Luna/Maya narrando Eu já estava pronta pra ir embora. Tinha cumprido o que precisava fazer ali, e por um breve momento, achei que as coisas estavam finalmente tomando um rumo. O Matheus e a Rayane estavam organizando tudo com o pessoal da base. Os pais dela seriam trazidos ainda hoje. A gente respirava mais aliviado, mesmo em meio à tensão. Era como se, pela primeira vez em dias, um pedaço daquela guerra estivesse sendo vencido. Mas a paz durou pouco. Muito pouco. O rádio que estava na cintura do Matheus começou a chiar alto, seco, cortando o ar com uma urgência que fez meu corpo gelar antes mesmo da mensagem chegar. — qual foi viado, da atenção aí … cheguei aqui na casa dos pais da tua dona e não tem ninguém aqui não, mano. Casa trancada. Portão fechado. Ninguém atende. Tudo apagado

