Capítulo 4

1811 Words
Bruno França Puta merda! Que homem era aquele? Terminei a minha apresentação e fui logo para o camarim vestir as minhas roupas para eu poder assistir a última peça de dança. Pois, eu amo dança, sempre me vi fascinando pelos movimentos, dança é uma coisa que me prende, e desde os meus sete anos quando a minha mãe que mora agora fora do Brasil levou-me a minha primeira peça de balé eu vi-me apaixonado por aquilo, então na semana seguinte a minha mãe estava me matriculando numa escola de dança, eu amei aquilo, senti-me muito feliz e realizado em está a aprender a fazer aqueles movimentos graciosos. Então desde sempre faço todos os tipos de peças teatrais de balé, mas com o passar dos anos vi que isso não era algo que eu queria como profissão, e descobrir a gastronomia, e hoje já faz alguns meses que faço faculdade sobre, quero um dia abrir meu próprio restaurante, mas também quero continuar a dançar no meu tempo vago, por que dançar acalma-me como nada ou ninguém consegue. Mas eu preciso de dinheiro para pagar a minha faculdade, e como a dança proporciona-me ainda pouco do que eu preciso, eu tenho que arrumar um novo emprego, pois fui despedido do meu antigo como garçom. Mas voltando para o momento presente onde eu dancei com tudo que havia em mim, colocando todas as minhas preocupações para fora, e deu certo, pois eu estava calmo, e parece que isso me deu sorte também. Escutei um chorinho de bebé e segui até onde o som parecia vir. A tempo de escutar a voz baixa e amorosa soar. - Ana bebê, segura só um pouco, não posso parar agora filha. Então vi seu corpo, pequeno, mas com curvas que me deixou babando, e meu Deus, que b***a gostosa para se apertar. E como eu sou apaixonado por criança me aproximei do pequeno bebê, falando com o pai gostoso que segurava a câmera para ele ficar tranquilo que eu cuidava da linda princesa. Vi seu corpo ficar um pouco tenso quando escutou minha voz. E cara, foi só eu olhar para os olhos azuis daquela pequena que pareciam me acalmar de um jeito novo, expulsando quaisquer resquícios das minhas preocupações. A peguei no colo e ela se calou, começando a brincar, passando as mãos por minha barba, que não é tão grande, apenas bem aparada rente ao meu rosto. Fico ali brincando com a princesa, esquecendo todo o resto, até mesmo que eu estava doido para ver a peça. Mas meus olhos desviam do bebê agora adormecido, cansada de brincar comigo ela acabou dormindo, para olhar o homem se mexendo e apontando a câmera para o palco. Ele é o fotógrafo de quem o Juliano, meu amigo e coreógrafo da peça estava se referindo. Meus olhos se predem um pouco na b***a redonda, dentro de uma calça jeans de lavagem clara. Estou adorando o formato delas ali, bom para apertar. Eu já disse isso não disse? O homem com toda certeza é muito bonito, assim como meus colegas estavam comentando quando cheguei. A peça termina, e seus olhos são direcionados para mim, um pouco de surpresa e um fogo ali dentro daquelas írises bonitas que faz com que eu sinta esse mesmo fogo me queimar por dentro. Merda. Esse homem, ah esse homem. Ele tem que ser meu... Esse único pensamento ronda minha mente, me deixando tonto por uns segundos. É claro que eu tinha que me certificar de que o homem não tinha ninguém em sua vida além da sua filha, e qual foi minha surpresa ao saber por alto sua trágica história? Com toda certeza esse homem bonito e cuidadoso não merecia passar por tudo isso. Só queria pegar esses dois e colocar dentro do meu abraço e protege-los para sempre. É eu sei, estou ficando louco, mas me senti atraído por esse homem. Que droga de pensamento é esse? Eu nem mesmo sei se o cara gosta de homens. Mas como sempre, faço tudo que meus instintos mandam. Não sei o que me deu ao me oferecer como babá, talvez o desejo de me manter perto desses dois? Que estão fazendo eu me sentir confuso feito um inferno? Talvez seja isso, ou apenas eu esteja interessado na grana. É uma opção. Mas que logo é descartada. Droga, eu estou uma bagunça de confusão. Mas é só eu olhar para esses dois que tudo de r**m desaparece. Então apenas digitei meu número em seu celular, nos apresentarmos e quando sua mão tocou a minha, senti uma forte força me puxando para ele, como se eu tivesse que continuar ali, ao lado dele, uma força me dizia que ele precisava de mim, assim como sentir na minha alma que eu precisava dele, assim como precisava está ao lado daquele pequeno bebê tão inocente, era muitos sentimentos, eu já falei que estou numa confusão dos infernos? Pois tenho que dizer, eu estou. Nunca antes na minha vida senti algo assim, ainda mais com um homem, não vou dizer que nunca fiquei com um homem, até porque desde pequeno minha mãe me ensinou que eu devia amar pessoas de bom coração, não ligar para o que elas tinham no meio das pernas, e isso de início me chocou um pouco, pois eu me sentia diferente, fiquei com alguns caras, mas minha preferência sempre foi mais mulher, mas nunca neguei meus desejos por algum homem, eu sinto dentro de mim que esse negócio de tá se ligando para se é homem ou mulher é besteira. Eu amo pessoas. Então não me importo nem um pouco com quem eu estou, basta os dois quererem. Por isso nesse momento enquanto seguro sua mão, e esses sentimentos confusos se fazem presente no meu coração, eu não entro em desespero ou tento dizer para mim mesmo que posso está confundindo algo. Sou muito bem resolvido para enfrentar o que quer que seja isso tudo de frente e não fugir. Estou disposto a descobrir tudo que esse homem pode me proporcionar. Por isso lhe disse na lata que desejo ter um encontro com ele. Na verdade, estou muito ansioso para entrar nisso tudo. Então apenas sorrio, uma sensação boa tomando meu peito. Olho em seus olhos e digo. - Acho que vou gostar muito de cuidar dessa princesa. Não demore a me ligar, vou esperar ansioso para nós acertamos. - Pisco meu olho em sua direção, prometendo a mim mesmo que não o deixarei fugir de mim. Sustentando uma ereção eu fui embora, mas com uma vontade enorme de voltar e fazer aquele homem meu, nem que fosse apenas por uns segundos eu queria provar seus lábios. Mas de uma coisa eu tinha certeza, tempo eu teria para descobrir mais sobre ele e sua pequena filha, assim como também teria bastante tempo para passar ao lado deles dois. Sorrio para mim mesmo ao entrar no camarim. - Ih, que sorrisinho é esse Bruno? Por acaso viu o Juliano pelado? Por que aquele homem tenho que dizer...- Ela solta um assobio. - Delicioso. Aquele moreno ainda me mata de t***o. Seus olhos contém uma malícia que sinto apenas um arrepio subir pela minha espinha ao imaginar Juliano pelado. Credo. Posso até gostar de homens pelados, mas Juliano? Meu pai, não. Ele é muito meu amigo para que possa cogitar imaginar essa cena, assim como ele também é amigo de Marta, minha amiga e dançarina principal de hoje também, a conheci desde meu primeiro dia quando fui contratado pelo Juliano para as suas peças de dança em teatros, ela já fazia parte a muito tempo, conheceu ele primeiro, mas sempre achou ele gostoso, só nunca teve uma chance com ele porque ela nunca falou nada para o cara, mas somos nos três os melhores amigos desde então. E eu gosto demais desses dois, sempre estiveram ao meu lado, principalmente na minha decisão de ainda continuar morando aqui sozinho e minha mãe longe de mim, eles são minhas companhias e nunca deixam que eu me sinta sozinho. Minha mãe teve uma proposta muito mais melhor de emprego na Itália, e como ela queria me proporcionar uma faculdade boa, ela aceitou, eu só escolhi fazer minha faculdade aqui ao invés de tentar algo lá fora. Mas hoje formado em dança, que ela pagou com seu esforço eu só posso dar o meu melhor, assim como venho fazendo, quando meses atrás eu decidi que queria fazer faculdade de gastronomia, ela também queria pagar, mas minha querida mãe já fez tanto por mim, fez de tudo para que eu entrasse numa boa escola de dança aos sete anos, e ainda pagou uma boa faculdade de dança também quando eu tinha dezoito, agora é minha vez de correr atrás dos meus sonhos, de trabalhar e com meu esforço, ter mais um diploma e orgulhar a minha mãe, assim como me orgulhar de mim mesmo. - Não me faz imaginar essa cena Marta, que coisa horrível de se ter na cabeça, credo. - Faço uma careta e ela me analisa de cima a baixo. - Você está estranho. - Ela coloca uma mão no queixo e me olha com aqueles olhos de quem sabe de tudo. Isso me deixa até com os cabelos em pé. - Você está imaginando coisa. - Abro um sorriso querendo mudar de assunto, quando eu me sentir certo de tudo, eu conto para ela. - Consegui arrumar outro emprego, estou precisando de grana, pois o que ganho aqui só dá para o aluguel do apartamento e a faculdade. Me sinto apertado, quero ter dinheiro para não precisar pedir ajuda da minha mãe. Vou cuidar de uma menina super linda. Sabe o fotógrafo? - Sim, sei sim, ele é um gato, meu Deus, olha, eu pegava, que homem, aqueles cabelos loiros, só imagino eu os puxando enquanto ele me fo... - PARA, que p***a, você pode parar de falar assim? c*****o, você nem conhece ele, p**a que pariu. Não fala assim dele. - Sinto meu peito bater forte, que p***a ela acha que tá falando? Quando olho em seus olhos eles tem um brilho malicioso. Caio sentado no sofá presente ali no camarim, passo minhas mãos pelos meus cabelos, sabendo que eu entreguei tudo a ela numa maldita bandeja de diamantes. Droga! - Hum, você nunca xingou tanto numa única frase. Acho que descobrir o motivo do seu sorriso i****a. - Ela se levanta da cadeira que estava em frente ao grande espelho onde tinha várias maquiagens e afins. Mordo meus lábios com força ao que ela senta ao meu lado. - Vai me contar? Ou vou ter que arrancar isso de você a dentadas? Balanço a minha cabeça rindo, penso que não tenho escapatória. Ainda mais por me dá conta do quão possessivo me sinto ao pensar em alguém tocando aquele homem. Puta merda, estou muito, mais muito...Ferrado.
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