Descemos pelo elevador, e o silêncio entre nós três tinha aquele peso confortável, quase familiar. Ítalo segurava a mão do Alex sem soltar, balançando o braço dele como se fossem pai e filho indo passear, e o capitão deixava. Deixava como se fosse natural. Como se tivesse feito isso a vida inteira. Quando chegamos na garagem, Alex apertou o controle do carro e a SUV preta destravou com aquele beep seco. Ele abriu a porta de trás pra Ítalo, ajeitou o cinto dele com uma paciência quase inacreditável para um homem que, horas antes, provavelmente estava batendo em bandido. Depois veio até mim, abriu a porta da frente e fez um gesto com a cabeça. — Entra. — Eu sei abrir porta, Alex. — Eu sei. — Ele sorriu com aquele canto da boca que me desmontava e me irritava. — Mas gosto de abrir pra

