Dante
A tensão entre nós estava insuportável. Ela me olhava com uma mistura de raiva e desejo, como se estivesse tentando decidir se deveria me afastar ou se render. Mas eu sabia a resposta antes mesmo que ela pudesse admitir para si mesma.
Eu me levantei da cama, cada passo meu era uma declaração de controle. Isabela recuou instintivamente, mas eu não parei até que suas costas encontrassem a parede. Inclinei-me lentamente, minha mão apoiada ao lado de seu rosto, deixando minha respiração roçar sua pele.
— Você pode continuar lutando, Isa. — Disse baixinho, com a voz firme e provocativa. — Mas não pode apagar o que está acontecendo aqui.
Ela tentou manter o olhar fixo nos meus, mas eu vi a hesitação, o conflito interno. Meu rosto estava tão próximo do dela que podia sentir seu perfume suave, que parecia hipnotizar meus sentidos.
Sem aviso, inclinei minha cabeça e deixei meus lábios tocarem a curva de seu pescoço. Ela estremeceu imediatamente, o corpo dela reagindo ao meu toque antes mesmo que sua mente pudesse resistir.
— Dante... — Ela murmurou, a voz fraca, quase um sussurro.
Continuei beijando seu pescoço, deixando meus lábios explorarem lentamente sua pele macia, enquanto minha mão deslizou pelo lado de seu corpo, traçando cada curva com uma delicadeza que desmentia a intensidade do momento.
— Eu não vou me casar com você. — Ela finalmente disse, mas sua voz m*l tinha força.
Sorri contra sua pele, pressionando um beijo mais demorado em um ponto sensível próximo à sua clavícula, que a fez se arrepiar ainda mais.
— Claro que vai. — Respondi, minha voz rouca enquanto continuava com os beijos, sem dar a ela um momento para recuperar o fôlego.
Minha mão subiu até sua cintura, os dedos desenhando círculos leves que a deixavam ainda mais sensível ao meu toque.
— Tem certeza de que não quer, Isabela? — Perguntei, minha boca ainda próxima do pescoço dela, deixando minha voz reverberar contra sua pele.
Ela tentou resistir, mas não conseguiu evitar que seus olhos caíssem para baixo. Foi quando ela viu como meu m****o estava duro contra a toalha. Seu olhar parou ali por alguns segundos, e pude ver o rubor subir em seu rosto.
Ela desviou os olhos rapidamente, mas não antes de pensar algo que quase escapou de seus lábios.
Meu Deus, é muito grande.
Não pude evitar um sorriso satisfeito. Eu sabia exatamente o que estava se passando na mente dela, mesmo que ela não dissesse em voz alta. A forma como ela mordia o lábio inferior, como sua respiração estava descompassada, tudo me dizia que ela estava perto de ceder.
— Está difícil resistir, não está? — Provoquei, deixando minha voz carregar a provocação, enquanto minha mão deslizava suavemente para sua cintura.
— Dante... para. — Ela disse, mas havia pouca convicção em sua voz.
— Para? — Repeti, inclinando-me para capturar novamente seu pescoço com meus lábios. — Ou deixa acontecer?
Ela apertou as mãos contra meu peito, como se quisesse me afastar, mas não aplicava força suficiente. Era como se uma parte dela quisesse me empurrar enquanto a outra desejava me puxar para mais perto.
— Isso é loucura... — Murmurou, quase sem fôlego.
— Então me deixe ser sua loucura, Bella. — Respondi, minha boca ainda no pescoço dela, sentindo seu corpo tremer sob meu toque.
Ela tentou virar o rosto, mas aproveitei o movimento para prender meu olhar no dela. O silêncio entre nós era carregado de eletricidade.
— Isso vai ser um erro. — Ela disse novamente, sua voz quase inaudível.
— Eu garanto que será o melhor erro da sua vida. — Respondi, sorrindo com confiança.
Por um instante, achei que ela fosse ceder completamente, mas então ela respirou fundo, como se estivesse reunindo as forças que ainda restavam.
— Dante... — Ela começou, mas eu a interrompi, colocando meu dedo sobre seus lábios.
— Não diga nada. Apenas sinta.
Meus olhos encontraram os dela, e algo em seu olhar mudou. Ela estava confusa, vulnerável e, ao mesmo tempo, completamente ciente do que estava acontecendo.
Quando percebi que ela estava prestes a ceder, dei um passo para trás. Não porque eu quisesse me afastar, mas porque queria dar a ela o controle de decidir.
Ela ficou ali, encostada na parede, respirando fundo enquanto tentava processar tudo.
— Isso não vai acontecer, Dante. — Disse finalmente, mas sua voz estava mais fraca do que antes.
— Isso já está acontecendo, Bella. — Respondi, minha voz firme.
Então me afastei completamente, dando-lhe o espaço que ela precisava para escapar, se quisesse.
— O que você vai fazer agora? — Perguntei, um sorriso brincando em meus lábios.
Ela me olhou, ainda sem fôlego, mas não respondeu. Apenas saiu do quarto, deixando o silêncio preencher o espaço onde estávamos.
Eu sabia que a batalha ainda não estava ganha, mas também sabia que estava longe de estar perdida. Afinal, Isabela Moratti estava começando a perceber que fugir de mim seria impossível.