CAPÍTULO QUATRO

1418 Words
Narrado por Freya: ──────•❥❥❥•────── Quando Zion tirou a venda eu pude ver várias luzes dançando sobre nós ele pediu para um dos Dayones que controlavam animais por vagalumes sobre nós, o céu estava escurecendo mais, o vento frio balançou os pinheiros vermelhos que cercavam a floresta. Ele se ajoelhou perante mim aquecendo meu coração com seu sorriso largo. — Eu me lembro quando descobrir que eu amava você Freya, foi a primeira vez que esqueci dos meus medos e fantasmas, você estava me ensinando a pescar e simplesmente me deu a maior bronca por ter posto o anzol errado. Naquele dia eu jurei que te roubaria para ser minha rainha... Ele tirou uma fita amarrando em seu dedo anelar, ele estava me pedindo em casamento como os antigos fazia, eu corei na hora. Nossos país pediam em noivado amarrando o laço no dedo anelar simbolizando que de ali em diante haveria — Foi a primeira vez que consegui senti paz. Você consegue ouvir o meu silêncio, consegue ser meu lar, meu pedaço de casa. Você me faz ver as luz mesmo com o céu apagados. Por essas e por mais de um milhão de motivos, quer se casar comigo? Eu já estava chorando antes mesmo que sua boca se abrisse. Ele perguntou e meu coração sem dúvidas falei ''Sim'' Enrolando o outro laço em meu dedo anelar tremulo, eu sentia o peso daquele ''Sim'' mas falaria mesmo se não pudesse, eu o amava. Ele agarrou em minha cintura beijando o meu pescoço, sentir-me arrepiar quando ele me abraçou, vi alguma pessoas nos espreitando sobre os pinheiros vermelhos. Eu sorrir, mas esse sorriso se desfez quando vi Aron seu maxilar estava trincado, não expressava alegria como os outros, Zion me suspendeu e me girou, sentir-me tonta agarrei em seus ombros. — Eu amo você, só você! — Agarrei suas bochechas, olhando em seus olhos escuros. — Eu sei, e eu te amo. Nós vamos ser felizes eu prometo! — Ele disse em meu ouvido me colocando no chão. Tento focar nesse momento sabendo que momentos assim são preciosos, ele encostou a boca quente na minha. Quando nossos olhos começam a estremecer com o beijo, ele sussurrar que me ama. Com o simples ato ele parece ativar, mil borboletas em meu estomago. Suas mãos em minha nuca, meu coração acelerado. Ele entrelaçou as mãos na minha, beijando o peito da minha mão. Eu suspirei sorrindo largo caminhamos até onde estava a fogueira, minhas amigas vieram e parabenizar, colocando uma tiara de flores em minha cabeça. Mas, ali entre todos eu não conseguia expressar um sorriso genuíno isso por que os olhos de Aron pareciam me percorrer por onde eu iria. Andei até a sopa a mechando com a colher, há tempos o sol não brilhava daquela forma e as ruas mudaram de aroma, isso me fazia gostar ainda mais do cheiro das comidas, meu ensopado era péssimo porém eu podia ajudar mexendo o que já estava preparado. Aron veio especiosamente até mim, seus passo eram pesados, tinha uma facha branca amarrada firme ao braço. Fechei os olhos e senti meu coração pulsar forte exatamente como vinha evitado. Sentir o peito doer subitamente, a voz falhar e os pensamentos se perdem, todo drama engessado em minhas veias me fazia suar de culpa. Lembrei do olhar dele, de como nem precisava falar ou explicar qualquer coisa: ele me conhecia. — Então, você vai se casar com ele. — Sim! Eu o amo. — Eu sorrir, mexendo a sopa, focando em seu aroma salgado. Ele subiu seus lábios inferiores, me encarando. — Não sei se parabenizo ele ou você por serem tão estúpidos. Reviro meus olhos. — Está com inveja? Ache uma namorada e se case. Um ar de tensão se espalhou, olhei e ninguém olhava para nós todos iam pegar sopa no caldeirão de Elizabete, claro que não viriam no que eu estava mexendo, vou ter que especificar que não foi eu que fiz a sopa ou ninguém comera o caldo desse caldeirão. — Não, eu não posso me casar. Não no meio de uma guerra, não posso me arriscar a trazer uma criança para esse mundo.— Ele passou a mão pelos cabelos ruivos claros. — O que houve a pouco tempo não significou nada para você? — O mundo é muito grande Aron, a mais vida lá fora. — Estreitei meus olhos. — E aquilo foi um erro. Trate de me esquecer, não me deixe mais ser lembrada por você da forma que você falou que sempre lembraria. Eu só vou passar pela sua vida como uma dessas cicatrizes que você esquece que tem. Ele andou até mim ficando próximo demais, achei que meu coração iria estourar de nervoso. — Eu só quero sopa. — Atrapalho alguma coisa? — Julian interrompeu nossos olhares, eu suspirei o olhei para ele. — Não! Nada. — Eu voltei meus olhos para o meu irmão, estampado aquele sorriso falso. — Eu vim parabenizar a minha linda irmã! Que só não é mas bonita do que o irmã claro. Ele veio até mim e me abraçou forte, tão forte que daria para houver meus ossos estalarem, minha irmã tão tinha modos, muito menos falava muito bem, como eu o conhecia sabia que aquele abraço era sua forma de dizer que me amava e estava feliz por mim, quando saí do abraço Aron já não estava mais perto de nós. — Nem acredito que vai ser uma mulher casada, muito menos uma futura rainha. Papai ficaria orgulhoso. — O polegar dele fez carinho na minha bochecha e depois a puxou. — Você sabe que haja o que houve eu vou sempre estar aqui. E eu sabia, Julian me criou desde de que nossos pais morreram ele tinha treze anos quando nossos pais faleceram e eu oito, teve que amadurecer rápido demais eu costumo pensar, aquela guerra deixou marcas em todos nós, nos tirou algo, sinto que meu irmão perdeu a voz nesses anos. Sempre calado, treinando, pensativo. Me perguntava se teria sobrinhos com ele agindo daquele jeito e expulsando qualquer mulher do acampamento, o abracei e formos até todos quando vi estava tão exausta que m*l podia andar. Porém, estava feliz antes de nos recolhemos alguns para suas tendas e outros para as arvores. Abigail propôs um brinde. — As noivos eu queria dizer que estou feliz demais! Você será uma bela rainha e uma ótima esposa, claro se tiver criados para cozinhar... — Ela gargalhou assim como todos, seus longos cabelos castanhos claros estavam presos em um coque, seu bracelete de outro estava em seus braços assim como seu colar de rubi que ela sempre carregava. — Ironias a parte! Eu sou muito feliz em ver essa união! Que a deusa Shay cuide de seu casamento assim como protegeu os rios e nos manda chuva, que todos possamos lembrar que o amor deve ser comemorado pois não se pode se esquecer do arco-íris só por que estamos em uma tempestade. Aos noivos... Ela levantou a taça, todos levantaram junto sorrindo, a música começou a tocar novamente, eu entrelacei os braços nos ombros do meu noivo que sentada em seu colo. Quando Aron levantou de forma firme batendo palma no ritmo da música. — Eu queria parabenizar os noivos! Em especial o noivo que fez de tudo para tirar a noiva de mim, seu melhor amigo. Engoli seco, Zion fechou os punhos se mexendo de onde estava sentado. Aron me olhou a música foi ficando mais alto. Lia que cantava aumentou a voz também, mas as pessoas já focavam os olhos atenciosos nele. — Ao noivos! Ele se virou andando com passos firmes e pesados como os de sempre até sua tenda, eu joguei o ar que prendi de nervoso. — Eu vou falar com ele! — A voz grossa de Zion, soou em meus ouvidos, minha mão pousou em seu peito o impedindo de levantar. — Não! Você só vai piorar as coisas se forem conversar, fique aqui. Olhe estão todos felizes por nós até mesmo Amaya está dançando, vamos aproveitar esse momento juntos? Beijei sua bochecha, ele assentiu ainda olhando o caminho que Aron havia feito, sabia que se eu saísse dali ele iria atrás dele para conversar, gelei só de pensar se ele contar a Zion que nos beijamos. Não, ele não pode saber, nunca! Eu o escolhi, eu o amo. Naquela noite, apesar de tudo dormir feliz, eu seria de Zion para o resto da vida.
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