Henrique narrando Eu já havia tomado minha decisão. Fria. Racional. Cirúrgica. Se eu quisesse atingir a Rayane, se quisesse derrubar a Luna de vez, não bastava ir direto nelas. Eu precisava atacar por onde elas menos esperavam. E pra isso, o golpe precisava começar em quem elas jamais imaginariam. Os nossos tios. As âncoras. As referências de moral, de lar, de proteção. Aqueles que seguraram as pontas quando tudo desabou. Eles seriam os primeiros. Eles seriam o alvo. E não era susto. Não era alerta. Eu ia derrubar. Simples assim. Se eu fui capaz de matar os meus próprios pais — e fui — alguém realmente acha que eu teria algum problema em eliminar dois velhos aposentados que nem se envolvem diretamente? Por favor. Pra mim, eles já tão mortos. Só falta executar. Saí do escritório c

