Capítulo 3

1044 Words
Falei para minha amiga Karen que eu estava grávida do amigo do namorado dela. Quando cheguei em casa, o Dom estava lá. Eu estava abatida, magra, muito para baixo. Ele foi perguntando o que estava acontecendo, todo preocupado comigo. Ele ficou em casa, pedindo para voltar, falando que me amava e eu com medo dele descobrir. Fiquei pensando em dormir com ele e mentir que era dele. Sentei e falei: - Você me ama? Ele respondeu que sim, muito, pedindo para voltar. Falei: - Fiz uma burrada e não sei como as coisas vão ser para a gente. Ele já ficou apreensivo, querendo saber o que era. Falei: - Estou grávida! Ele respondeu: - Não é meu, você não dorme comigo há meses. Falei que não era mesmo. Ele começou a fazer perguntas, eu não quis entrar em detalhes, falei que ele podia ir embora se quisesse, mas que eu não ia falar nada. Ele disse que ia ficar comigo, assumir o filho e voltar comigo. Aceitei, ele voltou a morar em casa, super me apoiou. O meu amante continuou falando que era operado, que não podia ser dele, virou as costas. Eu tinha 25 anos, o amante 36. Ele nem deu importância, tirou o corpo fora. Com o tempo, contei tudo para o meu marido. Chorei, sofri, o genitor nunca prestou, mexia com coisa errada. Só fui ao médico com 5 meses de gestação. A única condição do Dom foi que ninguém soubesse nada sobre isso, era o nosso segredo. A família dele falou muito m*l de mim, que devia ser de outro, e ele, do meu lado, mentindo, me apoiando. O Dom ficou do meu lado, me apoiando. Continuei trabalhando, escondendo a gravidez de todo mundo. Eu fiquei m*l, comia m*l, emagreci muito, fiquei pensando em como contar a todos. Comecei a investigar a vida do genitor do bebê, descobri que ele era noivo e já tinha um filho. Eu fui muito ingênua, mesmo me deixei levar, coloquei meu futuro a perder. O Dom ficou com pena de mim, eu estava no fundo do poço, acabada, e ele lá, me apoiando. Contei para minha melhor amiga Nat tudo, e ela não passou a mão na minha cabeça, mas como amiga, me deu um ombro. O amante sumiu. As poucas vezes que tentei conversar com ele foram sem sucesso, sem respeito da parte dele. Meu marido cobrava informações, eu não sabia o que dizer. Resolvi contar tudo, tudo, me abri, ele reagiu calmo, porém decepcionado. Eu pedi a conta do trabalho. Falei para ele que o pai do bebê não queria nada nem saber de mim. O Dom chorou muito e pediu um tempo, uns dias para pensar no que íamos fazer. Ele disse que me amava muito e não esperava aquilo de mim. Conversamos de noite, no dia seguinte ele chegou me chamando de amor e falando: - Vamos voltar? Eu respondi: - Ham? Como? Ele respondeu: - Vamos voltar. Falei que estava grávida. Ele disse que ia assumir o filho como se fosse dele. Falei que não daria certo, que ele ia jogar na minha cara futuramente. Ele disse que não, nunca, que a única condição era ninguém saber da verdade, só nós dois. Aceitei a proposta dele e fiz ele prometer que também nunca falaria a ninguém. Marcamos médico particular e o Dom só trabalhava ainda. Eu nem ligava muito dele viver longe, só tive muito medo de ficar doente de novo. Logo ele voltou a morar comigo e continuou como se nada tivesse acontecido. Ele falava que me amava, me dava carinho, atenção, pagava médico e nunca me tratou diferente, nem m*l. A família dele ficou falando fofocas, então ele disse que era para fazer DNA dos três filhos. A mais velha era o xodó dos pais dele, eles ficaram loucos, já desistiram de fofoca. Quando eu estava com uns 6 meses de gestação, o meu marido foi demitido. No mesmo mês, ele começou em um emprego novo, melhor, só que era muito tempo fora e o dobro do salário. Ele aceitou, com 3 filhos, era necessário o dinheiro, mas ele me deixava sozinha muito tempo... Meu marido me deixava muito sozinha por muito tempo. Me dava tudo, mas nunca estava lá para mim. Ele começou a trabalhar em um emprego melhor, ganhava duas vezes mais e era à noite. Então, eu dormia sempre sozinha e, quando colocava as crianças na cama, só pensava no vazio da minha cama. Faltava sexo um pouco, carinho, atenção, dedicação. Dinheiro eu tinha, mas e o resto? No começo ele trabalhava um dia sim, um dia não. Logo começou a ir todos os dias. Um dia achei que ele estava me traindo e fui seguir, mas eu estava ficando maluca, ele estava trabalhando mesmo. Até da família dele ele se afastou. Doía ter ele e não ter, eu queria mais, amar grande, um amor com fogos de artifício! No começo eu gostava dessa rotina de ter dinheiro para gastar e sem marido para incomodar. Eu gastava muito à toa, roupas para mim e para as crianças. Ganhei muitos presentes bons e até habilitação do Dom. Os meses foram passando, meu filho tinha quase 1 ano e era tratado como filho legítimo dele. Meu aniversário chegando, meu marido perguntou o que eu queria de presente. Falei que uma noite no motel, fazia muitos meses que não íamos. Falei brincando também que queria um carro igual ao que vi na rua, que podia ser vermelho. Faltavam duas semanas para o meu aniversário e não é que ele deu o carro? Eu estava me arrumando para o churrasco da família, ele chegou e colocou na minha mão as chaves do carro... Aceitei logo ir para o hotel com os cantores do show. Como eu estava bêbada, um deles foi dirigindo o meu carro. Quando chegamos na porta do hotel, eu desisti, percebi que iam querer ficar comigo e com ela, só que a minha colega entrou correndo. Falei que ia ficar esperando ela no carro. Fiquei mais de meia hora sozinha e o cara da banda veio bater na porta do carro, perguntou se eu não queria entrar mesmo. Falei que não, fui grossa até. Ele entrou no hotel e voltou com uma garrafa de whisky.
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