Pedido de Desculpas

986 Words
A cada passo que Cara dava, ela se perguntava se estava realmente fazendo a escolha certa. O seu coração disparava apenas por imaginar encontrar aquele olhar furioso que Rycon lhe dera mais cedo. O seu corpo se arrepiava diante daquilo. Ok, ela tinha errado ao julgá-lo de forma precipitada, mas ele nunca tinha lhe causado uma impressão melhor do que a de um troglodita que sempre a perturbava pelos mínimos detalhes. Quando alcança a porta do quarto dele, ela trava, a mão erguida em dúvida se deveria ou não abrir aquela porta. E pior: não sabia como Rycon iria reagir à sua invasão repentina. Com um último suspiro, Cara abre a porta do quarto, fechando-a atrás de si. — Esqueceu a boa educação? Nunca ouviu falar em bater antes de entrar no quarto dos outros? — pergunta Rycon, m*l-humorado. Ele estava deitado em sua cama, havia tomado um banho e usava apenas uma calça de moletom. Cara trava ao vê-lo deitado de forma despreocupada. Quando ele retira o braço dos olhos e a encara, ela engole em seco. Os olhos dele estavam intensos sobre ela; não havia nenhuma expressão em seu rosto — nem boa, nem r**m —, ele apenas a encarava fixamente. — Eu... eu vim pedir desculpas pelo que houve na piscina — diz ela, desviando o olhar. Cara não sabia se conseguiria encará-lo da mesma forma de antes. Não depois de tudo o que ele tinha feito. E, para piorar, havia aquela bendita mordida que ele lhe dera, algo que a sua mente não a deixava esquecer, por mais que tentasse. Rycon suspira e se levanta, indo lentamente em direção a Cara, que permanecia imóvel no meio do quarto. Ele gostava de ver o rosto dela corado e aquela expressão de quem não sabe o que fazer. Por mais que Cara tentasse, ela não conseguia desviar os olhos do peito exposto de Rycon. Ele tinha ombros largos e um pouco de pelos no peito. Dava para ver que ele se cuidava pela forma como a sua musculatura se destacava. — Então, peça — diz ele, parando à frente dela, colado ao seu corpo. — Peça desculpas e, quem sabe, eu as aceite. Cara tinha os olhos arregalados, o seu rosto praticamente colado ao peito de Rycon. Ela podia sentir o cheiro dele com perfeição, e aquela fragrância amadeirada mexia com áreas do seu corpo que ela não esperava. Cara ergue o rosto para olhar nos olhos dele e trava ao ver o desafio em seu olhar. Ele duvidava que ela fosse fazer aquilo... ou era o que ela imaginava. — Eu... me desculpe — diz ela, abaixando a cabeça novamente e dando um passo para trás. Quando Cara se afasta, a mão de Rycon envolve a sua nuca, puxando-a novamente para si. Ela se assusta e o encara novamente, com o peito arfante e a respiração irregular. — Isso foi horrível, que tal tentar novamente? — pergunta ele, segurando-a com força. Cara se vê presa nos braços dele e, quando ele a puxa mais para si, ela não encontra outra saída a não ser colocar as mãos em seu peito, tentando manter uma certa distância entre eles. Mas aquilo fora em vão. Tentar empurrar Rycon era a mesma coisa que tentar empurrar uma pedra; ele nem ao menos se movia. — Me solte! — diz ela, com os dentes trincados. — O que foi? Não consegue lidar com um pouco de provocação? — pergunta ele, divertido, inclinando-se em direção a ela. — Se pudesse ver o que se passa em minha mente, já teria saído correndo por aquela porta. Quando a respiração quente de Rycon toca o ouvido de Cara, todo o seu corpo se arrepia. Ela queria se afastar dele, mandá-lo ir se f***r, mas, de alguma forma, o seu corpo não respondia aos simples comandos que ela lhe dava. — Me solte! — diz ela, finalmente encontrando a voz que havia desaparecido. Rycon sorri, e o som do riso dele era ainda mais hipnotizante do que a sua voz. Cara leva um susto ao sentir a boca de Rycon em seu pescoço, logo seguida de um estalo alto. Ela o empurra novamente e, desta vez, ele não resiste, afastando-se. — O que você fez? — pergunta ela, brava, colocando a mão no local. — Nada — diz ele, dando de ombros e voltando para sua cama. Cara corre até o espelho do quarto e, quando tira a mão, leva um susto ao ver a marca vermelha em seu pescoço. Ele lhe tinha dado um chupão. Um maldito chupão. — Você ficou louco! — diz ela, indo até ele e parando à beira da cama. — Não, mas talvez eu realmente esteja — responde ele, pegando a sua mão e puxando-a para a cama. Um grito agudo escapa dos lábios de Cara quando ela cai sobre Rycon. Os braços dele se fecham ao redor de seu corpo, segurando-a no lugar. — Sim! Eu enlouqueci! E a culpa disso é toda sua — diz ele, virando-os na cama e pairando sobre ela. Rycon segura os braços de Cara acima da cabeça e observa, com prazer, os olhos dela se arregalarem ao olhar para ele. — Bruxa! Feiticeira! — diz ele, com fúria, os seus olhos castanhos adquirindo um brilho perigoso ao fitá-la. Cara não sabia o que fazer. Não sabia se seu corpo tremia de medo ou de antecipação pelo que ele faria a seguir. O seu coração batia em um ritmo que ela nem imaginava ser possível. Estava perdida e, pela forma como ele a olhava, sabia que ninguém a salvaria de sua selvageria. — Se... se acalme, Rycon. Use a cabeça — diz Cara, em desespero. — A cabeça, claro — diz ele, encaixando-se entre as pernas dela. Os olhos de Cara se arregalam ao sentir a sua ereção em contato com a sua i********e. — O que acha dessa?
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