Cara sentiu a respiração prender-se na garganta quando os dedos de Rycon roçaram a sua pele. O calor do toque dele parecia queimar e, ao mesmo tempo, trazia um estranho conforto. O coração dela disparava, denunciando a confusão que a dominava. — Não faça isso, Rycon... — sussurrou, tentando afastar-se, mas sem muita convicção. Ele inclinou-se levemente, os olhos negros fixos nos dela, como se buscasse arrancar todas as barreiras que ela ainda mantinha. — Fazer o quê? Proteger você? Dizer o que sinto? — a voz grave ecoava no espaço, baixa demais para que fosse ignorada. — Não vou fingir que não quero você, Cara. Já não sou mais aquele i****a que achava que podia lutar contra isso. Ela balançou a cabeça, recuando um passo, mas ele a seguiu. O corpo dela reagia como se tivesse vontade pró

