43. Manuela

1365 Words

A comida demorou uns minutos pra chegar, mas o clima entre a gente não ficou pesado. Pelo contrário, ficou estranho. Estranho de um jeito bom, incômodo, quente, que fazia meu estômago embrulhar mais pela presença dele do que pelo cheiro da carne vindo das outras mesas. Eu ficava tentando olhar pra janela, pro cardápio, pro guardanapo, pra qualquer coisa, menos pra ele. Mas era impossível. Alex tava lindo. Relaxado, porém atento. Camisa preta justa marcando o peito largo, tatuagem aparecendo na lateral do braço, barba por fazer que dava aquela cara de "perigo que vale a pena". E, o pior de tudo: ele sabia que eu tava olhando. — Tá me encarando por quê? — ele perguntou, sem nem levantar os olhos do celular. — Não tô te encarando. — sussurrei. — Tá sim. Tô vendo teu reflexo no vidro. —

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