62. Ayla

1144 Words

Ele segurou minha mão com firmeza, mas sem força, e me puxou pra uma rua lateral, mais vazia, onde o barulho era menor. Eu fui, porque apesar da raiva eu confiava nele o suficiente pra não resistir. Quando a gente parou, eu puxei minha mão de volta. — Fala. — eu exigi. Victor me olhou por um segundo comprido. E aí, do nada, ele fez o que ele sempre fazia quando eu tava prestes a explodir de verdade: ele mudou o ângulo. — Tu quer a verdade? — ele perguntou. — Quero. Ele apontou pro meu dedo. — Tu tá usando isso aí. Eu olhei, confusa. — A aliança. E daí? Ele chegou mais perto e segurou meu dedo com delicadeza, como se fosse coisa sagrada. — E eu também tô. — ele disse, mostrando a dele. — Então, Loirinha... tu acha mesmo que eu ia ficar de gracinha com ex ficante? — Eu não sei! —

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