CAPÍTULO TRÊS.

2264 Words
“Dizem que levamos 7 minutos para dormir, e que nos primeiros seis minutos e cinquenta e nove segundos, nossa cabeça automaticamente reproduz cada um dos momentos vivido ao longo do dia. E que no último segundo aparece a pessoa que tenha nos feito a mais feliz naquele dia. Finalmente, o cérebro processa a imagem dessa pessoa e transmite em forma de filme, um filme chamado “sonho”.” Amaya Narrando: — Amaya! Amaya! — Quando abri meus olhos Freya estava em minha frente aos gritos, e minha mãe junto com ela. Eu levantei assustada percebendo que estava em chamas, Freya era a única que podia me tocar quando eu ficava assim por causa de seu poder de autocura. Ela me olhou pude ver a dor em seus olhos, então eu entendi atordoada que tinha sido um pesadelo . — Ainda bem que você acordou! — Zion disse espreitando a porta do meu quarto, se encostando na parede. Meus lábios treminhão, eu olhei pra minha mãe, eu vi o medo e dor nos olhos dela também eu acredito que minha mãe tinha medo de um dia eu nunca acorda desses meus pesadelos. Passei a mão nos meus cachos, senti meu arrepiados. Senti o fogo sensou sobre meu corpo, meu peito subia e descia acelerado. Arregalei meus olhos, sem acredita. — Por quanto tempo eu dormi? — Minha voz saiu embargada. — Quatro dias dessa vez. — Freya comprimiu os lábios, andando até mim com um pano molhado nas mãos, colocou bem na minha testa e sorriu. — O mesmo pesadelo de sempre querida? — Minha mãe perguntou se sentando na cabeceira da cama. Olhei ao redor, os três me encarando. — Sim! Mas, dessa v-vez não era a Freya ou Aron ou você, era o Zion. Como sempre alguém sumia e tinha o exérc... Eu torci sentindo minha garganta seca, apressadamente minha mãe levantou para pegar um copo de água da jarra que estava sobre o troco que ficava em meu quarto, ela me deu água no coco e eu bebi. Zion me olhou assustando com quem ouviu, erguendo as grossas sobrancelhas escuras deu um passo entrado em meu quarto. — Eu? — Bufou. — Você é minha melhor amiga. — Ele cruzou os braços. — Vamos achar um jeito de descobrir oque te faz sonhar com isso. — Vai ver são só sonhos! — Freya atenciosamente exclamou, tirando a compressa de minha testa e espremendo no balde. — Você está se sentindo bem? Bom, eu não sabia como responder aquela pergunta naquele momento me sentia estranha. Sempre dizia que sim, mas era mentira eu tinha dias bons e dias péssimos. Esses pesadelos me assombravam muito, eram tão reais e me prendiam em um sono dia dias. Respirei fundo e olhou para Freya que esperançosa esperava um "Sim" — Eu estou bem, eu acordei. Foi só um sonho, acho que preciso de um banho e estarei novinha em folha. — Minha cabeça piscava e uma dor na nuca me veio. — Então, eu vou lhe preparar o dos seus melhores banhos.— Minha mãe disse pegando em minha mão dando um beijo de leve. — Você é a luz da minha vida. Já volto!! — Eu também vou, preciso preparar os carneiros e a sopa. — Freya disse carregando o balde, se inclinou ao meu lado, me beijando a testa. Ela piscou ao passar por Zion que piscou de volta dando passo entrando em meu quarto quando as duas saíram pela porta. — Não sei oque tem de errado comigo. — Me sentei na cama com abraçando meus joelhos. — Ei, não diga isto. Pelo menos você não tem que viver com uma pressão de cumprir o que o povo espera de você. — Ele olhou pra mim com um olhar pesado, jogando ar. — Não precisa fazer oque os outros esperam de você. — Nos dois sabemos que eu preciso, só não sei como fazer isso... — Ele passou a mão pelos cabelos se curvando um pouco. — As vezes eu penso que nunca vamos conseguir. — Se minha mãe ouvisse você falando isso ela iria bater com a caçarola na sua cabeça. — Eu sorrir sentindo meu coração desacelerar. — Eu sei. Sua mãe acha que as coisas vão simplesmente voltarem a ser como antes. Eu soltei meus joelhos e me joguei na cama olhando para o teto. — Minha mãe lutou em duas guerras acho que ela sabe que nada se restabelece exatamente como antes. Zion concordou com a cabeça, ficamos em silêncio por uns segundos. — Se lembra na última cosa que eu te disse na última noite que esteve acorda? Eu franzi a testa, vasculhando minha mente e lá esteva a memória, depois do treino de arco e flecha com as crianças eu encontrei com ele, ele me confidencial algo, lembrei de seus olhos brilhantes então provavelmente tem algo a ver com Freya. Abri minha boca, levantando da cama. — Sim!!!! Você já fez o pedido? Ele sorriu largo se aproximando de mim ao ponto de eu senti seu fedor, fiz uma careta. — Você está fedendo! Ele gargalhou, sua risada era grossa e desenfreada. — Você também não cheira a rosas mocinha, dá um tempo estava na caçada com os meninos hoje de manhã. — Ele passou a mão sobre a nuca. — E respondendo a sua pergunta, não! Ainda não fiz o pedido, iria fazer depois daquela noite mais não poderia fazer com a minha melhor amiga dormindo. Entortei a boca de lado. — Então, estraguei seu pedido de casamento? Ótimo! — Não foi nada demais, Freya estava preocupada com você. Dois dias eram seu maior tempo, ficamos todos preocupados. Mordi a língua, e sorrir tentando não voltar a aquele assunto. — Enfim! Agora eu já agora eu já acordei, eu espero ansiosa pra ver a reação de Freya, ela será uma grande rainha. Ele me olhou e sorrir ergueu as mãos até meu cabelo bagunçando, eu dei leves batidas em sua mão fazendo ele sair. Ele rio me olhando. — Um dia vamos descobrir como te tirar desses pesadelos. E vou ver você tão feliz que todos no mundo iram olhar para você e sentir essa alegria. — Eu sou feliz. — E será mais ainda, eu prometo. — Não saía por aí prometendo coisas que não dependem só de você. Ele se levantou, fazendo sinal de tchau. Me deixando sozinha em meu quarto. Eu não podia ficar sozinha, sempre que ficava sozinha eu me afogava em pensamentos , refletindo sobre os sonhos e o que eles queriam significar. Em todos tinha um padrão, alguém fugia de nosso acampamento e depois de cinco dia voltava com exército do terceiro reino. Não! Isso de novo não. Fechei meus olhos e levantei cobrindo-me com o casaco ao lado da cabeceira da cama. Saí respirando ofegante tinha que me entreter ou ficaria o dia todo pensando naquilo. Um dos três sóis aparecia de forma tímida sobre os céus, algum de nossos exército treinavam alguns golpes perto da fogueira. Julian estava com eles, pude olhar que treinava com Aron os mais novos. Éramos em torno de três mil pessoas, a maioria humana. Nós distribuímos bem entre o pequeno rio que sobrevivia mesmo sem o sol, e claro com a ajuda dos dayones de água. Sorrir largo quando vi Margarida e todas as meninas trancando seus cabelos, desci devagarinho minha perna direita parecia estar mais dormente do que a esquerda. Andei entre as flores que minha mãe cultivava mesmo sabendo que não ficávamos no mesmo lugar por muito tempo. Estávamos tentando chegar a floresta do meio lá era a parte do mundo onde os três sóis ainda brilhavam mais ficava a meses de distância. Era onde se encontrava o terceiro e quarto reino. Desci o último degrau o tronco da escada fez um barulho, passei pelos homens que treinavam. —- Olha só quem acordou. — Aron falou alto, alguns olharam para mim outros nem tanto. Ele tinha um olho esquerdo inchado, e seu braço que era tatuado estava sangrado, me assustei quando vi. — É. O que aconteceu com seu braço? Ele largou o arco flecha, e cuspiu no chão. — Lobos. Já vai cicatrizar! — Ele poderia pedir para Freya ou Margo cuidar disso mais ele é teimoso demais para isso. Julian exclamou sem camisa ao lado de Aron logo se virou pra se defender de um quase murro do parceiro de luta. Ele se esquivou pra trás, pegando o punho dele, o antebraço e o virou no chão, voltando-se pra nós. — Que bom que você acordou.— Ele disse de forma rápida. — Agora vê se coloca na cabeça desse i****a que ele tem que cuidar dessa ferida exposta. —Ah parem co m isso, loga cicatriza! Vocês me conhece eu gosto das cicatrizes. Elas contam uma história, gosto das histórias. — Ele passou a mão na barriga mostrando a cicatriz de uma faca. — Bravura. — Voltou a passar a mão no ombro mostrando uma queimadura de leve e eu rir, por lembrar como ele ganhou aquela. — Estupidez — Sua mão pecorreu na tatuagem que tinha no antebraço direito. — Toda dor vem com aprendizado pra mim, nenhuma delas vem de graça, princesa. — Eu ainda acho melhor me curar de todas elas. — Julian disse puxando ar. — Venha, volte a treinar. — Eu já vou indo, tome cuidado com esse ferimento. — Eu exclamei, ele olhou para mim sorrindo, e se virou. Não sei por que mais de um tempo Julian e todos que não gostavam muito de mim, pareciam mais concedentes e gentis comigo. Apesar de eu entender ninguém consegue ficar muito tempo odiando alguém tão adorável como eu, pensei comigo mesma ao me olhar no espelho que minha mãe me deu depois de encontra- lá para o banho. No fundo eu sabia que não era por isso, mas sim por que com os pesadelos aumentando eles passaram a terem pena de mim. Balancei minha cabeça colocando os brincos de minha mãe, ela me disse quando eu era pequena que as fadas que fazia as joias de Florença. Todo o reino usava, me lembro de usar pérolas rosadas dada a mim por uma fada. Elas eram lindas, suas asas brilhavam e suas pálpebras sempre coloridas, eu espero ver uma novamente um dia. Toquei em minha pele estava mais corada e lisa, meus cachos agora penteados, com flores amarelas entre eles. — Aqui, coloque um pouco de óleo de tulipas para... — Não! — Interrompi Ester a velha anciã de Florença. Que segurava um balde de óleo de tulipas vermelhos que suas mãos enrugadas, eu senti meu rosto coçar só de olhar. — Eles coçam muito meus lábios. Ela me olhou dos pés a cabeça, minha mãe colocou a mão em seus ombros. — Está tudo bem Ester eu assumo daqui. A anciã se virou devagar, saiu resmungando. Eu prendi o riso, minha mãe passou as mais pelos meu cabelos, sorrindo. — Se um certo pedido der certo, teremos uma festa na fogueira hoje. — Sim, eu fiquei sabendo. — Eu sorrir. — Um dia verei você sendo pedida em casamento. — Ela levou a mão no coração, parada em minha frente. — Eu não contaria com isso, tem uma guerra pela frente é nisso que devemos focar. — Não se pode se esquecer do arco-íris só por que uma tempestade vem vindo. — Sua voz soou suavemente. — Como pode parecer tão calma? As vezes isso me assusta. — Querida, eu já vi muitas coisas! Eu vejo você brilhar, Safiro não tem nenhuma chance contra o seu poder. — Ela apertou os olhos, andou até mim ficando atrás de onde eu estava sentada, começou a trancar flores em meu cabelo. Dei uma risada, nervosa. — Tem certeza? Por que em todos os meus sonhos eu acabo morrendo.de uma forma muito fácil, sejamos honestas mãe eu nunca estive em uma guerra. Meu coração gelou, e meu olhar baixou até o vestido cinza de cetim com várias fitas de diamante e costa nua, um dos inúmeros vestidos que tecíamos sobre o pano quando encontrávamos pela caminho árvores de diamantes que sobrevivam sem o sol. — Tenha esperança, oque eu sempre digo? Você é mais poderosa do que pensa. As vezes ela falava com tanta certeza que parecia que sabia de algo, que escondia algo. Mas, não podia. Eu li todo livro na língua antiga e na língua dos novos reis, não diz nada sobre Dayones de fogo ou algo assim. Embora, nosso arsenal era limitadíssimo, poucos livros foram salvos no dia da grande partida. E os que tinha eram todos chamuscados, com alguns partes arrancadas não eram fortes muito confiáveis. Eu peguei o pó de azaléa que minha mãe me deu, ainda falando algo que eu não consiga prestar atenção envolta em meus pensamentos. — Você está linda, e cheira a rosas do campo. — Minha mãe beijou minha bochecha. — Preciso preparar Margarida, me chame se precisar de algo. — Eu vou com a senhora. — Não não vai! Você vai se reunir com os outros jovens na fogueira. — Ela se inclinou colocando meu cabelo atrás da orelha. — Está linda demais para desperdiçar seu tempo cuidando das crianças, vá e cuidado — Mas, mãe eu... Ela me olhou com aquele olhar de quem não aceitaria um não como resposta. Eu me levantei ainda sentindo um pesar minha perna direita, consegui ficar de pé e logo peguei o jeito andando até a fogueira. ─────•❥❥❥•─────
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