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1509 Words
Acordei com uma voz feminina. Primeiro achei que fosse a televisão ligada mas, depois me dei conta de que a voz vinha do lado de fora da casa. Semicerrando os olhos, percebo uma mulher entrando na casa ao lado de Christian, não parecia mais velha do que eu, pelo contrário, deveria ter em torno de 18 a 20 anos, muito bonita por sinal, me fazendo lembrar de uma indígena por causa de seus cabelos compridos pretos. Christian beijava seu pescoço de vez em quando, enquanto a puxava para si, segurando com firmeza sua cintura. Ela pelo outro lado, sorria, com os lábios de gloss, que lembravam aquela maquiagem dos anos 2000, aonde se escurecia os lábios com sombra e passava o gloss por cima. Deitada no mesmo lugar que estava sentada antes, fingia que estava dormindo, mesmo observando os dois atentamente com uma certa dor de cotovelo, por Christian não me tratar daquela forma. Ela para de repente quando me nota, olhando para Christian de imediato. - Quem é ela? - Ele beija novamente o pescoço dela, subindo suas mãos até os s***s médios. - Ninguém. Ela balança a cabeça de um lado para o outro. - Claro que ela ela é alguém. E por quê ela está dormindo no chão? Ele se coloca na frente dela, com as mãos agora em sua cintura. - Ela é minha empregada - diz com a voz suave - E você já está fazendo perguntas demais, invés de estar usando essa boca para outras coisas - Ele segura o pescoço dela, a puxando em direção da sua boca. Ela não hesita, o beija, lentamente, fazendo que o ciúmes dentro de mim antes extinto, agora ressurgir com uma força extraordinária. - Onde? - Ela pergunta ao se afastar. - No meu quarto. Mas... - Ele passa o dedo indicador sobre os lábios dela - pode ser aonde você quiser, inclusive aqui. Ela ergue as sobrancelhas, passando a língua em cima dos dentes, não demonstrando que estava surpresa com aquela sugestão. - Hoje quero algo mais reservado. - Tem certeza? Sei que gosta de se exibir. Lembro muito bem que já transamos na frente do meu irmão. Ela sorri, se inclinando na direção dele, mordendo sua orelha. - No seu quarto - Ela sussurra, passando por ele, andando em direção da escada. Assim que Christian também some de vista, me levanto o mais rápido que consigo e ando até o começo da escada, parando. Não sabia se eu queria me machucar ainda mais, poderia facilmente fingir que não havia visto aquela cena e até mesmo voltar a dormir mas, algo dentro de mim, queria continuar a se machucar e acho que foi isso que me fez subir aqueles degraus da escada e andar o mais silenciosa possível, agradecida mentalmente por Lord não estar dentro de casa. Talvez preso no canil. - A academia que estou pagando está fazendo efeito - Ouço a voz abafada de Christian vindo de seu quarto - Você está ficando cada vez mais gostosa. - Você acha? - Ela pergunta com a voz sensual - Acredita que não consigo ver isso que você e outros me dizem? - Outros? - Um breve silêncio se instala - Está dando essa b****a para outro? - Sei da sua exclusividade, Christian. Tenho uma dívida ainda para pagar com você. - Pensei que ia ter que refrescar a sua memória. - Lembro muito bem das minhas dívidas - O silêncio prevalece por alguns segundos, até que ela o quebra novamente - Quer que eu chupe você? - Não pergunta. Só faz. Os gemidos de Christian, assim como sua voz, é abafados. Eu consigo imaginar com clareza ela o chupando com toda a vontade do mundo, o deixando cada vez mais e******o e pronto para o que estivesse por vir. Qual homem não se excitaria facilmente diante de uma mulher como ela? Eu sabia que por mim, naquele estado, era mais complicado, pois eu transmitia que estava para morrer a qualquer momento. Não demora para que eu ouça os gemidos dela também, diferente dele, ela gemia mais alto com vontade e não suportei continuar ali diante da porta, imaginando as diversas posições que ele poderia usar para estar dentro dela naquele momento. Era demais para mim e só me dei conta do motivo, quando comecei a me afastar da porta. Eu ainda era apaixonada por Christian, durante todos aqueles anos, eu ainda continuava apaixonada por ele e tudo indicava dentro de mim, que continuaria por mais longos anos. Na cozinha, apoio minhas mãos na pia, encarando a faca média em minha frente, imaginando que conseguiria matar pela segunda vez. Diziam que a primeira sempre era a mais difícil, então eu conseguiria matar meu ex e a sua nova namorada. Seguro o cabo da faca com força, precisando lutar comigo mesma, para não ceder aquele pensamento que com certeza me levaria à prisão ou a morte facilmente, soltando bruscamente a faca dentro da pia, causando um breve barulho na cozinha. Dessa vez era meu coração se despedaçando dentro de mim e não sabia que doía daquela maneira, a ponto de tirar meu fôlego e me fazer desejar a morte. Mesmo eu sabendo que fazia parte do plano dele, eu não conseguia aceitar isso, ele poderia continuar me humilhando de todas as formas possíveis, como estava fazendo mas, não queria que devolvesse na mesma moeda, igual estava fazendo naquele momento. Eu tinha a minha parcela de culpa e sabia que ele nunca entenderia o que me levou a levar um garoto que estudava comigo, para o meu quarto e permitir que ele escutasse tudo. Naquele dia não tive represarias dos meus pais, pois os mesmos sabiam dos atos e até mesmo apoiavam um possível relacionamento com o filho do governador, só não sabia que aquele momento foi quando comecei a perder ele, mesmo ele não me dizendo nenhuma palavra. Aperto minha cabeça com força, permitindo que as lágrimas molhassem meu rosto nem que fosse por um momento, eu precisava aliviar de alguma forma toda aquela dor que estava sentindo e o único jeito que encontrei naquele momento, foi chorando. Se eu pudesse voltar ao tempo, eu voltaria sem dúvida alguma e mudaria completamente o rumo daquela história, não me permitiria sofrer, muito menos quem estava ao meu redor tentando sobreviver. Inclino a cabeça para trás, respirando pela boca, com os olhos fechados, sentindo que pouco a pouco estava chegando no meu limite que, ainda não sabia qual era. - Isto é algum tipo de meditação? - Ouço de repente a voz de Christian em minhas costas, o que me faz secar rapidamente as lágrimas em meu rosto. - Não. Ele abre a geladeira, pegando uma garrafa com água, me olhando de cima abaixo, enquanto tentava disfarçar meu rosto pré- choro. Tive a impressão por um momento, um breve momento, de ver algo em seus olhos que não soube decifrar rapidamente. Além de não estarem com o mesmo brilho de antes, pareciam normais à primeira vista. - Não atrasa o almoço. Estou com visita. Assinto, desviando o olhar. - Certo. Ele se afasta da mesma forma que entrou na cozinha, me deixando com um vazio imenso em meu peito. Me sentia carente de afeto ou qualquer outro sentimento, já que ele havia também me privado disso, eu estava pior que seu próprio cachorro, já que o mesmo ainda recebia atenção dele e carinho. Em determinado momento, os gemidos davam para se escutar de qualquer parte da casa, assim como a cabeceira da cama batendo sem parar contra a parede. Ela parecia estar se divertindo bastante, se saciando ao máximo do belo corpo que Christian agora possuía, já que não era mais um adolescente franzido. Havia ganhado corpo, um corpo desejado por homens e mulheres com certeza. Fazer qualquer coisa diante daquela circunstância estava sendo complicado, uma verdadeira prova, principalmente pelo passado estar colaborando. - Oi, Christian - Meu eu do passado o cumprimenta, quando o encontra na cozinha, após perder a virgindade com o filho i****a do governador. Christian continua com o que estava fazendo, limpando minuciosamente o chão - Tudo bem com você? - Seguro minha garrafinha de água, me sentindo completamente suada e grudenta, dizendo a mim mesma que precisava de um banho. - Estou bem sim, Laura - Ele responde, sem ao menos me olhar. E senti neste momento que meu coração havia trincado, quando me dou conta pouco a pouco do óbvio. - Ah!! - grito de repente, me dando conta do que havia feito, apenas quando meu grito ecoa. Havia sido o jeito que havia encontrado para me livrar do passado e até mesmo de silenciar, nem que fosse por poucos minutos, os gemidos intensos que continuavam vindo do segundo andar, transbordando prazer e satisfação. Lord aparece de repente na porta da sala, me encarando, atento. - Você não diga nada - digo entre dentes, dando meia volta, ciente de que não poderia deixar as panelas queimarem no fogão, apesar de eu não ter ideia de qual era o ponto dos alimentos.
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