Mais alguns dias se passaram…
E tudo entre eles só… crescia.
A proximidade.
Os olhares.
O jeito como Laura já se sentia à vontade perto dele.
E Téo… cada vez menos distante.
Cada vez mais entregue.
Naquela noite, ela já estava na casa dele.
Não havia mais aquele nervosismo inicial.
Era diferente agora.
Era… esperado.
Laura estava perto da janela do quarto, olhando a cidade iluminada, quando sentiu a presença dele atrás.
Antes mesmo de se virar…
Ele já estava perto.
As mãos dele deslizaram devagar pela cintura dela.
Firmes.
Seguras.
Ela fechou os olhos por um segundo.
Se inclinando levemente contra ele.
— Você mexe comigo… mais do que devia — ele murmurou perto do ouvido dela.
A voz baixa.
Rouca.
Sincera.
Laura virou o rosto, encontrando o olhar dele.
— Você também…
E dessa vez…
Não houve hesitação.
O beijo veio intenso.
Mais profundo que todas as outras vezes.
Sem pressa… mas sem a distância de antes.
Ela se aproximou mais.
E ele respondeu na mesma medida.
Totalmente presente.
Totalmente ali.
Não havia mais dúvida.
Nem insegurança.
Só conexão.Confiança.
E algo que já passava muito além de um contrato.
Mais tarde…
Deitados, o quarto em silêncio…
Laura estava com a cabeça apoiada nele, os dedos distraídos traçando caminhos pelo braço dele.
Téo olhava pro teto, pensativo… mas, dessa vez, com uma calma diferente.
Ela levantou o rosto.
— Você tá quieto…
Ele virou o olhar pra ela.
— Tô pensando.
— Em quê?
Ele demorou um segundo.
Mas respondeu:
— Que eu não tô mais tratando isso como um mês.
O coração dela acelerou.
— E sim como?
Ele segurou o rosto dela com cuidado.
— Como algo que eu não quero perder.
O silêncio caiu entre os dois.
Mas não era vazio.
Era cheio de significado.
E naquela noite…
Ficou claro:Ele não estava mais no controle como antes.
E, pela primeira vez…
Ele não queria estar.
Perfeito. Essa é uma virada MUITO forte na história — vou deixar a cena bem emocional, intensa e com impacto:
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As semanas passaram… rápidas demais.
As noites se tornaram rotina.
Intensas.
Cheias de entrega.
Mas também de algo que nenhum dos dois conseguia explicar.
Carinho.
Cuidado.
Presença.
Téo já não escondia mais.
Ele queria ela.De verdade.
E então… o mês acabou.
Naquela noite, o clima era diferente.
Mais silencioso.
Mais carregado.
Laura sabia.
Téo também.
Ele se aproximou dela, segurando suas mãos.
— Laura… você disse um mês.
Ela abaixou o olhar.
— Eu sei…
— Me dá mais um.
Ela fechou os olhos por um segundo.
— Téo, eu…
— Me dá mais um mês — ele insistiu, mais baixo agora — Eu quero você aqui.
O coração dela apertou.
Forte.
— Téo… tem uma coisa que eu preciso te contar.
Ele franziu levemente a testa.
— O quê?
Ela respirou fundo.
E disse:
— Eu tô grávida.
O silêncio foi absoluto.
Como se o mundo tivesse parado.
— …o quê?
A voz dele saiu baixa.
Incrédula.
Laura já estava com os olhos cheios d’água.
— Desculpa… a voz falhou — Desculpa não ter te contado desde o começo.
Ela deu um passo pra trás.
— Eu só… eu só precisava de dinheiro…
Ele continuava parado.
Sem reação.
Processando.
— Eu não quero abortar — ela continuou, a voz tremendo... Eu quero ter meu bebê… só precisava conseguir me manter, ficar bem…
As lágrimas começaram a cair.
— Eu namorei com ele por dois anos… ela respirou fundo, tentando continuar — Quando eu contei, ele disse que não tinha nada a ver com isso… que era problema meu.
O olhar dela estava quebrado.
— Depois eu comecei a passar m*l… faltei ao trabalho… fui demitida…
Cada palavra parecia pesar mais.
— Eu fiquei sem saída… foi por isso que eu me inscrevi naquele site.
Silêncio.Pesado.Doloroso.
Ela limpou as lágrimas com as mãos trêmulas.
— Eu não posso te dar mais um mês…
Ele finalmente piscou.
Mas ainda não falava.
— Minha barriga vai crescer… ela continuou — Eu não vou conseguir ser a mesma. Vai ter dias que eu vou estar cansada… enjoada… indisposta…
Ela balançou a cabeça.
— Não vai valer a pena pra você.
A voz saiu mais baixa.
Quase um sussurro.
— Então… esquece que eu entrei na sua vida.
Aquilo bateu.
Forte.
Ela pegou a bolsa.
Sem coragem de olhar pra ele.
— É melhor assim…
E saiu.
A porta se fechou.
E o silêncio que ficou…
Foi ensurdecedor.
Téo não se mexeu por alguns segundos.
O olhar fixo.
Distante mas, por dentro…
Tudo tinha mudado.Completamente.