CAPÍTULO 9

1100 Words
— E também não há razão para desperdiçá-lo nesta situação! — Acrescento — Já me fizeste desperdiçar meia hora da minha juventude com esta palestra sem sentido! — Não… isso é muito mais importante que batatas. — E o que era aquela coisa complicada que você estava escondendo por trás dessas palavras? — Volto ao tema principal. — Um encontro — estala os lábios. —O quê? — Não acredito nos meus ouvidos, talvez ainda tenha água neles. Repita o que você disse. — Eu queria dizer que seu pagamento será uma consulta — ele diz com confiança, ampliando a resposta. Minha testa enruga e uma risada abafada pressiona meu peito, escapando rapidamente. Ele salta da minha boca como um paraquedista de um avião e, após um breve voo, puxa o anel: o paraquedas se abre. É de um branco imaculado, e sobre ele, em letras vermelhas, está escrito: — Mentiroso! — Bem, não — tente excluir o registro. — Um completo mentiroso! — Eu insisto. Claro, um encontro, claro! Você tem que ter um rosto… sério! — É a verdade — permanece na defensiva. — Sim, claro! — Bem, não é minha culpa que você seja um pervertido que só pensa em uma coisa — fica longe de mim — Você só faz sexo na cabeça e corre para se despir — os olhos dele deslizam pelo meu peito, realçados pelo sutiã. — Eu não sou um pervertido! — Eu estalo meus lábios. E eu não penso somente nisso! — Ah, certo? Não sei por que, mas não acredito. E há uns cinco minutos? Quem estava gritando para eu abaixar as calças e agora está praticamente nua? — Não distorça os fatos — eu retribuo suas próprias palavras. Muito oportuno, aliás. Está a pintar-me como uma zebra estúpida que entra nas mandíbulas de um crocodilo faminto! — Posso garantir que o crocodilo está satisfeito. Mas a zebra… Parece que está passando por momentos terríveis, se se lançar contra o predador assim. E com uma presa tão fácil, não há interesse — solto, e além disso, ele acrescenta: — E quando foi a última vez que comeu alguém? Parece-me haver muito tempo… Você tem olhos incrivelmente famintos — seu olhar está focado neles. E não sei por quê, mas dá-me vontade de ter pena de você e te alimentar. Essas conversas vão acabar comigo! Começamos com uma coisa e agora ele me pergunta quando foi a última vez que eu transei ou trepei com alguém. Estávamos abordando outra coisa! — Esta manhã… duas vezes! — Mmmm — ele cantarola, como se estivesse cantando uma música. — Poderia ter sido o terceiro, mas eu estava com pressa para ir trabalhar. E, além disso… eu tenho um noivo. — Noivo? — Ele me interrompe com um sorriso. — Sim — tento parecer convincente. E ele está com muito ciúme. Se ele te pegar num canto, ele vai quebrar seu rosto… Todos os seus dentes vão saltar para fora! Você terá que colocar dentes falsos. E farei um colar com os teus dentes! Uma muito boa! Fiquei quieta e estufei as bochechas para não rir alto… Obviamente estou divagando, mas não me faça essas perguntas! Não pergunto quantas vezes por dia ele abraça e lustra sua v****a com suas mãozinhas! — Agradeço sua piada — diz ele, quando se acalma. Mas hoje não é o Dia da Mentira. Então, estou falando sério. Quando foi a última vez que você transou? Não vou contar. Confessa… Ele quer saber a todo custo. Ele até baba! Ele cuida de seus negócios, como se estivesse possuído. Como se eu não pudesse continuar vivendo sem essa informação! Mas não vou falar! Não vou dizer que não estou com ninguém há cinco anos! Porque então começará com o refrão de que teias de aranha já cresceram lá embaixo… Ou pior, ervas daninhas e urtigas! Esses são meus problemas pessoais… Ou melhor, meus negócios! E ele quer me f***r… O alimentador com pernas! — Isso não é da sua conta e, além disso, você não precisa fazer trabalho de caridade distribuindo p*u de graça. Guarde seu maldito p*u precioso para alguém que o queira, porque eu, claro, não quero. Tudo isso, sobre me despir, tem sido para que você possa pegar a sua e me deixar em paz de uma vez por todas. — E se eu gostar de fazer boas ações como essa? — ele diz, e de repente ele solta meus pulsos. E quanto ao seu desejo… Já te disse, os teus olhos estão famintos. E sua explicação… Bem, eu não acredito em você. Se eu colocasse alguma isca em você agora, você arrancaria minha mão com uma mordida. Além disso, seu visual é bastante provocativo, feito deliberadamente para atrair olhares masculinos. A saia m*l cobre sua b***a… — É uma saia curta… E, de qualquer forma, é da minha conta como me visto! Se eu quiser, vou andar nu na rua! — Isso é um mau exemplo para meu restaurante. — De repente, a mão dele pousa no meu joelho, cobrindo-o completamente. De repente, meus olhos caem em direção a esse ponto e sinto seu toque através das meias finas. Seus dedos quentes perfuram minha pele. Mas não é desagradável, muito pelo contrário… Fico com raiva porque tudo isso não me causa rejeição, mas outra coisa, e continuo observando seus movimentos. Acaricie com um ar brincalhão. Só o joelho. É como se seus dedos quisessem ir mais alto… eles chegam à borda… mas param mortos, como se estivessem batendo em uma parede, e desenham círculos novamente. Repita o gesto várias vezes. E eu… Isso está me deixando louco! Eu não gosto nada disso! Primeiro quase tocou meus lábios, agora meu joelho… Olho para ele, tentando deixar meu olhar o mais furioso possível. E ele… mantém os olhos fixos nos meus, como se estivessem colados às minhas pupilas. Sem removê-los. — Você não vai conseguir nada — bufar — E tira as patas, vai dar uma corrida. — Como você disse — remova sua mão instantaneamente. Isso me surpreende um pouco… Pensei em insistir mais… Meu joelho bufa, insatisfeito. Enquanto isso, ele se levanta e pergunta: — Confessa, Bruna, quando você tem seus dias de folga? Amanhã, te espero? — Tá louco ou o quê? — Chego perto do braço do sofá e cruzo os braços sobre o peito para me cobrir um pouco. Meu cabelo, que puxo para frente, também ajuda. —Já contei sobre a nomeação. Esse será o seu pagamento… por tudo… Continue tentando me vender esse p*u velho. Mas você não pode escapar disso.
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