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983 Words
Isabela entrou na imponente mansão de Dante Valentini com passos determinados, mas seu coração batia rápido. Ela sabia que enfrentá-lo não seria fácil, mas não havia outra escolha. Sua vida parecia estar sendo arrancada de suas mãos, e ela não podia mais permitir isso. Ao atravessar os corredores grandiosos, seus olhos captaram a opulência ao seu redor. Quadros caros, móveis luxuosos, e um silêncio pesado que apenas aumentava sua ansiedade. Um dos seguranças a guiou até a sala principal, onde Dante estava sentado em um sofá de couro preto, revisando alguns documentos. — Dante. — Ela chamou, sua voz firme, mas carregada de emoção. Ele levantou o olhar, fechando os papéis com calma e deixando-os sobre a mesa. Seu rosto estava sério, mas os olhos intensos traíam uma ponta de interesse ao vê-la ali. — Isabela. A que devo a honra? Ela deu um passo à frente, respirando fundo para manter o controle. — Estou aqui para dizer que você não vai adiantar casamento nenhum. Dante arqueou uma sobrancelha, inclinando-se para trás no sofá, como se estivesse analisando cada palavra que ela dizia. — Ah, não vou? — Ele perguntou, com um tom que era mais desafiador do que curioso. — Não, você não vai. — Ela respondeu, cruzando os braços. — Esse acordo foi feito sem meu consentimento, e você não pode simplesmente decidir o que vai acontecer na minha vida. Dante se levantou lentamente, sua altura e presença dominando o ambiente. Ele caminhou até ela, parando a poucos passos de distância. — Isabela, parece que você ainda não entendeu como as coisas funcionam. — Sua voz era baixa, mas carregada de autoridade. — Eu já decidi. E quando eu decido algo, não há discussão. Ela apertou os punhos, tentando conter a raiva que queimava dentro dela. — Isso não é um casamento, Dante. É uma prisão. E eu não vou me submeter a isso. Ele deu um passo mais próximo, seus olhos cravados nos dela. — Você acha que tem escolha? Você assinou o contrato. Isso já é suficiente para eu adiantar o casamento. — Eu só assinei porque Lorenzo praticamente me obrigou! — E você acha que isso importa agora? — Ele perguntou, inclinando-se ligeiramente. — Você será minha esposa, Isabela. E você estará ao meu lado, goste ou não. Ela riu, mas o som era amargo. — Esposa? Você sequer sabe o que significa ter uma esposa, Dante? Casamento não é sobre controle, é sobre parceria. — No nosso mundo, Isabela, casamento é sobre poder. E eu vou garantir que você esteja segura, mesmo que tenha que decidir tudo sozinho. — Segurança? — Ela retrucou, rindo com sarcasmo. — Até agora, tudo o que você fez foi tornar minha vida um caos! Você nem sequer entende o que eu quero, quem eu sou! Dante estreitou os olhos, sua paciência claramente diminuindo. — Eu sei mais sobre você do que você imagina, Isabela. E talvez seja hora de esclarecer uma coisa. Ela o encarou, confusa com a mudança repentina no tom dele. — O que quer dizer? Ele cruzou os braços, o olhar fixo nela. — Me diga, Isabela. Você é virgem? A pergunta caiu no ambiente como uma bomba. Os olhos dela se arregalaram, e suas bochechas imediatamente coraram. — O quê? — Ela gaguejou, incrédula. — Responda. — Ele insistiu, sua voz fria e impassível. — Você é virgem? Isabela tentou recuperar o controle, mas a surpresa e a indignação estavam estampadas em seu rosto. — Isso não é da sua conta! — É, sim. — Ele respondeu, aproximando-se mais. — Esse é um critério para a noiva de um mafioso. E, no momento, isso faz parte desse acordo. Ela ficou em silêncio por um instante, processando as palavras dele. Então, um sorriso sarcástico se formou em seus lábios. — Bem, então acho que não vamos nos casar, Dante. Ele franziu o cenho, claramente surpreso pela resposta. — O que quer dizer com isso? Ela cruzou os braços, desafiadora. — Quero dizer que já faz muitos anos que eu perdi esse "critério". Então, parece que o grande plano de Dante Valentini acaba aqui. Dante ficou em silêncio por alguns segundos, mas os olhos dele brilhavam com uma mistura de raiva e curiosidade. — Está brincando comigo? — Não. — Ela respondeu, mantendo o tom firme. — Eu vivi minha vida como quis, Dante. Não segui as regras idiotas que a máfia impõe às mulheres. Se isso significa que não sou boa o suficiente para ser sua esposa, então ótimo. Me tire desse acordo. Ele deu um passo para trás, passando a mão pelo queixo enquanto processava a revelação. — Isso muda algumas coisas... — Muda? — Ela o interrompeu. — Isso muda tudo! Eu nunca quis fazer parte desse mundo. Nunca quis me casar com você. E agora você tem uma desculpa perfeita para me deixar em paz. Mas, para sua surpresa, Dante não parecia inclinado a desistir. Pelo contrário, ele sorriu de lado, um sorriso perigoso que a fez estremecer. — Não, Isabela. Isso não muda nada. — Como assim, não muda? — Ela perguntou, indignada. — Eu já decidi que você será minha esposa. E não é uma regra ultrapassada que vai mudar isso. Ela balançou a cabeça, incrédula. — Você é impossível. — E você é minha. — Ele disse, com uma certeza que a fez perder o fôlego por um momento. — E eu não abro mão do que é meu. Isabela o encarou, a raiva e o desespero crescendo dentro dela. — Eu nunca serei sua, Dante. Nunca. Ele se aproximou novamente, abaixando a voz para um tom quase intimidador. — Vamos ver, Isabela. Vamos ver. E, com isso, ele se virou, deixando-a sozinha no meio da sala, com o coração disparado e a mente em caos. Ela sabia que aquela batalha estava longe de terminar, mas não permitiria que ele a quebrasse.
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