🍂 CAPÍTULO 9 🍂

947 Words
🪻 MIGUEL 🪻 Quando clara sai do banheiro usando apenas uma toalha, eu praticamente sinto que estou morrendo. Clara não é apenas simpática. Ela é a mulher mais bonita que já vi. A toalha não cobre muito de suas coxas grossas, e os s***s fartos estão marcando, me fazendo salivar. Fecho os olhos e lembro dela dizendo que, o que ela queria de mim estava funcionando muito bem. Sim, isso está. Toda vez que vejo essa mulher, parece que vou enlouquecer de desejo. — o que foi?! — deu um risinho debochado, de quem sabe exatamente o poder que tem. — Você já está melhor, sobreviveu ao banho, então, já vou indo. — Aviso apressado, antes dela tropeçar nos próprios pés e cair de frente na cama. Não pode ser assim, senhor! — fecho meu olhos e arrasto um edredom de cima da cama para cobrir sua b***a. — eu quase caia. — Riu deitando o rosto contra o colchão. — Quase, né?! — reclamo ainda tentando superar a visão que tive. — Você bebeu mais enquanto estava no banho, foi?! — reclamo, e quando olho a princesa está cochilando de boca aberta, praticamente de joelhos no chão e cara sobre a cama. Quando ela for minha mulher, não vou mais deixar ela beber dessa forma. O álcool, o banho quente e o cansaço emocional fazem o trabalho que eu jamais permitiria que o desejo fizesse. Cubro e arrumo seu corpo com cuidado, ajustando o lençol como se ela pudesse sentir cada movimento mesmo dormindo. Observo seu rosto calmo, enquanto dorme e passo a mão nele sentindo a textura da pele macia. Ela murmura algo inaudível e se vira de lado. Fico ali. Sento na cadeira próxima à cama, a bengala encostada ao meu alcance, e observo o ritmo tranquilo da respiração dela. O quarto está em penumbra, iluminado apenas pela luz fraca do abajur. Tudo parece íntimo demais para alguém que ainda carrega tantos segredos. Meus olhos percorrem o ambiente e param na mesa de cabeceira. A foto. Clara e Carlos, sorrindo. Ele com o braço ao redor dos ombros dela, aquele sorriso aberto, despreocupado. O mesmo sorriso que me acompanhou por meses no inferno. Meu amigo deveria está aqui. Pessoas boas vão cedo. Foi Carlos, foi minha mãe e nunca estive preparado para perder nenhum deles. A culpa volta pesada. — Foi um inferno passar todo esse tempo naquele lugar, sem ter alguém para se apoiar. Minhas mensagens para a Clara ia além de apoiar a irmã do meu amigo. Eu também precisava de apoio, e ouvir ela conversando era a melhor coisa. Não era assim que eu deveria estar aqui. A promessa não foi para confundi-la. Nem para desejá-la em silêncio. Foi para cuidar. Proteger. Estar presente quando ele não pudesse mais. E eu falhei. Porque em vez de dizer quem sou, fiquei observando, testando, com medo da rejeição. Com medo de não ser suficiente. Com medo de que ela me olhasse como alguém quebrado. Carlos confiou em mim. E eu transformei essa confiança em covardia. Aproximo-me da cama e ajusto uma mecha de cabelo do rosto dela, sem tocá-la de verdade. Apenas o suficiente para lembrar a mim mesmo do limite. — Desculpa — murmuro, sem saber se falo com ela, ou com ele. Quando o céu começa a clarear, ainda estou ali. Vigiando o sono dela. E entendendo, finalmente, que se quero honrar minha promessa, vou ter que parar de me esconder — mesmo que isso me custe tudo. O sol ainda nem se firmou no céu quando tomo minha decisão. Levanto devagar, para não acordá-la. Pego a jaqueta e paro mais uma vez diante da cama. Clara dorme profundamente, alheia ao caos que ocupa minha cabeça. Não posso continuar assim. Covardia nunca fez parte de mim, e agora estou agindo como um i****a, com a pessoa que mais amo no mundo. No corredor, pego o celular. A tela acende com o nome dela no topo da conversa. O mesmo nome que me acompanha há meses, em mensagens curtas, silêncios longos e sentimentos que nunca couberam em palavras. Penso em escrever demais. Apagar. Reescrever. No fim, deixo apenas a verdade possível naquele instante. “Ja estou chegando.” Simples. Direto. Irrevogável. Sei que ela não vai ler tão cedo. Sei que, quando ler, o coração dela vai acelerar do mesmo jeito que o meu está acelerado agora. Não explico onde, nem quando, nem como. Porque dessa vez não é uma promessa vazia. Vou implorar que me perdoe e me dê uma chance. Sei que ela ficará furiosa, mas, ela me ama na versão oculta e me deseja na versão atual. Acho que podemos chegar em um acordo. Guardo o celular no bolso e inspiro fundo. Pela primeira vez desde que pisei nesta cidade, não me sinto um intruso. Sinto-me um homem prestes a enfrentar a única batalha que realmente importa. Dizer quem eu sou. E aceitar as consequências disso. Quando fecho a porta atrás de mim, o dia começa. E eu também. Desde que cheguei, não tive muito descanso. Preciso organizar minha vida e resolver minhas questões sobre a herança que minha mãe me deixou e apenas está servindo para meu pai e sua amante esbanjar como se fosse água. Sei que deveria está focado apenas em Clara, mas, esse assunto também é urgente. Quando eles souberem que estou de volta, vivo e bem. Eles vão enlouquecer querendo que eu ceda meus bens para aqueles vagabundos. . E eu não farei isso. Tudo o que tenho, pertence a Clara e nossos futuros filhos. Só espero que ela não fique furiosa o suficiente para me deixar estéril, quando eu disser quem sou. 🍂🍂🍂
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