Capítulo 2 - Homens

3225 Words
Homens bonitos impressionam, inteligentes fazem acreditar que a humanidade ainda tem chance, de olhos claros dão fome, altos lembram segurança, intelectuais calmaria, mas os cheirosos, há os cheirosos, com aquele gosto de bom dia, automaticamente a cabeça loira surge no pensamento, usar esses adjetivos para descreve-lo foi quase possível, veja bem, quase. Pelo simples e pequeno detalhe imperceptível, se levarmos em conta que ainda não se tornou homem por completo, aquele corpo, olhos, mãos, barba por fazer, tudo em si formam a figura máscula, a qual agradaria qualquer ser do s**o feminino. Porém infelizmente, imaturo e inseguro, tornam o d***o loiro, num menino terrivelmente carente... Estar nessa reunião importante, primeira de outras que virão, desde que não fracasse, leva meu raciocínio lógico a clara conclusão, esses pensamentos malditos devem ser sepultados do intelecto brevemente para que tenha sucesso no findar, entretanto quando vejo um homem bonito, inteligente, cheiroso, minha mente viaja para Rafael, interligando todos a ele, e nenhum a cima dele. Fatigante concentração nas dúvidas de Thor, analiso rapidamente a base do contrato, posso entender sua necessidade urgente em apenas um tópico, despertar o interesse da família nos negócios. – Prezados, acho negativa a ideia, deveríamos acreditar nas empresas medianas... – Inicio discursando crendo fielmente na tese a qual acabei de criar "esperança é a primeira que nasce", em tudo e para tudo é necessário à existência de esperança – os senhores investiram tempo, dinheiro, paciência, juntas totalizam dezoito por cento do capital da corporação Telles, aniquila-las poderia ser a solução mais rápida... – Thor escuta com atenção, olho no olho, postura profissional, já Roberto tenho em vista que está mentalmente bem longe daqui. – Quero agilidade! Cansei dessa dor de cabeça, pouco comprometimento dos funcionários, pessoas desqualificadas... – Interrompe – Layla, querida, arrume um meio legal de fechar essas empresas, sem mais transtornos. Transforma-las todas em uma só, quem sabe? Poucos funcionários, burocracia reduzida. Claro não vamos deixar as pessoas nas mãos, uma boa indenização talvez? – Compreendo perfeitamente, no entanto como teria total certeza que uma grande empresa lucraria o mesmo que doze de porte médio?   Enfrento seu olhar com dignidade louvável se levar em conta meus nervos a flor da pele, imagine só, uma advogada de vinte e dois anos de idade, com mais de um metro e meio de altura, num contrato extraordinariamente lucrativo, ousando induzir um verdadeiro gigante no mundo dos negócios a investir em empresas praticamente a beira da falência? – O que sugere?  Encara tão autoritário, que o sangue circula incorretamente por entre as veias. Posso encontrar desfiado, paciência e até certa malícia nas pupilas azuladas. Calafrios surgem no início da espinha, subindo torpemente pousando no estômago. Gotas de suor na têmpora aparecem disfarçadas demonstrando o nervosismo formado e em ação devastadora dentro de mim. Aquela troca de olhares furtivos estava torrando qualquer estabilidade. – Sugiro que o senhor invista em treinamento qualificado, incentive os profissionais se formarem na área que exercem, cote uma faculdade consiga desconto razoável para empresas, ofereça cinquenta por cento de bolsas. Ás vezes soluções rápidas, lhe traz vantagens caóticas, financeiramente quebradas – pronto, falei! E desta forma posso estar preparada psicologicamente para uma carta demissional, ou quem sabe na melhor das hipóteses, um dígito maior no holerite mensal.  – Quer investir meu dinheiro, nessas empresas falidas, cheia de pessoas desmotivadas? – Arqueia suas sobrancelhas, fitando-me com nítida rigidez, ainda assim sua visão demonstra um brilho turvo, dando a entender que pode concordar comigo, lhe falta apenas persuasão.  Thor é o Telles mais velho com 32 anos, multimilionário sócio proprietário de redes empresariais gigantescas. Minimamente falando baseada em nossa conversa, o problema X da questão, é o tamanho demasiado do peso que sozinho está sendo obrigado a carregar, levando em conta os dois irmãos.  Roberto está presente totalmente focado no celular de última geração, faz dele um p*u mandando alguém sem autonomia, claramente seu intuito era apenas agradar o irmão, não se interessa no que faz. Eduardo, o irmão caçula, líder de uma banda de rock não tem a mínima pretensão para assumir um dia se que negócios de família.  O que parece incomodar Thor em grande escala, consequentemente atraindo-o a se desfazer das empresas por que mesmo sendo um ótimo empresário, isso não o torna onipresente. A lâmpada acende mentalmente, sabia o que tinha que fazer. Despertar o interesse de Roberto para com as empresas. – Exatamente! Seja motivação deles, ofereça promoções pros funcionários qualificados, acredito que grande parte dessa responsabilidade o senhor poderia dividir com seu irmão Roberto - ganho atenção dos dois Telles – o olho do dono engorda gado, já ouviram esse ditado popular? – Temos apenas um simples problema Layla, meu irmão é muito perfeccionista, nenhum funcionário o agrada. É tedioso trabalhar com uma pessoa assim. Não sei se aguento muito tempo.  Bingo! Sentimento de inferioridade, Roberto não se acha capaz. _Funcionário não, mas que tal um sócio? Que é o que você é, se Thor quer perfeição dê isso a ele e faça melhor – entusiasmo, sou puro entusiasmo – bom o desafio está lançado, por hora o que a corporação pode oferecer a vocês, é uma pesquisa de mercado, com o que pode ser melhorado dando a influência do investimento como tempo e dinheiro nas empresas, gráficos das margens de lucro, apostando num grande crescimento – mordo o lábio, com certa dificuldade de pronunciar as próximas palavras "seja o que Deus quiser" – ou o total de despesas com contratos, desculpem a palavra – êxito – mas... vergonhoso de falência.  Estou sendo analisada, os dois Telles se observam entre si, e pasmem, apenas olhares acompanhados de um simples mover positivo de cabeça, fazem a devida comunicação. Isso é um tipo de sentimento quase desconhecido por mim. Esperar por uma resposta dessas, dói na alma, instiga os pensamentos mais perversos como pular de um prédio, entre outros, cada mísero segundo passando em câmera lenta, sou capaz de desenhar na linha do tempo um auto eletrocardiograma subindo e descendo. – Aceito o desafio – solto a respiração presa, coração volta bater e agonia cessa. Consegui. Roberto está empolgado gostou de ser desafio na frente do irmão, vai mostrar o quanto é capaz. Fico feliz saindo ilesa no primeiro contrato. Com isso a empresa lucrará, os Telles com certeza também, levarei alguns créditos, cabeça erguida e peito inflado, coisas pequenas tornam-me grande o suficiente pra sentir auto orgulho.  Golpe de sorte. Ou não. Eu consegui. Acho apolíneo o intrigante jeito de se multiplicar, desenvolver e mudar o brilho nos olhos dele, Thor aparenta ser quase um pai amoroso quando vê o filho se nascer? Ou como deveria ser. Dá alguns tapinhas na costa do irmão e sorri grande. – Eu sei que as empresas estarão em boas mãos meu irmão – trocam um mover cúmplice com a face.  Não posso deixar de sorrir, viver o sentimento alheio não é uma tarefa fácil quando se tem sobrenome Gianini, mesmo dessa forma, sinto a ardente honra a qual um irmão tem pelo outro.  – Muito obrigada Layla, foi um prazer negociar com você – concordo. Telles menor levanta-se estende a mão, dou a volta na mesa e cumprimento apertando fortemente, reconheço a vibração empolgante. Seu telefone toca, novamente viaja para longe, aprecia o nome recém-surgido no celular com tanto carinho, imagino a importância que o ser humano do outro lado da tela tem pra ele. – Licença – Roberto se apressa em sair da sala pra atendê-lo. – Obrigado, acho que você conseguiu entender, resolveu toda a situação aqui senhorita Layla – seu semblante sério me analisa. Sabe aquele homem que olha pra você constrange e conquista ao mesmo tempo? Desperta curiosidade, alegria, até mesmo audácia? – Confesso que não estava preparado para esse resultado – pausa, aprofundando com intensidade seu olhar sobre mim, surge um súbito ânimo de correr, escondendo-me quem sabe doa menos aquele efeito – Nem para você. –  Respiro fundo, uma, duas, três, controlando lentamente o ar dos pulmões, sua proximidade recente tem causado esse impacto. – Teodoro pediu pra que te desse uma chance, com a pouca idade achei difícil conseguir nos atender, muito menos com a magnitude que o fez.  – A idade não revela a competência de uma pessoa, mais agradeço o elogio senhor Thor –  Alinho minha boca em uma camada fina, vagando em maldosos e inusitados pensamentos de como seria o contraste do excesso de músculos, por de trás do terno caro. – Vou elogiar Austin sem esquecer-se de dizer que não estava engado, nos ofereceu a melhor advogada conselheira dessa empresa, quero fechar um contrato de exclusividade com você senhorita Gianini – enfarte, quase tive um enfarte. Tanto pela exclusividade que a corporação Austin nunca conseguiu, como pela entonação da voz "SENHORITA GIANINI" Thor Telles deveria vir com um aviso, "cuidado cardíacas, sou terrivelmente sexy" conjecturo rapidamente, que ainda assim seria difícil – Acertamos os detalhes na próxima reunião, podemos almoçar na quarta, as doze?  – Para mim, está perfeito. – Novamente seus dedos encontram minha pele, levando as mãos trêmulas de encontro com aquele pedaço de carne vermelha macia que alguns chamariam boca, no meu vocabulário prisão, onde suavemente deposita um pequeno beijo. Que diabos esse Telles tem com beijos na mão? Isso são modos do século passado, suspeito de tendências vintage vindo por ai. – Gostei muito de te conhecer – certamente o sentimento é mútuo querido, venha sempre para uma xícara de café. Aquele sorriso confiante em seu rosto confirma o prazer. – Até uma próxima, L A Y L A – Diz meu nome como se tivesse experimentando-o em sua boca, transformando em exatamente nada meu equilíbrio mental. Acompanho o até porta, com passadas lentas, andar rápido é complicado, quando sua estabilidade está comprometida. Repentinamente, a porta é aberta, minha mão não está na maçaneta, sequências cardíacas se elevaram, firmo meus pés sobre o salto orando em silêncio pra não termos uma crise.  Olhos verdes em mim. – Você não aten... – olhos verdes em Thor. Cara de interrogação.  Rafael Austin nunca foi reconhecido por sua calmaria, estourado, ousado, inseguro e ciumento, foram raras às vezes em que me viu com um ser humano masculino do lado, nas poucas simplesmente enlouqueceu. Nunca dei motivo, ou se quer fiquei com outra pessoa em minha vida, logicamente observei inúmeras bundas masculinas e quase iria fazer isso com Thor Telles, mas não fiz. Thor o encara na mesma medida. Vá embora Thorzinho – grito em silêncio. Meu subconsciente diz que de 'zinho' não tem nada, agora zão, cairia bem melhor. Um pontinho loiro afirma que Ana tentou freá-lo antes de abrir a porta como se pertencesse a esse lugar. Realmente pertence, enfeita até um cemitério com seu ar onipotente, dificilmente existirá algum recinto na face da terra onde não exista espaço que fique mais agradável com sua chegada. Sabe aqueles instantes que passam em câmera lenta? Pausadamente? E cada milésimo de segundo é decisivo? Como um jogo do Brasil na copa do mundo. Esperança! Você nunca perde a esperança de que não de uma m***a da grande, lembra-se de orar, começa a fazer pequenas promessas... Geralmente o resultado é 7 a 1. Ninguém comemora o gol de número um. – Mas que porr@ – Por cima da sua voz, escuto um gongo salvando meu contrato. – Thor meu amigo – Teodoro Austin aparece genialmente. Essa porta mesmo grande é pequena demais para cinco pessoas. Ana nota isso saindo de fininho, Teodoro cumprimenta um de nossos clientes mais nobre. – Vejo que já conheceu meu filho Rafael – olhares se cruzam, sem vestígio mínimo de que ambos queiram uma amizade.  Um minuto de silêncio. Thor digere, Rafael digere. O sangue não circula corretamente, posso sentir minhas mãos congelando, nesse instante outra á aquece. O namorado segura junto à dele. – Layla é tudo, e um pouco além do que o senhor me descreveu – sua mão usa uma força desnecessária na minha, acaricio disfarçadamente, ainda não olhei seu rosto, por medo do que vou encontrar, imagino que esteja incomodado, está em uma briga interna com seu ego, pra não estourar. Thor leva a mão até o meu ombro e o toca, para me apresentar a Teodoro. Com uma i********e desnecessária para o momento – Essa senhorita vale ouro, quero ela comanda nossa equipe de advogados – Ignorando Rafael, e as apresentações, a tensão é palpável, d***a eu estava indo tão bem. – Vamos analisar a proposta. Sabia que não se decepcionariam –Teodoro sorri pra mim, segue em frente, Thor se despede com um aceno de cabeça, um sorriso de canto, fita o elo que nossas mãos se formaram debochadamente, acompanha Teodoro a caminho de sua sala. E em menos de um segundo, puxo Rafael pro escritório, fecho a porta. Solto sua mão, me afasto pra olhar suas expressões. Pulmões ardem, lembrando-se de respirar, apenas um desvio de olhar, é suficiente pra perder o foco, seu rosto é bonito demais pra minha própria sorte. – O que você pensa que tá fazendo aqui? – Raiva, angustia, carinho, sentimentos borbulhando. – Você – Seu tom é acusatório, se aproxima, e me afasto – desligou – um passo pra frente, um pra trás – o telefone na minha cara, não atendeu mais a manhã toda, Layla pelo amor de Deus – encurralada, procuro qualquer ponto da sala pra não encarar a muralha na minha frente, mesmo com saltos quinze não sou páreo para seu tamanho, suas mãos estão uma em cada lado do meu rosto, obrigando a encara-lo, sua boca está muito perto e longe demais – Eu chego aqui, Ana quer me impedir de entrar no seu escritório, a porr@ do Thor Telles está aqui dentro sozinho com minha namorada. O filho da put@ estava duro –  seu tom é elevado, mesmo que esteja a centímetros de mim. Abro a boca pra tentar intervir, mas ele continua. – Imagina o quanto me controlei pra não socar aquela cara de burguês dele? E... –  ouvidos blindados, estou ocupada demais respirando o mesmo ar quente, examinando detalhadamente essa boca vinda do céu, desenhada a mão pelo próprio Deus pra mim. Passa um lábio no outro, os deixando entreabertos. Convite perfeito para cessar a briga da melhor forma. Não me resta nada, a não ser tocar seu lábio com o meu. Algodão doce. Perdida num mar de algodão doce, ir profundo, voltar à superfície, continuar nadando e estar parada, tudo ou nada, infinitamente instável. Se jogar do décimo andar tranquila, por que lá embaixo é um mar de algodão doce. Medo e desejo, emoções paralelas terrestre, marítimas e flutuantes, de repente é tudo ligado a nós dois... Parece tão certo estar nas pontas dos pés, apenas para alcançar o céu. Meu céu, seu rosto, seu cheiro, seu gosto.  Não tem momento certo pra incendiar sou o pavio ele é o fósforo. Respirações aceleradas, olhos fechados. Ele me sente, me inspira e aspira para dentro de si.   – Primeiro, eu estava atrasada – prendo o lábio superior, solto, as palavras saem lentas arranhando a garganta: – Segundo esse é o dever de Ana, ninguém tem permissão de atrapalhar minhas reuniões, nem mesmo um gostoso vestindo gola polo – abre os olhos, pupila dilatada, braços deslizando por toda lateral do meu corpo, que nessa ocasião é tão seu, sou puxada bruscamente e segurada pelas coxas que abraçam a cintura do loiro. – Terceiro, acabei de fechar meu primeiro contrato com os Telles. – Maldito gemido empolgante escapa, o par de esmeraldas pensativas examinam a mim com calma, entretanto desejoso demais pra raciocinar qualquer coisa momentaneamente que vá além do meu corpo...  – Uau! Meus parabéns! - Finaliza apressado. – Agora vamos comemorar – sua voz entre cortada revela o desejo que se compara ao de uma chocólatra diante daqueles brigadeiros gourmet. Seu corpo se conectando ao meu tão... próximos, únicos. Numa brigada constante de boca, lábios, línguas, toques, gemidos, estamos na contra mão em alta direção próxima a colidir... Entraríamos em erupção.  Contudo fomos interrompidos pelo abrir da porta sem uma batida prévia. Sou colocada no chão à contra gosto, recebendo um revirar de olhos verdes.  _ Porr@ Ana – nitidamente desconfortável acalma o volume da sua calça descaradamente, coitadinha da loira que examina a cena de soslaio, logo em seguida transforma-se num tomate. Somos três crianças pegas no flagra roubando doce de aniversário, escondido dos pais. _Eu... eu, só vim avisar que seu o... O... seu Austin está vindo – A mulher fala apressada e trêmula. Antes ela do que o chefe. Certamente imaginou como sua amiga acalmaria o nervosinho que à atropelou pra vir ao meu encontro. Quis me salvar, sempre tão prestativa e cuidadosa! Eu já disse o quanto devo a Ana? – Obrigada – ando arrumando a saia, em direção a mesa central, o sorriso do anjo é s****o e orgulhoso ao mesmo tempo por notar o trabalho que estou tendo para arrumar o tecido n***o. Teodoro Austin aparece assim que Ana cruza a porta.  – Rafael – seu tom é sempre duro para com o filho. – Papai – abaixa a cabeça, senta se jogado no confortável sofá de couro preto colado a parede do meu escritório. Teodoro não o olha vem direto a mim ocupa elegantemente uma das cadeiras de frente pra minha mesa. – Querida você foi excelente, só elogios Layla, o contrato é seu – sorri orgulhoso – você irá da suporte a Ana essa primeira semana, que precisará cuidar sozinha da minha agenda. Telles tem aproximadamente 180 empresas, entre pequenas e médias, apenas dentro do estado, você precisará de uma boa equipe para dar todo o suporte necessário, pela primeira vez em 12 anos conseguimos exclusividade com os Telles Layla, o seu primeiro contato com um cliente gerou isso menina, o seu futuro é promissor – Levanta, o acompanho, estende a mão e eu aperto num cumprimento, me puxa para um abraço com leves tapinhas nas costas. Gosto breve de felicidade, açúcar, tempero e tudo que a de bom no mudo salivando em mim. – Obrigada doutor Teodoro, eu estou complementarmente satisfeita, vou me esforçar para honrar esse contrato. – Eu sei que vai querida. Almoça conosco? – Me surpreendo com o convite, olho pra Rafa com um sorriso cúmplice, seu pai perdoou o seu quase comportamento infantil que não se concretizou. – Claro.  – Telles está esperando, está pronta? Vou pegar minha pasta – sai da sala. Meu rosto se desconfigura, isso foi uma forma de castigar meu menino, que almeja por cada segundo de atenção que o pai lhe dá. Fecho os olhos com força espantando a raiva que me toma, preciso ir, é importante pra mim. Olho pra Rafael e apenas concretizo a decepção estampada em seu rosto, amargura. Como sou covarde. – Tudo bem pra você? – Claro. - Sei que não está. Sua boca bonita se transforma em uma linha fina, não sou forte o suficiente pra olhar por muito tempo, sua tristeza se torna a minha também. REGRA NUMERO 8: VOCÊ SEMPRE EM PRIMEIRO LUGAR. Não posso esquecer as regras. Não posso esquecer as regras. O jogo precisa acabar, logo. Antes que eu acabe com meu coração. Pequenas coisas são mais doloridas do que ver seu prometido, perdido. Seus olhos verdes estão inexpressivos. Ele vai embora, só vai embora, e eu deixo o ir... Telles e Austin pai me aguardam.  
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