Medo.
Ao abrir a porta Luiza aparece por detrás da grande cortina creme, vacilo sobre os pés notando seu olhar sepulcral.
Todo mundo sente medo de alguma coisa, barata, avião, ladrão... Entretanto se esses medos tornam-se exageros fora de controle, são caracterizados como fobias, podendo detonar as pessoas de fora pra dentro. Perturbação, ansiedade, repulsa e o aparecimento súbito gera a fobia, isso descreve meu sentimento nesse instante por minha progenitora.
– Aquele carro não era de Austin – seu tom é sempre elevado comigo na ausência de testemunhas.
– É por que não era ele. Hoje fui...
– Quem era?
– Thor Telles.
– Por que Thor Telles te trouxe em casa? – se concorresse ao prêmio da mais bela frozen, teria vitória garantida. Aponta sua mão para o sofá marfim, indicando o caminho para uma longa conversa. Ando até ele sem vontade alguma e por fim, sento com os ombros tortos, a verdadeira postura da derrota. Com elegância forçada cruza suas pernas, apoia se em seu queixo e bate os dedos no rosto esperando que minha boca se abra para suas perguntas.
– Os Telles são meu primeiro, Teodoro me promoveu, o contrato foi um sucesso... - pronuncio em alta velocidade, as palavras saem desordenadas.
– Por que Thor Telles te trouxe em casa? – vislumbro qualquer sinal de paciência mínimo que seja. Em vão.
– Almoçamos junto – ela bufa inquieta –Teodoro, Thor e eu fomos a negócios. Mariah teve problemas com o carro – demoro antes de continuar temendo o que virá. – Telles se ofereceu pra me trazer.
– Foi isso? Mesmo? – as batidas do seu coração podem ser escutadas a quilômetros de distância.
– Sim.
– O que comeu? - d***a.
– Nada muito pesado.
– O que comeu? - Exclama.
– Mamãe pode conversar, não foi nada relevante, foi só uma entrada, o prato principal cordeiro assado, e... sobremesa. Comi pouco juro. – Seguro as lágrimas embalando a visão.
– Vá para o banheiro querida – indaga pausadamente com a falsa calmaria em sua voz.
– Por favor, mamãe, reconsidere, minha garganta está h******l, dói muito – levanto-me do sofá na tentativa de dar passos curtos pra trás e mudar o meu destino final. – Por favor?
– Vá para o banheiro – esbraveja autoritária – agora Layla.
– Por favor – já não existem forças para sela-las, lágrimas escorrem. – Está doendo muito mamãe, está infeccionada, você não me permitiu o remédio mais tudo bem, me de trégua, faço o que você quiser. – Na tentativa falha de escapar, Luiza agarra fortemente meus cabelos, arrasta-me até o banheiro e joga bruscamente na beira da privada, caio de joelhos sofrendo o impacto do empurrão. Oferece a escova. Encaro a suplicante. - Por favor...
– Agora.
Levanto determinada a dar um basta! Garganta seca, dificuldade de engolir, glândulas inchadas no pescoço e mandíbula, dores musculares, me dão coragem pra enfrenta-la, de pé, desafio apenas com o olhar afim de que não me machuque mais. No entanto, um estalo alto acompanhado do t**a no rosto esvai a coragem. Novamente sou agarrada pelos cabelos, meu rosto é levado até o sanitário. A escova forçada na minha garganta machuca ainda mais, uma, duas, três vezes. E o vômito vem.
Você imaginou como seria ingerir caco de vidro? E depois por pra fora? É assim que me sinto, a dor é cortante, o estômago se contrai, o ácido sobe, tontura, fraqueza. Não sei quanto tempo estou aqui, não ah mais o que vomitar.
Deitada no porcelanato frio, forço a mão contra o estômago, de alguma forma espero que isso contenha minimamente a dor.
– Você me faz ser uma vilã Layla, custa me obedecer? – sua voz é um zumbido alto. – Responde garota, custa? – mesmo que eu quisesse não posso me concentrar no discurso dela, dor, queimação, ardência, visão turva os sintomas impedem a convergência – quero saber o que seria de você sem mim? Estaria gorda, f**a. Eu te salvo, todos os dias, e como você me agradece? Tentando me enfrentar? Como se tivesse condições – debocha.
Começa com um espiro e logo se torna uma crise tosse, cada friccionada que a garganta faz aumenta o padecimento. Sem embargo, nem mesmo meus pensamentos podem organizar tamanha fraqueza física e emocional. Não sinto nada e sinto tudo ao mesmo tempo.
– Layla, Layla, te olhar assim, tão fraca, me dá repulsa. Vá para seu quarto. Sua cara de derrota me da ânsia. – Escuro, é tudo escuro por aqui.
♥♠
– A coitadinha está tão indisposta, já a entupi de remédios, nada resolve. – Abro os olhos lentamente, cheiro de alfazema cinge o ar. O clima é frio, entretanto estou descoberta e confortavelmente aquecida. Meu menino está aqui, e eu nos braços protetores. Sei que nada de m*l acontecerá pelo período em que estivermos juntos. Aspiro tudo que posso do seu cheiro e respiro aliviada.
- Oi.
- Oi doce – me brinda com sorriso raso no rosto.
– Vou deixar vocês mais a vontade, estou na cozinha se precisarem – Luiza até então não percebida por mim, defere suas falsas palavras. – Melhora logo filhinha – joga um beijo ao ar e sai do quarto. Tão doente, que causa pena. Pessoas com distúrbio alimentar vomitam tudo o que comem, o distúrbio é dela, e ela os faz em mim. Não me considero gorda, pelo contrário magra além do limite. Porém, não concordamos nisso. Obcecada por beleza, qualquer requisito da sua falta, seria o meu término com Austin, segundo sua vasta experiência.
– Liguei pra você... queria pedir desculpas Lay pelo meu comportamento infantil hoje. Sua mãe atendeu, contou do seu estado. Vim brincar de médico – um breve e curto sorriso desenha as covinhas que adoro ver. Gosto do jeito em que encontra graça nas coisas, até mesmo para explicar o fato de estar sentado na minha cama, comigo entre suas pernas, depositando beijos pelo meu cabelo.
– Que bom – deixar de fita-lo é impossível nesse instante tão pequeno. Rafael Austin emana p******o.
– Parabéns pelo contrato – Quebra nosso contato visual, sela nossos lábios por pequenos segundos, prendendo fortemente nossos corpos num abraço carinhoso – minha namorada é fod@ estou orgulhoso.
– Ah Rafa... – divaguei pensamentos. Tomada por uma enxurrada de sentimentos, aposto que tenho os olhos de alguém que achou um bilhete premiado. Conhecia o menino orgulhoso, esse que estava aqui era a versão melhorada, quase impossível de suportar sem suspirar. Abriu mão de uma de suas características principais por mim. – Obrigada, não tem ideia do quanto é importante pra mim.
Sua boca encontra minha testa demorando algum tempo lá. Fecho os olhos pra sentir o que as palavras não foram capaz de dizer. É simples, inédito, cotidiano, é Rafael, é Layla, existir, é sentir, esperar. É real...
Todo carinho transparecia na forma como seus dedos circulavam entre meus braços, não conseguia olhar, mas aposto que os olhos dele estavam fechados e assim como eu agradecia ao universo por estarmos envoltos nesse sentimento nectarino e puro.
– É de verdade doce.
– Eu sei. – Realmente sei, e é por isso que tudo que sou grita desesperadamente por ele. Mudo de assunto quando nota as lágrimas querendo descer. – Acho que preciso de um banho.
– Posso te ajudar com isso. – Não ah maldade na sua voz. Tem pouco espaço pra tal coisa com um corpo febril. Existe brandura, distinguindo lindamente a emoção que vem me tomando.
– Por que você é tão... bom?
– Porque você é gostosa, linda, te dar banho assim, doente, é um tormento, vai me deixar de bolas rochas. – Risadas me atingem em cheio, cinco segundos. São o suficiente pra ele estar de pé comigo no colo a caminho do banheiro. – Quantas vezes você cuidou de mim em?
– Foram muitos banhos gelados. – Afirmo pensativa. – E alguns quentes também...
– Bem quentes. – Aos poucos e como se fosse uma boneca de porcelana me despe, todo esse cuidado fazem algumas lágrimas brotarem, prontas pra sair, seguro-as lembrando da regra, nunca na sua frente.
Rafael lava cada parte do toco com maciez, toca, cuida, ensaboa, cheira, inspira, respira, eleva. Sem sorrir, mas também sem pestanejar, como se a mente se inundasse se pensamento sérios, quando o corpo sentia prazer. Todos os nossos dias, sempre o senti, agora eu não só o sinto, tenho a certeza, de que o vivo. Como não? É real demais, poderia ser qualquer outro, mas ele será o único no que depender de mim.
Muito cedo e tarde demais pra gente, toco seu rosto com os olhos fechados, desesperadamente preciso gravar cada centímetro seu em mim. Dentro da memória, daqui ninguém vai te arrancar.
Sem se entregar, sem se entregar – repito diversas. Não sabendo lidar com o fato de estar totalmente entregue, nos seus braços, no meu aconchego, no silêncio, ou no barulho torturante. Descomplica pra mim amor, não me faça te querer ainda mais do que anseio. Sem esforço, minhas pernas, braços, cabeça, totalmente a sua mercê. Sem resistência. Me leve amor, a febre pode até aumentar o delírio, contudo o seu amor é minha sentença de morte.
Escuro, é tudo escuro por aqui.
♥♠
Ouço os burburinhos, novamente de olhos fechados.
– Sim, o médico dela está a caminho Rafael.
– Já faz vinte e seis minutos que ela apagou caramba! Chame o hospital inteiro, chame o inferno, car@lho faça alguma coisa, se a porcaria desse médico não vir logo eu...
– Ele está chegando! Mas...
– Mas o que?
– Não temos como pagar, esses desmaios de Layla são comuns, se fossemos chamar médicos a todo o momento. – Ironia em forma de voz ecoa por meus ouvidos.
– Eu pago Luiza, tudo que ela precisar. Toda a receita, todo o car@lho, só faça alguma coisa, não posso sair do lado dela. Quanto você precisa, eu preencho o cheque?
– A visita desses médicos são tão caras, fazer o que né, eles são profissionais, quatro mil dá pra pagar até os remédios de um mês...
– Tome – barulho de papel rasgado.
– Obrigada querido.
Escuto um ruído eufórico tocar seus lábios quando o cheque provavelmente encontram suas mãos.
Devia dizer que não preciso de médico, que logo ficarei bem. Deveria contar a ele que o cheque não será necessário e negar sua ajuda. Mas eu sei exatamente o que vem com isso e com tanta dor no corpo não posso aguentar mais surras por hoje. Então egoísta e inerte deixo a boca fechada. E abro os olhos, contemplando o seu rosto preocupado.
– Doce, você acordou – mas são outras mãos que tocam, algo frio gelado. Estetoscópio, um senhor de jaleco branco examina-me não consigo ver bem suas características físicas, pois tem a cabeça abaixada.
– O que, aconteceu? – atordoada questiono.
– Você teve um desmaio querida, mas o doutor Rodrigo já vai te examinar pra verificar se está tudo bem. – Sua voz incomoda.
O senhor que está diante de mim não se chama Rodrigo e não é médico, é um encanador de quinta categoria, que presta os mais variados serviços pra ela.
– Dona Luiza, está tudo bem, foi um – ele demora um pouco parece estar procurando na mente alguma coisa, como uma frase a ser decorada. – m*l súbito, isso um m*l súbito e claro a pressão baixa. Apenas isso, não tem com o quê se preocupar, vamos lá embaixo? Vou receitar os remédios.
Está nervoso e soando frio. Um mentiroso mau caráter e ainda por cima covarde. Então só pode estar com medo que Rafael desconfie de qualquer coisa, meu namorado não é conhecido nas revistas e tabloides por ser clamo e não usar a força bruta, na verdade é bem o contrário disso.
E Rafael Austin o analisa com quietude levando em conta as palavras apressadas e um exame feito com estetoscópio apenas. Tem aquela cara estampada de "alguma coisa não cheira bem", mas para sorte de dona Luiza ele deixa passar.
– Claro doutor. Viu querido, não precisa se preocupar, Layla tem mesmo uma saúde de ferro, não é mesmo Rodrigo?
– Sim, com toda certeza. – Desconheço a mulher na minha frente cada dia mais. Achei que com o passar do tempo ela fosse melhorar, só que não acontece. Os dois dão as costas, e saem do quarto. Onde o ser humano chega pela ganância?
– Você vai ficar bem amor! Agora precisa comer alguma coisa, me diz o que quer? – até a saliva que devolvo, está difícil de ingerir.
Mais mentiras? Não posso. Se continuar desse jeito... Seu celular toca. Interrompendo meus pensamentos.
Ele desliga.
Toca novamente.
– Pode atender.
– Diego, estou com Lay agora, não posso falar.
Seu rosto se desconfigura.
Sua cor muda de alvo para enrubescido e logo chegará a vermelho vivo.
Mãos trêmulas acompanhada de suor na têmpora bonita. Sei que ouviu algo em que não gostou, meu coração se aperta de aflição.
– m***a qual site? – Aguarda. – É uma montagem mano, ela esta aqui minha na frente. - Escuta, digere, retruca. - Esses urubus da mídia distorcem tudo. Layla é uma figura publica e querem noticia, apenas isso. – Ouve, com atenção. – Vai se f0der Diego.
– O que foi? – Pergunto ansiosa, tentando me sentar na cama com dificuldade. Tudo em mim dói. Seus olhos estão concentrados em alguma coisa na tela do celular. E os sentimentos que atordoam sua mente nesse instante foram tantos.
Nervosismo.
Tristeza.
Raiva.
Medo.
Eu podia te decifrar eu conhecia tuas faces, tão bem quanto você as minhas.
– Onde você estava com Thor Telles? – continua vidrado no celular.
– No restaurante LePaê! E não foi apenas com Thor, seu pai estava lá, foi profissional, o que está acontecendo Rafa? – Aflição vai se abrigando em mim.
Joga seu telefone pra mim. Pego e observo, chocada.
Socialite Layla Gianini em encontro amoroso com milionário Thor Telles. Será que a nossa it'girl preferida está de caso novo? Deixará o herdeiro único dos Austin para ingressar em um relacionamento com CEO das empresas Telles? Afinal depois de cinquenta tons os CEO'S passaram a ser moda, e todo mundo sabe que a nossa querida amiga, sempre anda na moda. De qualquer forma, foi uma boa aposta. Layla nós te adoramos.
Uma foto minha e de Thor no restaurante. Comprometedora até pra mim, nossas mãos estão juntas num carinho tremendo, olhares fixados um no outro. Quando foi que a gente ficou assim? Caramba. Pipocas estouram em minha mente, tento lembrar-me do momento, foi tão divertido e foi só isso. Amizade entre homem e mulher pode existir, mais a foto demonstra o contrário. Rafael está perdido, seu olhar está longe mesmo estando de pé olhando algo da janela no meu quarto.
– Rafael tá tudo errado, não foi assim, não é montagem, mas não foi assim...
– Como foi então? – sua raiva flutuante me atinge, engulo a seco e tento dar a melhor explicação possível.
– Seu pai precisou socorrer Mariah, foram alguns minutos sozinhos apenas, até a sobremesa chegar, ele só me parabenizou, foi respeitoso. Telles não deu em cima de mim. – O que não deixa de ser verdade, ele foi gentil e educado a maior parte do tempo.
Tem uma coisa que Rafael Austin não era, é ingênuo. De longe ele percebe o perigo, se uma fagulha o ameaça, ele aniquila sem pensar duas vezes. Todos os pretendentes que tive durante nosso tempo juntos, foram aniquilados, sem dó, nem piedade. Minha beleza nunca importou aqui em Longine, para um cara pra se aproximar de mim teria que ser além do corajoso. Dois se aproximaram, um parou no hospital, o outro foi embora da cidade.
– Não vou te perder pro Telles. – Amarga sua voz corta o silêncio. – Nem pra ninguém.
– Não existe chance, pra disputa. – Levanto seguindo em sua direção, abraço-o pelas costas.
– Nunca o deixaria ganhar. – Segura minha mão, prendendo-a em seu peito.
– Caso houvesse um jogo só teria um vencedor anjo, você. – Preciso que vença logo.
– Posso perder tudo, o dinheiro, a fama, os carros, o sobrenome, aguento tudo, mais você não doce... – Sinto um presságio. Dor emana da sua voz. Vira-se de frente pra mim, suas mãos grandes agarram cada lado do meu rosto, tenho duas safiras verdes me encarando. Pronuncia pausadamente. – Você. Não. Doce. – Por fim nos beijamos. Não é um beijo calmo nem delicado, é possessivo, preciso, sua língua toma cada parte da minha boca, enlaço seu pescoço prendendo no meu abraço, colocando ali uma placa de vendido. Pertencente. Usucapião.
Um beijo tão cheio de urgência, que me trouxe uma memória antiga:
"Há três anos discutimos por conta do seu gosto absurdo por carros, corridas e a velocidade excessiva em que usava. Um motivo fútil para o fim, e pra mim era o ápice de tudo. Não aguentaria mais um segundo se quer daquilo, nem que Luiza me amarrasse num carro eu o perdoaria. Ele transou com Longuine inteiro só pra contrariar.
Era o aniversário de um amigo em comum, ele iria, Ana me obrigou a ir. A primeira pessoa que vi logo ao entrar na festa, foi o maldito, com outra garota, Isabelle, tinha se aproximado de mim pra chegar até ele. Conseguiu.
Cada segundo da festa me fitava debochad@, como se ao lado dela tivesse o presidente da América com seu nome tatuado na testa. Podia estar agarrando meu ex, futuro namorado. Todavia, não me derrotou, dancei, cantei, me diverti horrores, mostrei pra todos, que Layla existia sem Rafael.
Um carinha se aproximou, dançamos meia musica juntos, não deu nem um minuto Rafael arrancou de cima de mim, aos s0cos e ponta pés, foram preciso 4 garotos para freia-lo, ainda não era o suficiente já que o nervosinho me pegou pelas pernas jogou por cima do ombro, dizendo que a festa tinha chegado ao fim.
Isabelle tentou para-lo e buscar uma explicação, tudo que o i****a fez foi mandar ela se f0der, em quanto eu socava com toda força as costas dele. Mas gostei muito do fato dela não conseguir consumar seu maior desejo. Ter Rafael Austin entre suas pernas.
"Tchau Isa" sorri debochad@, pode ser um grande defeito que eu tenha.
Nem adiantavam tentar, elas fracassavam e acabariam apenas com um coração quebrado pro resto da vida. Não que me orgulhe disso, de ser a garotadele, pelo contrário, Austin tinha essa essência de conquistar, iludir, destruir, numa cidade onde todos o conheciam, tudo girava ao seu redor, tudo era dele. Mas ali estava, eu, seu maior desafio. Um desafio que o menino loiro, tinha necessidade de vencer.
Ana desesperada atrás da gente, toda galera gritando loucamente, apreciando o show.
Naquele dia estressante Rafael entendeu, que eu viveria sem ele, mas ele não suportaria mais um dia se quer sem mim.
Desde então nunca mais no separamos, as brigas vinham e iam e continuávamos juntos. As garotas passaram a não ser notada por ele independente da saia ou curta ou o grande decote. As festas só eram frequentadas caso eu estivesse do lado."
Foi dolorido, mas por no fim eu ganhei sua fidelidade, sua amizade, seu respeito somente quando eu ameacei tirar tudo isso dele.
Infelizmente algumas pessoas são assim, elas precisam perder, pra notar o valor de algo ou alguém.