POV Noah A verdade é que eu nunca soube o que fazer com a vulnerabilidade. Sempre foi mais fácil ser o cara calado, fechado, o que responde com ironia antes que alguém se aproxime demais. O silêncio sempre me protegeu. Era como uma segunda pele — desconfortável, mas segura. Eu me escondia dentro dele, como quem aprende cedo demais que mostrar fraqueza é pedir pra se machucar. Até ela. Porque a Luna… ela ouvia o silêncio. Ela escutava o que ninguém mais tentava entender. Ela atravessava tudo sem esforço, como se minha armadura não passasse de papel diante dos olhos dela. Eu já tinha sentido algo mudar dentro de mim nos últimos meses. Pequenas rachaduras, uma espécie de calor estranho crescendo no peito quando ela sorria ou me olhava por mais de dois segundos. Mas foi naquela viagem, na

