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A Filha do Sargento

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Londres, 1814. Miss Anne Wright, filha ilegítima de um sargento, parte em busca do pai nas guerras napoleônicas, mas é sequestrada e vendida a um bordel francês. Quando tudo parece perdido, o misterioso Capitão Anthony Durlack a salva, mas será que ela conseguirá superar seu passado e encontrar o amor verdadeiro?

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Episódio 1: O Último Dia no Colégio
Londres, maio de 1814 Anne Wright ajeitou pela última vez o uniforme azul-marinho que havia usado pelos últimos sete anos. Seus dedos tremiam ligeiramente enquanto abotoava a gola alta, não de frio, mas de ansiedade. Hoje era o dia. "Miss Wright, suas malas estão prontas?" perguntou Sister Margaret, a diretora do Colégio St. Catherine, aparecendo na porta do dormitório. "Sim, Sister." Anne se virou, seus olhos verdes brilhando com uma mistura de excitement e nervosismo. Aos dezessete anos, tinha se tornado uma jovem de beleza discreta mas marcante - cabelos castanhos sempre presos em um coque impecável, postura ereta que demonstrava a educação refinada que recebera. Sister Margaret a observou com olhar maternal. Havia visto muitas meninas partirem ao longo dos anos, mas Anne era especial. A filha ilegítima do Sargento Arthur Thomas sempre fora diferente das outras pupilas - mais determinada, mais forte, talvez por carregar o peso de sua origem não convencional. "Lembra-se do que conversamos sobre encontrar seu pai?" a freira perguntou, aproximando-se. "A Bélgica ainda está em situação instável após as guerras..." "Ele é meu pai, Sister. É o único família que tenho no mundo." A voz de Anne era firme, mas a diretora notou o leve tremor. "Sete anos se passaram desde que ele partiu para lutar contra Napoleon. Preciso vê-lo." As duas caminharam pelos corredores familiares, passando pelas salas de aula onde Anne havia aprendido francês, literatura, matemática e todos os refinamentos de uma jovem lady - uma educação que seu pai fizera questão de proporcionar, mesmo sendo ela nascida fora do matrimônio. "Miss Wright?" Uma voz jovem a chamou. Era Penelope, sua colega de quarto pelos últimos dois anos. "Penelope!" Anne se virou, abraçando a amiga. "Promete que vai escrever?" "Todos os dias!" Penelope segurou suas mãos. "Mas ainda acho que deveria esperar mais notícias antes de viajar para a Bélgica..." Anne balançou a cabeça. "Não posso esperar mais. A guerra acabou, Napoleon foi derrotado. É hora de me reunir com papai." Na verdade, Anne não contara para ninguém sobre os pesadelos que a assombravam. Sonhava constantemente que algo terrível havia acontecido com Arthur Thomas. A falta de cartas nos últimos meses só aumentara sua ansiedade. "Meninas, o carruagem está esperando," anunciou Sister Margaret. Anne pegou suas duas malas - tudo que possuía no mundo cabia ali. Roupas simples mas bem cuidadas, alguns livros, e a única lembrança de sua mãe: um pequeno medalhão de prata com uma rosa gravada, que July Wright usava quando trabalhava como cortesã em Londres. Ao descer as escadas do colégio pela última vez, Anne se lembrou do dia em que chegara ali, aos dez anos. Seu pai, imponente em seu uniforme vermelho, havia se ajoelhado diante dela. "Você vai estudar aqui, minha querida," ele havia dito, suas mãos grandes e calejadas segurando o rosto dela. "Quando eu voltar da guerra, virá me encontrar. Promete?" "Prometo, papai." E agora, sete anos depois, ela estava cumprindo essa promessa. O carruagem que a levaria até Dover estava parado em frente ao portão de ferro forjado. O cocheiro, um homem de meia-idade com ar bondoso, desceu para ajudá-la com as bagagens. "Miss Wright? Sou Thomas Baker. Recebi instruções para levá-la até o porto com segurança." Sister Margaret entregou-lhe um envelope lacrado. "São suas referências e uma carta de apresentação. E isto..." ela colocou uma pequena bolsa de couro nas mãos de Anne, "são suas economias. Seu pai deixou uma quantia para suas necessidades quando partisse." Anne sentiu lágrimas picarem seus olhos. "Obrigada por tudo, Sister. Por me acolher, me educar..." "Você sempre foi especial, minha querida. Que Deus a proteja em sua jornada." O abraço entre elas foi longo e apertado. Anne sabia que provavelmente nunca mais veria aquela mulher que fora como uma mãe para ela durante os anos mais formadores de sua vida. Subindo no carruagem, Anne acenou pelas janelas para todas as amigas que se reuniram para se despedir. O colégio St. Catherine havia sido seu lar, seu refúgio, seu mundo inteiro. Agora, pela primeira vez na vida, estava verdadeiramente sozinha. Enquanto Londres desaparecia atrás dela, Anne abriu a carta que Sister Margaret lhe dera. Era de seu pai, escrita três anos antes: "Minha querida Anne, se está lendo isto, significa que chegou a hora de nos reunirmos. Siga para Bruxelas e procure pelo Coronel William Harrison no quartel-general britânico. Ele saberá como me encontrar. Lembre-se sempre: você é minha filha e eu a amo mais que minha própria vida. Seja corajosa. - Seu pai que a ama, Sargento Arthur Thomas" Anne dobrou a carta cuidadosamente e a guardou junto ao coração. Em dois dias estaria em Dover, depois cruzaria o Canal da Mancha. Em menos de uma semana, estaria nos braços de seu pai novamente. Se ela soubesse o que o destino lhe reservava, talvez tivesse voltado correndo para a segurança do colégio. Mas aos dezessete anos, com o coração cheio de esperança e saudade, Anne Wright seguiu em frente em direção ao que acreditava ser seu futuro feliz, sem imaginar que estava caminhando direto para o inferno. O carruagem continuou sua jornada pela estrada de pedras, levando a jovem inocente para longe de tudo que conhecia e amava.

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