Metralha narrando Depois que eu troquei aquela ideia com o Borges na boca… nós voltamos pra salinha e conforme eu descia as vielas, minha cabeça continuava trabalhando sem parar. Porque agora tudo tinha mudado. Até então, aquilo era só um assalto que deu merda. Uma refém aleatória. Um problema pra resolver, mas agora? Agora era pessoal. Muito pessoal. A filha do tenente tava dentro do meu morro. Sentada naquela cadeira. Amarrada. Dependendo de mim pra sair viva dali. Puta que pariu… o destino realmente gostava de brincar comigo. Chegamos na frente da salinha e os vapores abriram espaço. Entrei primeiro. E assim que ela viu eu entrando… o corpo dela travou. Ela tava sentada do mesmo jeito. Olhos vermelhos. Rosto molhado de lágrima. Respiração falhando. Assustada pra c*****o. Fechei a

