Escolhas

768 Words

O apartamento estava mergulhado em penumbra. As luzes da cidade entravam pelas frestas das cortinas, projetando sombras longas sobre o chão de mármore. Guilherme permanecia diante da janela, camisa aberta, olhar fixo no vazio lá fora. O copo de uísque em sua mão já perdera o gelo há muito tempo. O celular vibrou sobre o balcão. Ele olhou o visor — “Solange”. Demorou alguns segundos antes de atender. — Boa noite, meu querido. — A voz dela veio suave, envolvente, quase maternal. — Ou devo dizer… boa madrugada? Guilherme inspirou fundo, a voz tensa. — O que a senhora quer, Solange? — Saber como está o meu menino. — Ela deu uma risadinha curta. — Ouvi dizer que teve visitas hoje. Milena… e a sua doce Maria. Guilherme se calou. O som da respiração dele ecoava no silêncio do apartamento

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