Não dormi. Quando Renata acordou duas horas depois, me encontrou sentada no chão do quarto. Não conseguia parar de pensar no sumiço repentino de Marco, muito menos nas palavras ditas por Gio e acabei chegando em uma conclusão: precisava de um lugar só para mim e Renata. Não podia e não queria morar o resto da minha vida, na casa dos meus avôs. Como todas as manhãs, ajudei Renata a se arrumar para a escola e dei seu café da manhã em silêncio, enquanto meus avôs seguiam suas também em silêncio. - Mãe - Renata chama, no caminho para a escola - Você está com raiva? - Por quê? - Parece que está com raiva. - Não estou com raiva, Renata - Sim, eu estava, borbulhando de raiva, por tudo que estava passando, por estarem jogando pedras em mim e por Marco não ter tido a capacidade de me levar

