O silêncio que se instalou naquela noite não era comum. Nem os cachorros latiam, nem os carros passavam com som alto, nada. Era como se o morro tivesse prendido a respiração, esperando algo acontecer. Taissa estava deitada, mas o sono não vinha. Desde que a confusão com a polícia havia estourado, a tensão parecia maior. Ela olhava para o teto, pensando no rumo que sua vida tinha tomado. Quando ouviu a porta abrir devagar, seu coração disparou. Era ele. — Ainda acordada? — a voz grave preencheu o quarto. — Como eu vou dormir? — ela rebateu, sentando-se na cama. — Você acha que dá pra simplesmente deitar e fingir que tá tudo bem? Ele entrou, fechou a porta e a encarou. Havia um cansaço em seus olhos, mas também algo que ela reconhecia: preocupação. — Eu sei que não tá fácil. Mas aqui d

