Bem, que seja sexo com um estranho como forma de pagamento. Coisas piores aconteceram comigo em minha vida.
Meus dois ex eram bastardos. Ambos só queriam sexo e, para conseguir isso de mim — o ingênuo e e******o —, me venderam alguns doces contos de fadas sobre o amor…
Alguns chocolates, sim. Delicioso. E eu mordia a isca como um i****a e depois chorava muito no meu travesseiro rosa. A primeira vez, e também a segunda, porque a vida não me ensinou a lição…
Mas não me interessa o que aconteceu antes.
Pelo menos vou me lembrar de como é, porque nos últimos cinco anos o único que me deu prazer foi meu vibrador. E quando as baterias dele estavam acabando (sempre no momento mais interessante, é claro), minhas mãos cuidavam desse trabalho duro.
Levanto-me da cadeira e aproximo-me dele. Ele não tira os olhos de mim. Registre cada um dos meus passos com seus olhos. Quieto. Assistindo.
Cruzo os braços sobre o peito e pergunto seriamente:
— O pagamento é sexo? Se eu te der agora, você me deixará em paz? Minha lógica está correta?
Percebo uma surpresa genuína em seu rosto, seguida de suas palavras:
— Uau, que esquilo empreendedor… Você não quer falar e vai direto ao ponto, como se as bolas do meu saco fossem acabar. — Não.
Eu tenho tempo para perdê-lo batendo na minha língua — Cruzo as pernas. Quanto mais cedo eu terminar isso, mais cedo você sairá. Meus olhos já doem só de ver você. Um pouco mais e eles vão começar a sangrar, eu vou ficar cego! Espero que você se contente com cinco minutos. Ou talvez com três? Hum?
— Nem vinte e três seriam suficientes — ele deixa escapar, fazendo-me rir levemente.
— Por que você precisa de tanto tempo? Quer repetir várias vezes? Você é tão poderoso assim? — Pergunto sarcasticamente.
— Para as preliminares — ele responde, apertando as mãos.
— E sem elas não fica difícil? — Calorosamente. Tem algum problema? Você precisa invocar uma ereção com pandeiros e danças?
— Eu não tenho nenhum — reage calmamente. São as mulheres que mais precisam de nós. Vocês que precisam dos pandeiros, dos chocolates, das danças, de uma montanha de palavras… Um minuto é suficiente para eu estar pronto.
— As mulheres — eu sorrio. Uau, que cavalheiro… Você pensa em seus companheiros… Curioso… Por que você gritou outras coisas para mim…
— Bem, quem sabe o que estava gritando… Ele estava furioso naquele momento…
— Entendido — bufei. Está bem, dou mais tempo. Tem sete minutos. Começa.
— Você nem vai perguntar meu nome? — faz uma pergunta totalmente inesperada.
— Não dou a mínima para o que diz no seu passaporte. É melhor ir direto ao ponto — eu bufo, porque realmente não me importo… Vou me lembrar dele como o hamster que me arruinou na sexta-feira —. Só te restam seis minutos. Não perca seu tempo nem o meu, ele é muito valioso.
— Bruna Helen, na minha vida eu aceitaria algo como seis minutos. Para isso, preciso de pelo menos uma hora.
Esta é a gota d'água! O jovem quer uma hora.
Ou não...
Ah.
Estou caindo.…
— Com tudo isso, você está agindo interessantemente, não é? —Eu digo, mostrando meus dentes em um sorriso — Ou estou errada?
— Não — ele responde com firmeza, olhando nos meus olhos sem piscar.
— Bem, parece-me que sim… Mas você está se esforçando muito pela pessoa errada.
Tiro o colar de contas vermelhas — ele cai com um baque surdo na mesa — e depois me livro do suéter de gola alta, deixando-me com um sutiã preto.
— Enquanto eu tiro o resto da minha roupa, não perca tempo… Abaixe as calças. E um pequeno pedido… nada de beijos. Não os suporto. Melhor sem beijos, em geral.
Chego mais perto dele, tanto que ele tem que levantar a cabeça para olhar para mim, e eu assobio para ele em um tom ameaçador:
— Pare de comer! Largue a p***a das calças de uma vez e me f**a! E depois vá para o outro lado do mundo!
— Ah, desculpe… — Ouço uma voz aguda passando furtivamente pelo meu ouvido direito.
Viro-me e vejo Tina corada e envergonhada na porta, olhando para nós com os olhos arregalados.
Inclino-me para tocar o zíper do meu bumbum e ouço sua...recusa.
— Não vou abaixar as calças. Eu não gosto disso.
Minhas sobrancelhas se arqueiam quase como as ondas do mar. O que não gosta.
Então, por que diabos veio?
— Bom, eu não dou a mínima para o que você não gosta — eu me endireito. Ou você abaixa as calças ou sai daqui!
— O segundo, definitivamente, não.
— Então, baixe-os.
— Nem — ele balança a cabeça, enquanto seus olhos, colados na parte superior do meu corpo nu, queimam em chamas. É desejo.
Ela me quer, mas resiste. Me deixa louco com sua estupidez! Ela parece uma garotinha mimada!
Não sei se ouviu minha pequena frase, mas...
Droga!
Que tipo de dia amaldiçoado é hoje?
Tina, aquela que já me deixou louca hoje com seu atraso, continua me olhando e vendo o espetáculo à sua frente.
Percebo como suas pupilas lentamente me apalpam e depois caem bruscamente sobre ele, sobre o hamster.
Ao mesmo tempo, seu espanto aumenta e seu rosto se ilumina em um rubor que chega até a raiz de seu cabelo.
Bem, claro!
Não é todo dia que você tem a chance de ver sua chefe, aquela mulher má, como pão de gengibre mofado, em uma situação tão picante!
— Tina, agora não! — Falei para ela e acrescento baixinho — Estou muito ocupado!
Ocupado!
Deus, eu não consegui encontrar outra palavra?
É para me dar uma boa merda na testa! Que ideia!
Ocupada…
Em um assunto muito interessante…
— Sim… Entendo… ótimo… desculpe — Ela gagueja e fecha a porta depois da minha resposta furiosa, e eu viro a cabeça para ele.
E ele…
Estou chocado.
Ele age como se não fosse com ele. Essa é a única maneira de descrever isso. Ele continua descansando calmamente no sofá, como se não tivéssemos sido pegos…
E se ela não tivesse resistido, Tina teria aberto a porta e tropeçado em uma cena ainda mais interessante…
Imagino isso… O p*u dele na minha boc…