Mas, independentemente do que minha imaginação sussurre para mim, sinto como se alguém estivesse me dando uma injeção na b***a (eu os odeio) e me injetando uma dose dupla de raiva, ressentimento e indignação.
Agora, vou dar uma bofetada e virar a cara!
— Você vê o que aconteceu por sua causa? — Grito com ele — O que os funcionários vão pensar de mim agora?
— Por minha causa? — ele pergunta, fingindo uma surpresa muito m*l interpretada. Ele é um péssimo ator, filha da p**a. E não tem nada a ver com o fato de que foi você quem fez todo esse ato? Eu não fiz nada. Então você não precisa apontar o dedo para mim ou levantar a voz. Primeiro, retire o dedo; e o segundo, abaixe o volume.
Ao ouvir isso, meus olhos tremem de raiva. Eles doem tanto que nem consigo ver o rosto dele direito.
— Que interessante — digo, deixando o desconforto de lado com todas as minhas forças — Não tem nada a ver com isso, você diz. E que você apareceu no meu escritório para discutir o pagamento e depois me f***r? Vai dizer que não foi isso ou que não tem sido assim?
— Não tem sido assim. — A resposta dele tensiona meus nervos. Eles estão prestes a explodir — Não tem sido nada disso. Está distorcendo os fatos e está a me desenhar como um monstro que só quer uma coisa.
— Agora merece um tapa na cara, seu mentiroso! — Paro de reprimir meu desejo e digo isso em voz alta. Vai descobrir quem sou eu, Bruna Helen!
Aperto os olhos, perfurando-o com os olhos como se fosse uma mina de carvão, e sinto tudo fervendo dentro de mim. O vapor não sai dos meus ouvidos, mas de todo o meu corpo.
E ele…
Nada o deixa louco; pelo contrário, ele está gostando.
Quanto mais irritada fico, mais ele gosta!
Mas esse não é o apogeu.
Ele chega quando sua língua pronuncia, provocativo:
— Experimente, Bruna.
—Experimentar? — Minha mão direita pega fogo e fica tensa. Preparando-se.
— Você decide — sorri de orelha a orelha.
Que corajoso. Agitando um pano vermelho na frente de um touro furioso.
Certo.
Agora ele vai receber o que merece por me obrigar a chupar seu p*u murcho velho e fedido.
Um tapa que vou te dar vai tirar esse sorriso nauseante do seu rosto. Vai desaparecer como orvalho debaixo do sol!
Jogo meu braço, sentindo o ar em movimento fazer cócegas na minha pele… Está prestes a passar…
Então…
Um bloqueio repentino.
Seus dedos me impedem. Eles apertam meu pulso. Muito forte. Sinto dor.
— Solta…
Não tenho tempo para terminar: ele me arrasta em sua direção de uma só vez. Perco o equilíbrio. Meu sistema vestibular reinicia.
Enquanto estou desorientada, minha posição neste plano tridimensional muda. Não sei dizer como X, Y e Z se transformam, mas o último certamente diminui, porque não estou mais de pé, mas deitado no sofá. E ele, debruçado sobre mim.
— Olha só, garota, quem manda nessa p***a aqui sou eu — ele diz, fazendo uma breve pausa — Se está onde está, foi porque mereceu e sou eu que te mando embora por justa causa e vamos ver quem ganha. Quer tentar? Sei que não tem aonde cair morta, então cale a p***a da boca.
—Me solte! —Tento me libertar, mas minhas mãos estão presas contra a superfície macia, como se estivessem algemadas. Impossível de mover.
— Não.
— Deixe-me ir, agora! — Protesto, inspirando seu perfume, agradável e sutil. É tão leve que só acrescenta elegância.
Este hamster velho não tem cheiro de roedor nem de colônia barata. Certamente metade do salário mínimo foi imposto a ele, ou talvez um salário inteiro. Não sei ao certo, não entendo o assunto.
— Só vou deixar você ir quando me contar o que realmente aconteceu — o rosto dele se inclina ainda mais para o meu. É praticamente por minha conta. A cerca de vinte centímetros de distância, talvez…
Sua respiração quente desliza pelo meu pescoço nu e colo, envolvendo-me em uma espécie de onda desconhecida.
E seus olhos…
A esta distância, vejo que não são completamente pretos, como me parecia antes.
O fundo é de ágata, mas veias marrons passam por ele. Eles são tão escuros que mesmo agora é difícil distingui-los claramente. Mas eles estão lá.
— Não consigo te ouvir — ele se aproxima, quase tocando meus lábios. Não quer dizer a verdade?
Como os lábios dele estão tão próximos — a poucos milímetros dos meus —, praticamente não consigo ouvi-lo.
Tenho a impressão de que meus ouvidos estão cheios de água; Sua voz com a última frase soa distante e confusa. Impossível decifrar o que ele quer de mim.
Essa proximidade é extremamente desconcertante. Mas isso não me assusta nem um pouco…
Muito pelo contrário.
Estou curiosa para saber o que pode acontecer agora… Como os eventos vão se desenrolar.
E isso sacia minhas tentativas de libertar minhas mãos como um desilusão. Parei de tentar me libertar desses laços de perigos.
Espere.
É a única coisa que posso pagar.
E pensamentos sobre o que poderia acontecer?
Bem, é claro que existem. A imaginação funciona incansavelmente, mesmo quando ninguém solicita.
Tenho uma opção neutra. Nele, simplesmente se afasta; eu só queria adicionar um pouco de lenha ao fogo para poder sentir o calor.
E o outro…
Só de pensar nele, um arrepio percorre minha espinha, desce, concentra-se sob meu umbigo e a partir daí…
Eu fico brava!
Esses lábios mentirosos e astutos me disseram muitas coisas desagradáveis! Não há razão para pensar exatamente isso sobre eles! Eles não merecem isso!
Deixe-os ir!
A porta fica a alguns metros de distância. E está aberto, aliás!
A raiva, uma emoção vívida, expulsa dos meus ouvidos aquela água imaginária, que atualmente despejo mentalmente sobre a cabeça dele.
Ouço o homem sem vergonha novamente.
— Bruna, por que você não diz nada?
— Me solte! — Volto à minha ação anterior: tentar me libertar.
— Você não ouviu quais são as condições? — A distância entre nós não muda, mas a posição dos lábios dele sim.
Elas não estão mais suspensas acima das minhas, mas deslizam lentamente pelo meu rosto, como nuvens no céu empurradas pelo vento. Sem me tocar.
Agora estão por cima da minha orelha. A respiração dele me queima.
— Sim, eu ouvi você — viro a cabeça para o lado oposto.
—E então? — Sua respiração inunda meu ouvido.
— E o que você quer que eu diga? —Bufo. Você veio discutir um pagamento absurdo e então disse, embora de uma forma um tanto velada: O que um homem pode querer de uma mulher? Até um t**o entenderia o que você quer dizer: sexo!
Volto-me para ele novamente. Nossos lábios estão um no outro novamente… Desta vez, acho que ainda mais perto. Sinto o calor que emana do seu.
Ele não responde rapidamente. Ele olha para mim por cerca de seis segundos e então diz descaradamente:
— Eu não quis dizer isso.
— Ah, certo? — Ao contrário dele, não estendo o diálogo e continuo com minhas suposições. Afinal, você é dono dessa p***a que eu levantei da ruína. Estava propondo que plantássemos batatas juntos na primavera ou o quê, Sr. Eduardo Boris?
— Melhor comprá-los… A vida é curta demais para desperdiçá-la no jardim, quebrando suas costas impiedosamente.