Metralha narrando Depois que eu saí da salinha… eu fui direto pra boca. Sem falar com ninguém. Sem olhar pra ninguém. Porque minha cabeça tava um inferno. Um verdadeiro turbilhão. Eu subi as escadas da boca devagar, sentindo o braço latejar por causa do tiro, mas sinceramente? A dor física era a menor das minhas preocupações naquele momento. Porque pela primeira vez em muitos anos… eu sentia que tava perto. Perto dele. Perto do filho da p**a que destruiu minha vida. Sentei na cadeira da sala. Passei a mão no rosto. Respirei fundo. Tentando organizar os pensamentos, mas não dava. Tudo vinha junto. Memória. Raiva. Ódio. Lembro até hoje daquele dia. Do cheiro de sangue. Da gritaria. Do desespero. Do enterro. Dos dois caixões lado a lado. Minha mãe. Meu pai e eu ali… sem conseguir fazer n

