83. Ayla

1387 Words

O escritório tinha cheiro de café forte e papel recém-impresso. Um cheiro simples, quase antiquado, que me deu uma sensação estranha de realidade. Ali ninguém estava falando de "imagem" como se fosse uma religião. Estavam falando de lei, de limites, de risco. Estavam falando de saída. Eu sentei na sala de reunião com a bolsa no colo, as costas retas, a garganta seca. A minha assistente ficou do lado de fora, a pedido meu. Eu precisava que isso fosse meu. Eu precisava ouvir tudo sem plateia. O Maître Lefèvre entrou com uma pasta grossa e aquela calma de quem já viu gente poderosa tentar esmagar gente mais fraca e não se impressiona. — Ayla. — ele cumprimentou, curto. — Vamos direto ao ponto. A mulher mais jovem, a mesma que anotava tudo, colocou alguns documentos na mesa. Ela não sorriu

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