Máscara

1512 Words
Não foram as palavras de Giulia que atingiram Vicenzo. Ele já estava acostumado com insultos, com a fúria de inimigos. Era o nojo em sua voz, a altivez em seu queixo erguido, a forma como ela o olhava como se ele fosse a sujeira sob a sola de seu sapato. Aquilo, sim, acendeu uma chama perigosa em seus olhos azuis. Ele riu. Um som áspero, sem humor, que rasgou o ar tenso do quarto. "Porco é, Salvatore?" A voz dele era um sussurro perigoso, cada sílaba carregada de veneno. Ele deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles. "Mas ontem você gozou gostoso para esse porco, não foi?" Giulia sentiu o sangue gelar nas veias, mas antes que pudesse reagir, Vicenzo agiu. Sem aviso, ele a empurrou. Com força bruta, e com uma precisão calculada que a desequilibrou, fazendo-a cair para trás na cama. O colchão macio a recebeu, mas a surpresa a deixou momentaneamente atordoada. Dessa vez, porém, Giulia não cedeu. A humilhação da coleira, a raiva por ter caído em seu jogo, tudo explodiu. Quando ele se inclinou sobre ela, uma mão em cada lado de sua cabeça, ela ergueu a palma da mão e o estapeou. O som seco ecoou no quarto, um estato de guerra. A fúria nos olhos de Vicenzo se intensificou, transformando o azul em um mar tempestuoso. Um músculo em sua mandíbula saltou, e por um instante, Giulia pensou que ele a esganaria ali mesmo. Mas então, ele se inclinou ainda mais, unindo suas bocas em um beijo brutal. Não estava nos planos dele beijá-la. Seus planos só envolviam coisas que a humilhassem, que quebrassem seu espírito. Mas ele estava tão perto, a raiva e o desejo de silenciá-la, de dominá-la, eram tão avassaladores que ele uniu suas bocas com uma ferocidade inesperada. O beijo era uma guerra. As línguas se chocavam, uma batalha por controle, por submissão. Os lábios de Vicenzo eram exigentes, duros, e Giulia resistia, os dentes cerrados, tentando manter sua boca fechada, mas ele forçou a passagem com uma intensidade que a fez arfar. Os corpos deles estavam colados, o vestido vermelho amassado sob o peso dele, a coleira fria em seu pescoço um lembrete constante de sua prisão. Giulia sentiu o calor dele, o cheiro de poder e perigo, e, por um instante aterrorizante, o arrepio traidor ameaçou surgir, a memória do subsolo piscando em sua mente. Ela o odiava, mas seu corpo… seu corpo era um inimigo. As mãos dele começaram a pasear em seu corpo, não havia carinho havia possse e um desejo cru de submeter, mas mesmo assim o corpo dela vibrava, traidor, quando uma das mãos dele subiu por ssua perna em direção a sua b****a ela prendendeeu a respiração podia sentir o sexo ja enxarcado mesmo contra vontade. Então, uma batida rápida e precisa na porta cortou o ar denso. "Senhor," a voz do segurança soou abafada, mas clara. "Fui informado que seu convidado já o espera no restaurante do cassino." O som da voz externa quebrou o feitiço, a bolha de fúria e desejo que os envolvia estourou. Vicenzo se afastou de Giulia com um puxão abrupto, o rosto contorcido em uma mistura de raiva e nojo. Não só dela, mas dele mesmo. Por tê-la beijado. Por ter perdido o controle. O ódio em seus olhos azuis era tão intenso que fez Giulia sentir uma pontada de medo, uma vontade incontrolável de se encolher, de desaparecer. Mas ela não o fez. Ao invés disso, com a mesma raiva e nojo que ele sentia, ela levou a mão à boca e limpou os lábios com a palma da mão, um gesto lento e deliberado, como se estivesse removendo a sujeira mais imunda. Seus olhos, antes cheios de pavor, agora ardiam com um desafio renovado. O nojo de Giulia, expresso naquele gesto de limpar os lábios, atingiu Vicenzo como um chicote. Um brilho perigoso acendeu em seus olhos azuis, mas ele controlou a fúria que ameaçava explodir. "v***a calculista," ele sibilou, a voz baixa e rouca, um predador avaliando sua presa. "Você não tem saída." Giulia riu. Um som seco, sem alegria, que parecia arranhar a garganta. Ela ergueu o queixo, os olhos fixos nos dele, uma chama de desafio inabalável. "Tenho sim," ela respondeu, a voz firme, apesar do tremor interno. "Posso continuar te odiando até o fim." Vicenzo a olhou, um sorriso c***l e vitorioso curvando seus lábios. Era o sorriso de quem sabia que já havia ganhado aquele jogo, que a vitória era apenas uma questão de tempo. "Odeie à vontade," ele disse, a voz um sussurro carregado de promessa e ameaça. "Desde que me chame de senhor quando estiver implorando por mais." Sem esperar por uma resposta, ele se virou e caminhou até a porta. Ao abri-la, a luz do corredor invadiu o quarto, quebrando a i********e tensa do momento. "Vamos," ele ordenou, a voz fria e imperativa. Giulia pensou em dizer que precisava retocar a maquiagem, que com certeza estava borrada após o beijo brutal. Mas depois, deu de ombros, um gesto pequeno de resignação e desafio. Afinal, era um convite dele, não dela. Ela não tinha que estar perfeita para ele. Ela o seguiu, o vestido vermelho balançando suavemente a cada passo, a coleira fria em seu pescoço um peso constante. Os dois sentaram-se no banco de trás da limusine, o silêncio pesado preenchendo o espaço luxuoso. O motorista partiu suavemente, deslizando pelas ruas iluminadas de Las Vegas. Giulia pegou um pequeno espelho compacto que encontrou no console e, com dedos ligeiramente trêmulos, arrumou o batom borrado. Seus olhos encontraram os seus no reflexo: a expressão ainda era a de uma mulher que quase tinha sido fodida minutos atrás, e pior, seu corpo tinha gostado. Uma onda de nojo de si mesma a atingiu, fazendo-a fechar o espelho com um clique seco. Ao lado dela, Vicenzo estava tenso, o maxilar travado. Ele se xingava mentalmente. Como havia permitido que ela entrasse em sua mente daquela forma, o levando a fazer coisas que não estavam no plano? O beijo. A perda de controle. Ele respirou fundo, o cheiro do perfume dela ainda impregnado no ar. Ele decidiu que deveria tomar cuidado com Giulia, ou ele acabaria matando-a antes do esperado. E isso estragaria todo o seu jogo. A limusine parou suavemente diante do Divoltera, um cassino-restaurante imponente, suas luzes piscando como um farol na noite. O motorista abriu a porta, e Vicenzo saiu primeiro, estendendo a mão para Giulia. Ele ostentava um sorriso calculado, um sorriso de quem sabia que estavam sendo vistos, que cada movimento era um espetáculo. "Lembre-se do contrato," ele murmurou, a voz tão baixa que só ela pôde ouvir, os olhos azuis fixos nos dela com uma intensidade gélida. "Ou faz sua parte, ou acabo com isso agora mesmo." Giulia estremeceu. Não, ele não podia desistir. Não agora. A ameaça era real, e a perspectiva de perder a única chance de vingança a atingiu com força. Sendo assim, ela novamente vestiu a máscara. A máscara da noiva apaixonada. Um sorriso forçado surgiu em seus lábios, e ela segurou o braço de Vicenzo, apertando-o como se estivesse segurando a coisa mais importante de sua vida. Seus dedos se cravaram no tecido do paletó dele, uma possessão falsa, mas convincente. Juntos, eles entraram no Divoltera. Todas as cabeças se viraram para olhá-los. Sussurros seguiram seus passos enquanto caminhavam pelo salão luxuoso, sob o olhar atento de curiosos e invejosos. O maître os conduziu com uma reverência exagerada a uma saleta privativa. Giulia não prestava atenção em nada, apenas desempenhava seu papel, o sorriso fixo, o braço firmemente ligado ao de Vicenzo. Mas quando a porta da saleta se abriu, seu sorriso congelou nos lábios. Ali, olhando para ela com toda a decepção do mundo, estavam seu pai e sua mãe: Guillermo e Lidia Salvatore. Nota da Autora: E aí, meus amores! Ufa! Que capítulo foi esse, hein? A tensão entre Giulia e Vicenzo está de tirar o fôlego, e essa cena… bom, vocês sentiram a intensidade, não sentiram? Aquele beijo, a luta de poder, e a revelação final… meu coração está a mil! Eu quero saber TUDO o que vocês sentiram lendo este capítulo! Cada arrepio, cada raiva, cada surpresa. Deixem seus comentários aqui e vamos conversar sobre cada detalhe! E para ficarmos ainda mais pertinho, me sigam lá no meu insta: @escritora.leh.magalhaes. Lá eu compartilho um pouco dos bastidores, novidades e a gente pode interagir ainda mais! Ah, e se você quer fazer parte de um grupo exclusivo, onde a gente troca ideias, tem spoilers e conteúdo em primeira mão, venha para O Clube das Amoras da Lêh! É só mandar um "oi" para o número: 55 11 974116052. m*l posso esperar para ter você lá! A paixão de vocês por essa história e pelos meus personagens é o que me move, e quero construir essa jornada com cada um de vocês, não só neste livro, mas em todas as aventuras que ainda vamos viver juntas! Com muito carinho e gratidão, Lêh Magalhães
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD