Cara sentiu o coração martelar descontrolado quando Rycon voltou a capturar os seus lábios, desta vez sem dar espaço para protestos, sem permitir que ela encontrasse palavras para escapar. Era como se todo o mundo ao redor tivesse desaparecido, restando apenas o calor, o gosto e a presença dele. Ela tentou — ainda que fracamente — empurrá-lo mais uma vez, mas as mãos dele estavam firmes, seguras, mantendo-a próxima. Não havia chance. E, no fundo, Cara já nem tinha certeza de querer mesmo fugir. O beijo se aprofundou, roubando-lhe o ar, consumindo cada pensamento. Quando Rycon a ergueu levemente pela cintura, encaixando-a contra o próprio corpo, Cara gemeu baixo agarrada a ele. Foi nesse instante que a porta se abriu. — Senhor Vásquez, eu preciso que... — As palavras morreram na boca d

