a outra margem. Kyle não estava visível. A água escura e lisa não indicava sua exata localização. Ressurgiu a poucos metros dela e tornou a mergulhar. Com o coração pulsando forte no peito, Jade nadou até a parte rasa com o propósito de despistá-lo. Sentia-se numa caçada de gato e rato, onde ela era o roedor. Precisava antever a estratégia e direção dele. Mas ele era um oponente superior. Calculou cada um de seus movimentos e antecipou-se. O jogo tornou-se pessoal. O prêmio era a rendição dela. Jade sentiu que estava cercada. Foi uma questão de tempo até que ele a alcançasse. Kyle a encurralou na parte rasa da piscina. Jade posicionou-se no centro a fim de enganá-lo. Enquanto ele se aproximava pelo centro, esquivou-se pela direita, porém ele agarrou-lhe o calcanhar. A princípio pensou em lutar, mas como desconhecia a exata profundidade do local teve de se render. Sentiu o contato daquelas mãos fortes nas pernas, coxas e quadris, até sentir-lhe os braços em volta da cintura. Quando ele a puxou acima da superfície da água, já estava sem fôlego. Não pelo exercício, mas por ele estar tão próximo. O maio não oferecia p******o contra o calor do corpo dele. — Nossa — ele murmurou. A respiração quente de Kyle junto à sua nuca deixou-a excitada. Os s***s endureceram em resposta. — Solte-me. — Jade tentou em vão livrar-se dele. — Você nunca respondeu minha pergunta — ele disse, conduzindo-a à parte mais rasa da piscina. — O que a fez vir aqui esta noite? Ela não tinha resposta, nem ao menos uma desculpa que ele pudesse acreditar. — Foi por causa disto? Ele deslizou a mão até o seio de Jade. Ela suspirou, chocada, então gemeu quando ele acariciou o mamilo, que se tornou túrgido, antecipando-lhe a resposta. Kyle empurrou-a de encontro aos azulejos da borda. Antes que ela pudesse reagir, abraçou-a e afastou-lhe as pernas. Colando seu corpo ao dela de maneira sensual. Jade suspirou. Ele continuava e******o, firme junto a ela. A única barreira entre eles era o fino tecido do maio e da sunga. A reação de Jade foi inflamada. Um gemido formou-se em sua garganta. Misto de temor e êxtase. Lentamente ela cedia à vontade dele. Tentou empurrá-lo, mas foi inútil. — Não fique chocada, Jade — ele disse com um sorriso tranquilo, que contrastava com a urgência de seu corpo. — Veja o que faz comigo. Você me excita, física e mentalmente. Nunca fiz segredo disso. Sim, agora ela sabia... e jamais esqueceria. Jade segurou-se na borda da piscina, mantendo uma certa distância dele. Nos olhos sombrios de Kyle viu surgir um anseio intenso que a tomou de surpresa. — Kyle... Ele deslizou os dedos sobre a lycra. — Leopardo? — ele disse da estampa do maio, indiferente aos protestos de Jade. — Se eu despir esta pele, encontrarei uma tigresa? Algo de "indomado" ocorria por dentro dela. — Ou talvez uma meiga gatinha? — Ele inclinou-se para frente e lambeu as gotículas do colo de Jade. A língua quente e macia a fez estremecer. — Qual vai ser? — ele brincou, os lábios junto ao lóbulo da orelha feminina. — Tigresa ou gatinha? — Felinos têm garras — respondeu, irritando-se com o tom meloso da própria voz. — Tem razão — ele concordou e riu. — Mas ficam mansinhos quando são acariciados corretamente. — Para provar sua teoria, deslizou os dedos sobre o maiô. — Eu quero acariciá-la. — Deslizou, suavemente, a mão por seus quadris e coxas, até chegar ao joelho. O carinho a deixou arrepiada. Ela conseguiu sufocar um gemido... mas não a reação do seu corpo. A sugestão dele era e*****a, lasciva e minava-lhe qualquer tentativa de resistência. Despertava seus desejos mais secretos. E como ela desejava experimentar. Entorpecida pela escuridão e pela promessa dos olhos azuis de Kyle, Jade perdeu a inibição, dando lugar a um abandono que só conhecia nas coisas que escrevia. Suas fantasias. — Feche os olhos, meu amor — ele murmurou e beijou-lhe a nuca. — Sinta a paixão entre nós... Jade gemeu e se deixou levar pela deliciosa sensação. Ele aproveitou o momento de entrega total para beijá-la toda. A boca percorrendo sua pele, a incrível suavidade da língua... que a torturava languidamente. — Kyle... — ela balbuciou. Ele abaixou as alças do maio. O tecido molhado aderia à pele, porém ele retirava-o devagar, entre beijos e carícias. Fogo. O toque de Kyle a incendiava. E ele nem a tocara intimamente. Porém, seduzira-lhe a mente, o corpo e a alma. O perfume masculino a deixou entorpecida, com um anseio mais do que físico. Jade lutou para aplacar o desejo que a enfraquecia. Irritada por vê-lo dominar suas emoções. Furiosa pela resposta traiçoeira do próprio corpo. Desejava Kyle Stephens, mas a razão reprovava aquele sentimento. Era perigoso demais. Tornava-a vulnerável. Acuada e sem controle sobre a situação, ela o empurrou. Surpreso, ele tombou para o lado, permitindo-lhe a fuga. Jade mergulhou fundo na água e fugiu. Quando já estava sem fôlego subiu à superfície e Kyle não estava mais onde o deixara. Ainda devia estar sob a água. Esperou atenta. Mas ele desaparecera. Pôde constatá-lo ao ver que suas roupas tinham sumido. Ela tremeu, arrepiada. A única evidência de que não sonhara com tudo aquilo eram as pegadas molhadas em direção ao portão.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD